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Mercado de soja: Perspectiva de poucos negócios persiste diante de ausência de novidades

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O cenário do mercado brasileiro de soja permanece estável, prevendo-se mais um dia caracterizado pela escassez de negócios, reflexo da ausência de desenvolvimentos significativos durante o período festivo de final de ano. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, observa-se uma leve queda nas primeiras horas desta manhã, enquanto o dólar inicia a jornada com uma ligeira valorização em relação ao real, neutralizando, praticamente, os dois principais impulsionadores de preços.

A quarta-feira testemunhou a continuidade da lentidão no mercado nacional de soja, com escassas transações e volumes limitados. Os preços mostraram-se diversos, influenciados pela volatilidade da Bolsa de Chicago. Analistas da SAFRAS & Mercado apontam para uma redução da diferença entre os preços da soja disponível e futura, à medida que a entressafra se encerra.

Em diferentes regiões do país, os preços apresentaram variações. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos reduziu de R$ 144,00 para R$ 142,00, enquanto na região das Missões, a cotação diminuiu de R$ 143,00 para R$ 141,00. Por outro lado, no Porto de Rio Grande, houve um aumento de R$ 149,00 para R$ 147,00.

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Cascavel, no Paraná, registrou decréscimo de R$ 136,00 para R$ 133,00 a saca. Já no porto de Paranaguá (PR), a saca desvalorizou de R$ 146,00 para R$ 143,00. Rondonópolis (MT) manteve-se estável em R$ 130,00, enquanto Dourados (MS) permaneceu em R$ 128,00, e Rio Verde (GO) viu a saca diminuir de R$ 129,00 para R$ 128,00.

No mercado internacional, os contratos futuros da soja para março/24 apresentam uma leve queda de 0,15%, cotados a US$ 13,18 1/2 por bushel. Esse cenário negativo é influenciado pela melhora do clima no Brasil, principal exportador mundial do grão, e pelo ambiente desfavorável nas bolsas europeias, que operam no vermelho. O petróleo em Nova York também contribui para as pressões, operando em forte baixa a US$ 73,10 o barril (-1,36%). Enquanto isso, o dólar comercial registra ganho de 0,25%, cotado a R$ 4,8440, em um contexto global de indicadores financeiros mistos, com bolsas asiáticas em queda, exceto no Japão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frio favorece plantio, mas produtores seguem cautelosos com custos e clima

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A chegada da primeira massa de ar polar de 2026 mudou o ambiente das lavouras de inverno no Sul do Brasil e trouxe um cenário diferente para cada fase do trigo no país. Enquanto o frio atual tende a beneficiar áreas recém-plantadas no Paraná, produtores do Rio Grande do Sul seguem cautelosos diante das incertezas climáticas e econômicas para a próxima safra.

O trigo é uma cultura típica de clima frio, mas os efeitos das baixas temperaturas variam conforme o estágio da lavoura. Neste momento, o frio ajuda mais do que atrapalha.

No Paraná, onde o plantio da safra 2025/26 já começou, cerca de 17% da área prevista havia sido semeada até a última semana, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). As áreas implantadas estão principalmente em germinação e crescimento vegetativo inicial.

Nessa fase, temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento da cultura. O frio ajuda na emergência uniforme das plantas, reduz parte do estresse térmico e cria um ambiente mais adequado para o crescimento vegetativo inicial.

Por isso, a onda de frio que derruba as temperaturas no Centro-Sul neste início de maio tende a ser positiva para o trigo recém-semeado no Paraná e em parte de Santa Catarina. O cenário muda completamente mais adiante, durante o florescimento e o enchimento de grãos. Nessas fases, geadas fortes podem provocar perdas severas de produtividade e qualidade, queimando espigas e comprometendo o potencial industrial do cereal. É justamente esse risco futuro que mantém parte dos produtores cautelosa neste início de safra.

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No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a semeadura ainda não começou. Os produtores seguem em fase de planejamento da temporada, avaliando custos, clima e perspectivas de mercado antes de ampliar os investimentos.

Além da preocupação climática, o setor acompanha um cenário econômico mais apertado. Fertilizantes mais caros, custos elevados com operações mecanizadas, dificuldades no seguro rural e maior cautela no crédito vêm reduzindo o apetite por expansão da área cultivada.

Ao mesmo tempo, o mercado oferece sustentação importante aos preços. A baixa disponibilidade de trigo argentino com qualidade adequada para panificação continua limitando a oferta no Mercosul e fortalecendo as cotações no Brasil.

No Rio Grande do Sul, os preços seguem ao redor de R$ 1.300 por tonelada no interior. No Paraná, as referências se aproximam de R$ 1.400 por tonelada nos moinhos.

A dificuldade de encontrar trigo argentino com teor de proteína acima de 11,5% também vem levando parte da indústria brasileira a buscar produto nos Estados Unidos, operação mais cara e logisticamente mais complexa.

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Esse ambiente ajuda a sustentar os preços internos justamente no momento em que o produtor começa a decidir quanto investir na nova safra.

Mesmo assim, a preocupação com o clima permanece no radar. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), a previsão de maior frequência de chuvas durante o inverno e a primavera pode elevar riscos nas fases mais sensíveis da cultura, especialmente florescimento e enchimento de grãos.

Por isso, muitos produtores vêm adotando uma postura mais conservadora, reduzindo o pacote tecnológico, diminuindo investimentos em insumos e até substituindo parte da área de trigo por outras culturas de inverno.

O próprio Deral projeta queda de 15% na produção paranaense de trigo na safra 2025/26, reflexo principalmente da redução da área cultivada.

Neste início de maio, porém, o frio ainda joga a favor do trigo brasileiro. O desafio do setor será transformar esse começo climático positivo em uma safra rentável em meio aos altos custos, às incertezas do mercado internacional e aos riscos climáticos que costumam ganhar força ao longo do inverno.

Fonte: Pensar Agro

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