AGRONEGÓCIO

Exportação de carne de frango cresce 16% em volume em agosto de 2025

Publicado em

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o volume exportado de carne de aves e suas miudezas — frescas, refrigeradas ou congeladas — atingiu 112,8 mil toneladas até a segunda semana de agosto de 2025. A média diária no período foi de 18,8 mil toneladas, um crescimento de 16,3% em comparação com a média diária de 16,1 mil toneladas registrada no mesmo período do ano anterior.

Receita da exportação e preço médio por tonelada recuam em relação ao ano passado

Apesar do aumento no volume exportado, o preço médio pago pelo produto recuou 13%, passando de US$ 2.070,6 por tonelada em agosto de 2024 para US$ 1.800,4 por tonelada em 2025.

Em termos de faturamento, a receita obtida até a segunda semana de agosto deste ano foi de US$ 203,2 milhões, enquanto em agosto do ano anterior o valor chegou a US$ 736,8 milhões. A média diária do faturamento, por sua vez, registrou leve avanço de 1,1%, chegando a US$ 33,9 milhões, frente aos US$ 33,5 milhões do mesmo período em 2024.

Leia Também:  Concurso da Controladoria Geral do Município de Cuiabá acontece neste domingo

Analista prevê potencial de crescimento com retomada dos principais mercados

Fernando Henrique Iglesias, analista de mercado da Safras & Mercado, aponta que as exportações começam a apresentar sinais de recuperação em agosto de 2025. Ele destaca que o potencial máximo do setor depende da retomada dos mercados da União Europeia e da China, que continuam sendo os principais destinos da carne de frango exportada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Concurso da Controladoria Geral do Município de Cuiabá acontece neste domingo

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Prefeito e secretária darão posse a novos diretores, coordenadores e secretários 

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA