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Mercados Asiáticos Reagem a Declarações do Fed sobre Tarifas; Hong Kong Registra Queda

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Análise de ações no mercado asiático: Reações às intenções do Fed e queda em Hong Kong

Os mercados financeiros asiáticos apresentaram movimentos contrastantes nesta quinta-feira. As ações da China encerraram o dia praticamente estáveis, enquanto as bolsas de Hong Kong enfrentaram uma queda significativa, após declarações do governo dos Estados Unidos sobre a possibilidade de reduzir as tarifas impostas à China. No entanto, a falta de clareza quanto às medidas que serão adotadas gerou incertezas nos investidores sobre a evolução da guerra comercial entre as duas potências.

Mercados de Xangai e Shenzhen: Movimentos mistos e estabilidade

No fechamento, o índice de Xangai registrou um pequeno ganho de 0,03%, encerrando o dia com 3.297 pontos. Já o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,07%, fechando a 3.784 pontos. Embora o mercado chinês tenha mostrado algum movimento positivo, o clima de cautela ainda persiste, influenciado pela indecisão sobre os próximos passos na guerra comercial.

Declínio em Hong Kong: Ações de tecnologia lideram a queda

Em contraste com o mercado chinês, o índice Hang Seng de Hong Kong sofreu uma queda de 0,74%, fechando a 21.909 pontos. As ações de tecnologia foram as principais responsáveis pela desvalorização, com empresas como Alibaba, Meituan e SMIC registrando perdas expressivas. O índice Hang Seng Tech, que agrupa as principais empresas de tecnologia de Hong Kong, perdeu 1,5%, refletindo a tensão nos mercados impulsionada pelas incertezas sobre o futuro das tarifas.

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Declarações de Scott Bessent: Abertura para redução das tarifas, mas sem medidas unilaterais

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, comentou na quarta-feira que as tarifas entre os EUA e a China não são uma solução sustentável a longo prazo. No entanto, ele também deixou claro que não haverá ações unilaterais do governo Trump para reduzir as tarifas. Essas declarações geraram expectativas mistas no mercado, com investidores aguardando mais clareza sobre as futuras negociações entre os dois países.

Posicionamento da China: Apelo por negociações e suspensão das tarifas

Em resposta às declarações de Bessent, o Ministério do Comércio da China pediu a suspensão de todas as tarifas unilaterais, caso os EUA realmente desejem resolver a questão comercial. O governo chinês destacou que não há negociações comerciais em andamento entre os dois países. Bin Shi, chefe de ações da China no UBS Asset Management, ressaltou que, em uma guerra comercial, ambos os países saem perdendo, sugerindo que é inevitável que os EUA e a China se sentem à mesa de negociações para alcançar um acordo.

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Desempenho de outros mercados asiáticos: Movimentos diversos

Outros mercados asiáticos também apresentaram resultados variados nesta quinta-feira. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,49%, atingindo 35.039 pontos, impulsionado por ganhos em setores diversos. Já em Seul, o índice KOSPI registrou uma queda de 0,13%, fechando a 2.522 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX caiu 0,82%, a 19.478 pontos, enquanto em Cingapura, o índice Straits Times apresentou uma leve desvalorização de 0,01%, a 3.831 pontos. Na Oceania, o índice S&P/ASX 200, de Sydney, teve um ganho de 0,60%, fechando a 7.968 pontos.

Este cenário reflete a cautela dos investidores diante das incertezas sobre a evolução das políticas comerciais entre os Estados Unidos e a China, fatores que continuam a impactar os mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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