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Produtores de Mato Grosso conquistam reconhecimento internacional com soja certificada

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Soja certificada com padrão internacional

Na safra passada, 54 fazendas de Mato Grosso receberam o selo da Round Table on Responsible Soy (RTRS), certificação internacional que valida boas práticas agrícolas e responsabilidade ambiental. Ao todo, foram produzidas 684 mil toneladas de soja em uma área de 290 mil hectares.

Entre os produtores certificados, destaca-se a GFO Agrícola, com propriedades em Lucas do Rio Verde e Nova Maringá. A empresa integrou o programa recentemente e colheu 630 mil sacas de soja certificada. Para a diretora financeira do grupo, Fabiane Cristina de Oliveira, a certificação fortalece a equipe:

“Quando a auditoria externa constata que está tudo correto, isso confirma nosso compromisso e dedicação.”

Boas práticas e controle ambiental no campo

Mesmo antes das auditorias externas, as equipes da GFO Agrícola mantêm controle rigoroso sobre a produção, incluindo o uso de combustível das máquinas. Cada máquina é monitorada individualmente, garantindo uso racional de diesel, um dos 108 critérios exigidos pela certificação.

Os critérios de certificação são organizados em cinco princípios:

  • Responsabilidade ambiental
  • Boas práticas agrícolas
  • Conformidade legal e boas práticas empresariais
  • Condições de trabalho
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Respeito às comunidades locais

Segundo Júlia Ferreira, gestora de Certificação do CAT Sorriso, o acompanhamento vai além das propriedades:

“Orientamos sobre documentação, imagens de satélite e licenças, garantindo que tudo esteja pronto para a auditoria externa.”

Auditoria independente garante qualidade

A auditoria da safra 2024/25 ocorreu entre maio e junho e foi concluída em outubro. Desde o início da nova safra, os produtores registram uso de diesel, aplicação de defensivos agrícolas e controle de embalagens químicas, seguindo rigorosamente os padrões exigidos.

Valorização de trabalhadores e cuidado com a comunidade

A certificação RTRS também reconhece o compromisso social dos produtores. Na GFO Agrícola, os alojamentos dos funcionários são equipados com ar-condicionado e quartos individuais, além de cantinas supervisionadas por engenheira de alimentos, garantindo nutrição e segurança.

Fabiane destaca:

“Atuamos há 35 anos e nunca tivemos uma ação trabalhista.”

Além do cuidado interno, a empresa prioriza contratações locais e compras no comércio da região, fortalecendo a economia da comunidade. Em Brianorte, distrito de Nova Maringá, oportunidades de emprego são divulgadas pela rádio local, garantindo que moradores participem da produção.

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Sustentabilidade gera receita extra para produtores

Cada tonelada de soja certificada gera créditos comercializados globalmente pela plataforma RTRS. O grupo de produtores gerido pelo CAT Sorriso representa 9% do total negociado mundialmente, com vendas já realizadas para Argentina, Holanda e Alemanha.

Nos últimos 10 anos, os bônus pagos a produtores de Mato Grosso somaram R$ 11 milhões. Para Júlia Ferreira:

“A certificação RTRS é reconhecida internacionalmente e confirma que a soja segue padrões rigorosos de responsabilidade ambiental e social, atendendo a mercados cada vez mais exigentes.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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