AGRONEGÓCIO

Trigo: Agro Mensal de Maio 2024 da Consultoria Agro do Itaú BBA

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As condições climáticas desfavoráveis no Hemisfério Norte têm sustentado a alta dos preços do trigo, impactando também o mercado interno brasileiro. Durante o período de entressafra do trigo nacional, a sazonalidade da importação tem sido um fator crucial para o aumento das cotações locais.

No mercado interno, o mês de abril terminou com o trigo no Rio Grande do Sul cotado em média a R$ 1.218 por tonelada, um aumento de 4,1% em 30 dias. No Paraná, os preços subiram 3,7%, encerrando abril em R$ 1.288 por tonelada. Essas altas foram impulsionadas pela paridade de importação, combinando preços internacionais e câmbio, ambos em ascensão.

Situação das Lavouras e Impactos no Mercado

As lavouras americanas de trigo estão sofrendo com a estiagem, com cerca de 30% das plantações de trigo de inverno em déficit hídrico até a primeira semana de maio, segundo o monitor do USDA. Na Rússia, maior exportador global do cereal, as condições de seca no sudeste do país também preocupam. Essas adversidades, juntamente com a redução dos estoques globais, têm mantido os preços do trigo em alta nas bolsas internacionais. Entre o início de abril e 15 de maio, o preço do bushel na bolsa americana subiu 19,7%, ultrapassando USD 6,6.

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Oportunidades para Produtores

Apesar das incertezas climáticas, o atual cenário oferece janelas de oportunidade para produtores que utilizam ferramentas de gestão de risco. Durante a entressafra no Brasil, os preços internos tendem a seguir a paridade de importação. Para os produtores, o momento atual pode ser propício para fixações da safra 2024/25, considerando que ainda é cedo para quantificar as perdas nas lavouras do Hemisfério Norte. Eventuais melhorias nas condições climáticas podem recuperar as plantações americanas e russas, influenciando os preços internacionais.

Além disso, os preços do trigo estão interligados aos do milho, ambos substitutos na formulação de ração animal. Se a oferta de trigo melhorar, é provável que os preços sigam a tendência dos preços do milho.

Desafios no Plantio Brasileiro

No Brasil, o plantio de trigo para 2024 avança mais lentamente no Paraná, segundo maior produtor do cereal, com apenas 27% da área semeada, contra 39% no ano passado. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, as chuvas intensas em junho causaram estragos nas infraestruturas logísticas e maquinários, impactando o início das operações de plantio. As enchentes também afetaram as reservas de nutrientes do solo, elevando os custos da operação agrícola e atrasando a instalação das culturas.

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Diante desse cenário, os produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais para garantir a produtividade e atender à crescente demanda interna e externa por trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Energia solar no agronegócio reduz custos e transforma a produção rural no Brasil

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Energia solar avança no agronegócio e se consolida como ferramenta estratégica no campo

A energia solar tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro e vem transformando a gestão de custos e a operação de propriedades rurais de diferentes portes. A tecnologia, cada vez mais presente no campo, já é aplicada em atividades como irrigação, bombeamento de água, resfriamento de leite, armazenagem de grãos e climatização de estruturas agrícolas.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio representa cerca de 29% da energia renovável consumida no Brasil, reforçando o papel do setor na transição energética nacional.

Com isso, a energia fotovoltaica passa a ser vista não apenas como alternativa sustentável, mas como solução estratégica para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos operacionais.

Redução de custos e previsibilidade financeira impulsionam adoção no campo

Um dos principais fatores que explicam a expansão da energia solar no meio rural é a redução significativa das despesas com energia elétrica, que representam uma parcela relevante dos custos operacionais do agronegócio.

De acordo com especialistas do setor, a geração própria de energia permite maior previsibilidade financeira, reduzindo a exposição às variações tarifárias e melhorando o planejamento da produção.

“O produtor que consegue reduzir essa despesa de forma consistente ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.

Irrigação e armazenagem de grãos lideram aplicações da energia solar no agro

Entre as principais aplicações da energia solar no campo, os sistemas de irrigação se destacam pelo alto consumo energético. Em culturas que dependem de bombeamento constante de água, especialmente em períodos de estiagem, a tecnologia pode reduzir os custos com energia em até 90%, dependendo do sistema adotado e do uso de armazenamento.

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Além disso, a energia fotovoltaica tem sido amplamente utilizada em silos, câmaras frias, galpões e sistemas de ventilação, estruturas que exigem fornecimento contínuo de energia durante o ciclo produtivo.

Essas aplicações contribuem diretamente para a redução de perdas pós-colheita e para a melhoria da eficiência logística dentro das propriedades rurais.

Tecnologia amplia autonomia energética e fortalece a operação rural

Segundo especialistas, a energia solar deixou de ser apenas uma solução ambiental para se tornar uma ferramenta de gestão dentro das propriedades rurais.

“O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, explica Raphael Brito.

Na pecuária, a tecnologia também vem sendo adotada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para o rebanho. Em regiões mais afastadas dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode ser instável, a geração própria garante maior segurança operacional.

Energia solar ganha espaço como investimento de longo prazo no agronegócio

Além da economia direta na conta de luz, fatores como longa vida útil dos equipamentos e baixa necessidade de manutenção reforçam a atratividade da energia solar no campo.

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Para o setor, a tecnologia se consolida como um investimento de longo prazo, alinhado à busca por maior eficiência e sustentabilidade econômica.

“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, finaliza o CEO da Solarprime.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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