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Exportações de alimentos para mercados islâmicos disparam e ganham protagonismo no Brasil

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As exportações brasileiras de alimentos industrializados para países islâmicos vêm registrando forte expansão nos últimos anos, promovendo uma mudança relevante na geografia do comércio exterior do setor. Regiões como a Liga Árabe e o Sudeste Asiático passaram a ganhar protagonismo, superando mercados tradicionais em dinamismo, como União Europeia e Estados Unidos.

Participação das exportações cresce e fortalece o Brasil no cenário global

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) mostram que, entre 2020 e 2025, a participação das exportações no faturamento do setor avançou de 19% para 27%. O desempenho reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Países islâmicos lideram expansão das vendas externas

Os mercados islâmicos estão entre os principais motores desse crescimento. As exportações para a Liga Árabe avançaram 68,6% no período, alcançando US$ 10,3 bilhões.

Outros países também registraram forte expansão, como Indonésia (+78,8%), Malásia (+64,9%) e Bangladesh (+64,8%), consolidando o avanço brasileiro nessas regiões.

Liga Árabe se consolida como segundo maior destino

Em 2025, a Liga Árabe respondeu por 15,4% das exportações brasileiras de alimentos industrializados, tornando-se o segundo principal destino do setor, atrás apenas da China.

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O resultado reflete a crescente adaptação da indústria nacional às exigências internacionais, com produção voltada desde a origem para atender padrões técnicos e demandas específicas de cada mercado.

Mercado halal amplia oportunidades para a indústria brasileira

O mercado halal se destaca como uma plataforma estratégica para o Brasil ampliar sua presença global. A combinação de crescimento populacional, aumento de renda e dependência de importações nos países islâmicos cria um ambiente favorável para expansão.

Segundo a ABIA, a indústria brasileira reúne fatores como escala produtiva, eficiência e reconhecimento sanitário, o que fortalece sua competitividade no cenário internacional.

Evento em São Paulo debate oportunidades no setor halal

O tema ganha destaque no 1º Fórum Halal Anuga Select Brazil, realizado entre os dias 7 e 9 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne especialistas e lideranças do setor em painéis e minicursos voltados a comércio exterior, inovação e tendências globais.

A iniciativa busca conectar empresas e profissionais às oportunidades do mercado halal, considerado um dos segmentos de maior crescimento no comércio internacional de alimentos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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