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Exportações de café recuam em março, mas safra no Espírito Santo pode impulsionar mercado

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Exportações brasileiras de café registram queda em março

As exportações de café do Brasil recuaram no mês de março, principalmente devido à significativa redução nos embarques da variedade robusta verde. De acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o país exportou apenas 138,6 mil sacas de café robusta no mês, o que representa uma queda de 40% em relação a fevereiro. O volume também está muito aquém das 862,5 mil sacas embarcadas no mesmo período do ano anterior.

Redução da oferta interna afeta ritmo das exportações

Segundo os pesquisadores do Cepea, a retração nas exportações, observada desde dezembro de 2024, está diretamente relacionada à menor disponibilidade do grão no mercado interno. A escassez tem limitado o ritmo de embarques, com destaque para o café robusta, cuja produção é concentrada principalmente no Espírito Santo.

Nova safra deve aumentar oferta e reaquecer embarques

A expectativa, no entanto, é de que o cenário se modifique nos próximos meses. A colheita da safra 2025/26 está prestes a começar no Espírito Santo, o maior estado produtor de café robusta no país. Especialistas do Cepea projetam avanço significativo dos trabalhos ao longo de maio, o que tende a elevar a oferta disponível no mercado interno.

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Setor aposta em recuperação das exportações no segundo semestre

Com a proximidade da colheita, o setor cafeeiro acompanha com atenção os possíveis efeitos de uma maior disponibilidade de grãos sobre o mercado externo. A expectativa é que o aumento da oferta impulsione as exportações no segundo semestre, especialmente diante da contínua demanda internacional pelo café robusta brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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