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Mercado de Créditos de Carbono: Oportunidades e Benefícios para o Agronegócio Brasileiro

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O mercado de créditos de carbono no Brasil vem ganhando relevância como uma ferramenta estratégica para combater as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que se configura como uma nova fonte de receita para o agronegócio. Produtores e empresas que adotam práticas sustentáveis têm a possibilidade de gerar e comercializar créditos de carbono, o que contribui para a neutralização das emissões de gases de efeito estufa e representa um retorno financeiro atrativo.

Estima-se que a comercialização de créditos de carbono pode render entre US$ 10 e US$ 50 por crédito, a depender das características do projeto e do mercado comprador. Companhias globais, como Microsoft e Amazon, já têm investido significativamente na compra desses créditos para compensar suas emissões, o que amplia as oportunidades para os produtores brasileiros.

Com uma vasta área de florestas e agricultura sustentável, o Brasil tem potencial para ser um dos principais agentes no mercado mundial de carbono, transformando práticas sustentáveis em retornos financeiros significativos para o agronegócio.

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Cenário Atual e Perspectivas para o Brasil

O mercado global de créditos de carbono deve movimentar cerca de US$ 50 bilhões até 2030, conforme dados do Banco Mundial, e o Brasil é visto como um protagonista nessa expansão. Graças à sua rica biodiversidade e capacidade de captura de carbono em áreas florestais e agrícolas, o país destaca-se como um potencial líder no mercado de carbono.

Algumas empresas brasileiras, como a StoneX, já oferecem suporte aos produtores rurais na implementação de projetos de carbono. Segundo Karen Carvalho, executiva de ESG da StoneX, “nossa meta é auxiliar o produtor a entender os requisitos, implementar práticas sustentáveis e aproveitar as oportunidades financeiras relacionadas à venda de créditos de carbono”.

Para informações detalhadas sobre elegibilidade e os critérios de participação, além de conhecer mais sobre a StoneX.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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