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Exportações de carne de frango e suína batem recorde em janeiro e impulsionam o agronegócio brasileiro

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As exportações brasileiras de carne de frango e carne suína começaram 2026 em ritmo acelerado, registrando recordes históricos em volume e receita para o mês de janeiro.

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o desempenho positivo reflete a forte demanda internacional e o aumento da competitividade do Brasil no mercado global de proteínas.

Carne de frango ultrapassa 459 mil toneladas e atinge maior resultado para janeiro

As exportações de carne de frango, considerando os produtos in natura e processados, somaram 459 mil toneladas em janeiro, um aumento de 3,6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 443 mil toneladas.

A receita também foi recorde, alcançando US$ 874,2 milhões, alta de 5,8% sobre os US$ 826,4 milhões do ano anterior.

“O desempenho recorde, com crescimento em quase todos os principais destinos, mesmo em um período sazonalmente mais fraco como janeiro, reforça as perspectivas otimistas para 2026”, avaliou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

“Isso mostra que há crescimento sustentado em mercados como Emirados Árabes, África do Sul, União Europeia e países asiáticos com alta demanda”, completou.

Principais destinos e desempenho por estado

Os Emirados Árabes Unidos lideraram as importações, com 44,3 mil toneladas, um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Outros destinos relevantes foram:

  • África do Sul: 36,8 mil toneladas (+34%)
  • Arábia Saudita: 33,5 mil toneladas (+5%)
  • China: 33,5 mil toneladas (-25%)
  • Japão: 29,2 mil toneladas (+4%)
  • União Europeia: 27,4 mil toneladas (+24%)
  • Filipinas: 25,1 mil toneladas (+23%)
  • Coreia do Sul: 16,2 mil toneladas (+10%)
  • Singapura: 14,1 mil toneladas (estável)
  • Chile: 11,8 mil toneladas (+51%)
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Entre os estados exportadores, o Paraná segue na liderança, com 187,7 mil toneladas embarcadas (+3,9%). Na sequência aparecem:

  • Santa Catarina: 103,1 mil toneladas (+9,3%)
  • Rio Grande do Sul: 58,7 mil toneladas (+0,75%)
  • São Paulo: 26,7 mil toneladas (+2%)
  • Goiás: 25,6 mil toneladas (+9,5%)
Exportações de carne suína também registram recorde em janeiro

As exportações de carne suína — incluindo produtos in natura e processados — totalizaram 116,3 mil toneladas em janeiro, um crescimento de 9,7% frente às 106 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano anterior.

A receita cambial também foi recorde para o mês, alcançando US$ 270,2 milhões, aumento de 13,6% em relação aos US$ 238 milhões de janeiro de 2025.

Filipinas e Japão impulsionam as vendas externas de carne suína

As Filipinas se consolidaram como o principal destino da carne suína brasileira, com 37,4 mil toneladas exportadas, avanço expressivo de 91% sobre o mesmo mês do ano passado.

Outros mercados de destaque foram:

  • Japão: 12,9 mil toneladas (+58%)
  • Hong Kong: 8,8 mil toneladas (-7%)
  • China: 8,3 mil toneladas (-58%)
  • Chile: 7,7 mil toneladas (estável)
  • Singapura: 5,5 mil toneladas (-16%)
  • Uruguai: 3,7 mil toneladas (+1%)
  • Costa do Marfim: 3,4 mil toneladas (+3%)
  • México: 3 mil toneladas (+133%)
  • Argentina: 2,8 mil toneladas (-37%)
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Desempenho por estado e perspectivas para 2026

O estado de Santa Catarina manteve a liderança nas exportações, com 56,5 mil toneladas (-2,3%), seguido por:

  • Rio Grande do Sul: 29 mil toneladas (+34,4%)
  • Paraná: 17 mil toneladas (+29,1%)
  • Mato Grosso: 3,6 mil toneladas (+7,5%)
  • Minas Gerais: 3 mil toneladas (-11,8%)

Segundo Ricardo Santin, o setor vem passando por uma diversificação de mercados, com redução da dependência da China e aumento das vendas para Filipinas, Japão e outros países de alto valor agregado.

“O movimento iniciado em 2025 continua neste ano. O saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo positivo em 2026, com novos mercados e maior equilíbrio nas exportações”, destacou o presidente da ABPA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar em queda cria oportunidade para empresas reduzirem custos e fortalecerem estratégia cambial

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A recente queda do dólar frente ao real abriu uma nova janela estratégica para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, especialmente importadoras e indústrias dependentes de insumos internacionais. Com a moeda americana em patamares mais baixos ao longo de 2026, especialistas avaliam que o momento favorece redução de custos, renegociação de contratos e fortalecimento da gestão cambial.

Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial brasileiro acumulou superávit de US$ 16,7 bilhões até março de 2026, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pelo diferencial de juros no Brasil. O cenário contribui para a valorização do real e altera diretamente o planejamento financeiro das empresas.

Real valorizado reduz custos e amplia margens operacionais

A queda do dólar tem impacto imediato sobre empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e produtos importados. Com a moeda americana mais barata, custos operacionais diminuem e as margens podem ganhar fôlego em diversos segmentos da economia.

Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e tecnologia, o cenário deve ser interpretado de forma estratégica pelas companhias.

“O dólar mais baixo não é apenas uma oportunidade de economizar. É um momento de reorganizar contratos, revisar fornecedores e estruturar uma política cambial mais inteligente”, afirma.

Além do ganho operacional, o movimento também influencia decisões relacionadas à expansão internacional, investimentos e formação de estoque.

Exportadores precisam redobrar atenção com receitas em dólar

Se por um lado a valorização do real beneficia importadores, por outro pressiona empresas exportadoras, que passam a converter receitas em dólar por valores menores em reais.

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O efeito pode comprometer competitividade e rentabilidade, especialmente em setores altamente dependentes das exportações.

Para o especialista, um dos erros mais comuns ainda é tratar o câmbio apenas como uma oportunidade momentânea.

“O erro mais comum é tratar o câmbio como algo pontual. Empresas aproveitam a cotação do dia, mas não constroem uma estratégia. Quando o ciclo vira, o impacto vem direto no caixa”, alerta Oliveira.

Empresas ampliam uso de hedge e gestão cambial

Com maior volatilidade global e influência crescente de fatores externos, empresas brasileiras vêm fortalecendo mecanismos de proteção financeira para reduzir exposição às oscilações cambiais.

Ferramentas como hedge, contratos a termo e diversificação de moedas ganham espaço nas estratégias corporativas, principalmente diante das incertezas envolvendo política monetária nos Estados Unidos, fluxo global de capitais e tensões comerciais internacionais.

Especialistas defendem que a gestão cambial deixe de ser tratada apenas como um custo operacional e passe a integrar o planejamento financeiro das empresas.

Cinco estratégias para aproveitar o dólar em baixa

Diante do cenário atual, especialistas apontam medidas que podem ajudar empresas a aproveitar o momento sem ampliar riscos financeiros:

  • Antecipação de importações: Com custos menores, empresas podem antecipar compras externas e formar estoques estratégicos a preços mais competitivos.
  • Revisão de contratos internacionais: A renegociação de contratos em dólar pode gerar redução relevante de despesas, principalmente em acordos recorrentes ou de longo prazo.
  • Proteção cambial: Mesmo com o dólar em queda, operações de hedge seguem fundamentais para reduzir exposição a futuras oscilações da moeda.
  • Diversificação de moedas: Ampliar operações para moedas como euro ajuda a reduzir dependência exclusiva do dólar e diminui vulnerabilidades cambiais.
  • Integração do câmbio ao planejamento financeiro: O acompanhamento contínuo do mercado cambial e o uso de tecnologia para projeção de cenários aumentam a previsibilidade e fortalecem a tomada de decisão.
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Gestão estratégica ganha protagonismo em cenário volátil

Para especialistas, empresas que transformam o câmbio em parte da estratégia corporativa tendem a atravessar períodos de volatilidade com maior estabilidade financeira.

“Não se trata de prever o dólar, mas de se preparar para qualquer direção que ele tome. Quem tem método não depende da sorte”, afirma Oliveira.

Além de reduzir custos financeiros e logísticos, o dólar mais baixo pode fortalecer a competitividade de empresas brasileiras no mercado interno. Ainda assim, analistas reforçam que o atual cenário cambial é cíclico e exige cautela.

“A vantagem existe, mas ela é temporária. O câmbio é cíclico. Empresas que usam esse período para estruturar processos saem fortalecidas. As que apenas aproveitam o preço do dia continuam vulneráveis”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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