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Carnaval impacta o mercado de trigo no Brasil, reduzindo o ritmo de negociações

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O mercado brasileiro de trigo enfrentou mais uma semana com baixo volume de negociações, impactado pelo período reduzido devido ao Carnaval. Desde o início do ano, quando a indústria entrou em férias coletivas, os moinhos têm realizado compras apenas em situações pontuais, mantendo seus estoques bem abastecidos.

A expectativa é que essa dinâmica persista até meados de abril, uma vez que os produtores estão atualmente focados nas safras de verão, afastando-se temporariamente dos negócios. Contratos ocasionais são fechados apenas quando os vendedores precisam liberar espaço em seus armazéns.

Elcio Bento, analista de Safras & Mercado, destaca uma leve melhora nas cotações no Paraná, com indicações em torno de R$ 1.280/tonelada para trigo tipo 01. Esses preços se aproximam da paridade de importação em relação à Argentina, que gira em torno de R$ 1.290/tonelada. No Rio Grande do Sul, os últimos relatórios apontam preços entre R$ 1.180 e R$ 1.200 por tonelada.

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O destaque continua sendo a robustez das vendas internacionais. Os line-ups de exportação/cabotagem de trigo atingiram 2,901 milhões de toneladas na temporada 2023/24 até meados de março/24, representando um aumento de 112 mil toneladas em comparação ao mesmo período do ano anterior. O Porto de Rio Grande lidera, com 77% do total, seguido por Imbituba/SC com 14% e Paranaguá/Antonina/PR com 9%. Em janeiro, os estados do Sul registraram 972 mil toneladas, fevereiro (até a metade) chegou a 848 mil toneladas e março a 127 mil toneladas.

No Fórum anual do USDA, a projeção para a área plantada com trigo nos Estados Unidos em 2024/25 é de 47 milhões de acres, um declínio em relação aos 49,6 milhões de acres da safra anterior. A produção estimada é de 1,9 bilhão de bushels, com exportações previstas em 775 milhões de bushels e estoques finais estimados em 769 milhões de bushels.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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