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Mercado de Milho: Preços e Desafios nos Principais Estados Produtores

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O mercado de milho nos principais estados produtores do Brasil tem registrado mudanças nos preços e no andamento da safra, com particularidades em cada região que refletem a dinâmica da oferta e demanda.

Melhora nos Preços no Rio Grande do Sul e Santa Catarina

No Rio Grande do Sul, os preços pagos ao produtor têm apresentado leve melhora. Segundo dados da TF Agroeconômica, atualmente, os vendedores estão em menor número no mercado. Quando presentes, os preços pedidos para a retirada no interior do estado giram em torno de R$ 70,00 a R$ 72,00. Para exportação, o preço está em torno de R$ 80,00, com entrega em fevereiro e pagamento previsto para março. Em Panambi, o preço da pedra se manteve estável em R$ 65,00 por saca.

Em Santa Catarina, a alta do dólar, que ultrapassou a marca de R$ 6,00, resultou em uma significativa redução nas importações de milho. No porto de São Francisco do Sul, as ofertas de milho para entrega em agosto estão em R$ 72,50, com pagamento até 30 de setembro, enquanto para outubro, o preço sobe ligeiramente para R$ 72,70, com pagamento até 28 de novembro. O milho spot CIF em Imbituba, com entrega prevista para fevereiro de 2025, é negociado a R$ 80,00.

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Avanço do Plantio da 2ª Safra no Paraná com Desafios Locais

No Paraná, o plantio da 2ª safra de milho segue em andamento, com alguns desafios relacionados ao controle de pragas, especialmente os ataques de cigarrinhas. A umidade garantida pelas chuvas tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, permitindo o plantio após as culturas de verão. Alguns agricultores chegaram a iniciar o plantio antes das chuvas. O milho spot no estado é ofertado a R$ 67,00 por saca no interior. Já para a safrinha, os preços no porto de Paranaguá variam de R$ 73,00 por saca para entrega em agosto (pagamento até 30 de setembro) a R$ 72,50 para setembro (pagamento até 30 de outubro).

Situação em Mato Grosso do Sul: Preços e Comercialização

Em Mato Grosso do Sul, o preço médio da saca de milho em dezembro foi de R$ 56,97. No entanto, o preço futuro do produto caiu 0,70% em relação ao ano anterior, fechando em R$ 52,21 por saca. A comercialização da safra de 2024 alcançou 74% do volume disponível, o que representa um aumento de 13,8 pontos percentuais em relação à safra de 2023. No entanto, o preço real negociado foi inferior, atingindo R$ 47,02 por saca. Para a safra de 2025, a comercialização está mais lenta, com apenas 9,8% do volume já negociado.

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Perspectivas para o Mercado de Milho

O mercado de milho no Brasil continua a ser afetado por variações nos preços e questões climáticas e de pragas. As expectativas para a safra de 2024 e 2025 são de que o cenário continue dinâmico, com os produtores atentos às condições climáticas e ao impacto das políticas econômicas, tanto internas quanto externas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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