AGRONEGÓCIO

Conexão Abisolo destaca avanços em biofertilizantes e microalgas com palestras do pesquisador Átila Mógor

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O Conexão Abisolo 2025 será realizado no Expo D. Pedro, em Campinas (SP), nos dias 22 e 23 de outubro, com inscrições abertas. O encontro vai reunir especialistas e profissionais do setor de nutrição vegetal para discutir as últimas inovações em fertilizantes de matriz orgânica e biofertilizantes.

Palestras de Átila Mógor focam em L-aminoácidos e microalgas na agricultura

O destaque fica por conta do pesquisador Átila Mógor, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que fará duas palestras durante o evento. No dia 22, ele apresentará “L-aminoácidos como moléculas sinalizadoras”, explicando como esses compostos, produzidos pelas plantas ou aplicados via biofertilizantes, ajudam na adaptação das culturas a estresses ambientais como seca, calor e salinidade.

Mógor explica que os aminoácidos atuam como sinais para ativar respostas fisiológicas de defesa das plantas, e que o uso de biofertilizantes pode potencializar esses efeitos, melhorando o desempenho agrícola diante das mudanças climáticas.

Microalgas: potencial biotecnológico para a agricultura

No segundo dia, 23 de outubro, a palestra “Microalgas na agricultura: obtenção de aminoácidos e metabólitos de nitrogênio” apresentará o uso dessas microalgas como fonte de compostos bioativos para o desenvolvimento vegetal. Cultivadas em biorreatores, as microalgas já são empregadas em setores como alimentação e cosméticos, e agora ganham espaço como bioinsumos agrícolas.

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Segundo o pesquisador, esses organismos produzem biomassa rica em aminoácidos e poliaminas que auxiliam no crescimento e na resistência das plantas a estresses ambientais. Apesar de o uso agrícola ser ainda inicial no Brasil, a expectativa é que o setor cresça rapidamente nos próximos anos, acompanhando avanços acadêmicos e superando desafios industriais.

Abisolo destaca importância do evento para o setor

Clorialdo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, destaca que a programação do Conexão Abisolo reflete avanços científicos e estimula a adoção de tecnologias sustentáveis no campo, alinhadas às necessidades da agricultura moderna.

Sobre o Conexão Abisolo

O evento reúne dois fóruns importantes: o II Fórum Abisolo de Fertilizantes de Matriz Orgânica e o III Simpósio de Biofertilizantes. Com painéis temáticos, workshops e uma área de exposição, o encontro promove troca de conhecimento, networking e atualização técnica.

Os temas em pauta incluem tendências em insumos orgânicos, biofertilizantes, políticas públicas, regulamentações e inovações que impulsionam o desenvolvimento do setor no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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