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Exportações de café do Brasil superam 40 milhões de sacas e reforçam liderança global do país

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Do campo às xícaras ao redor do mundo, o Brasil segue consolidado como maior produtor e exportador global de café, sustentado por uma cadeia logística eficiente e estratégica. No Dia Mundial do Café, dados recentes destacam a relevância dos portos brasileiros no escoamento da produção e na manutenção da competitividade internacional do produto.

Brasil mantém liderança global na produção e exportação de café

Em 2025, o país exportou mais de 40 milhões de sacas de café (de 60 kg), gerando uma receita aproximada de US$ 15,5 bilhões (mais de R$ 77 bilhões), conforme relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.

O desempenho reforça a posição do Brasil como líder global, respondendo por cerca de 38% da produção mundial, à frente de países como Vietnã e Colômbia, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Portos brasileiros são fundamentais para o escoamento da produção

A maior parte do café exportado pelo Brasil é escoada por via marítima, com destaque para o Porto de Santos, responsável por cerca de 78% dos embarques em 2025, o equivalente a mais de 31 milhões de sacas.

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Na sequência, os portos do Porto de Itaguaí e do Porto do Rio de Janeiro, juntos, responderam por aproximadamente 17,7% das exportações.

Outros terminais também desempenham papel relevante na logística do setor, como o Porto de Vitória, o Porto de Paranaguá e o Porto de Salvador.

Infraestrutura logística sustenta competitividade do café brasileiro

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a eficiência da infraestrutura é determinante para manter o Brasil competitivo no mercado internacional.

Segundo ele, o café é um dos principais símbolos do país no exterior, e os investimentos em logística são essenciais para garantir eficiência no transporte, redução de custos e ampliação da capacidade de exportação.

Café brasileiro chega a mais de 100 países

O café produzido no Brasil possui presença consolidada em mercados estratégicos, sendo exportado para mais de 100 países em todos os continentes.

Entre os principais destinos, destacam-se Alemanha e Estados Unidos, ambos com volumes superiores a 5 milhões de sacas importadas em 2025.

Na sequência, aparecem Itália, com 3,1 milhões de sacas, Japão, com 2,6 milhões, e Bélgica, com 2,3 milhões.

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Diversificação de mercados reforça importância do setor

A ampla diversidade de destinos evidencia a relevância do café na pauta exportadora brasileira e reforça o papel estratégico da logística portuária na conexão do Brasil com os principais centros consumidores do mundo.

Com uma cadeia produtiva estruturada e investimentos contínuos em infraestrutura, o país mantém sua posição de destaque no comércio global de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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