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Exportações de açúcar mantêm volume elevado nos portos brasileiros

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O volume programado para embarque de açúcar nos portos brasileiros manteve-se elevado na semana encerrada em 4 de dezembro, com 60 navios aguardando para realizar os carregamentos, o mesmo número da semana anterior, de 27 de novembro, conforme levantamento da agência marítima Williams Brasil. O total de açúcar a ser embarcado foi de 2,330 milhões de toneladas, ligeiramente superior às 2,324 milhões de toneladas previstas na semana anterior.

O Porto de Santos, no Estado de São Paulo, concentrará a maior parte das exportações, com 1,347 milhão de toneladas programadas para carregamento. Outros portos significativos incluem Paranaguá (PR), com 731.238 toneladas, e São Sebastião (SP), com 93.300 toneladas. Além disso, os portos de Suape (PE), Maceió (AL), Recife (PE) e Itajaí (SC) terão contribuições menores, com volumes de 30.300 toneladas, 33 mil toneladas, 79.800 toneladas e 15.000 toneladas, respectivamente.

A carga a ser exportada inclui principalmente a variedade VHP (Very High Polarization), com 2,180 milhões de toneladas, além de TBC (114.348 toneladas) e VHP em sacas (11,5 mil toneladas). O relatório da Williams Brasil considera as embarcações já ancoradas, aquelas em espera para atracação e ainda as que têm previsão de chegada até o dia 19 de dezembro.

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Desempenho das exportações em outubro

As exportações brasileiras de açúcar e outros melaços apresentaram forte desempenho em outubro. A receita diária média atingiu US$ 80,193 milhões, com 22 dias úteis, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário de embarques foi de 169,516 mil toneladas. No total, o Brasil exportou 3,729 milhões de toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 1,764 bilhão, com preço médio de US$ 473,10 por tonelada.

Comparando com o mesmo período de 2023, houve um aumento significativo de 14,4% na receita diária média, que foi de US$ 73,428 milhões em outubro do ano passado. Em volume, a alta foi de 29,8%, com um aumento de 32,647 mil toneladas diárias exportadas em relação a outubro de 2023. No entanto, o preço médio apresentou uma queda de 11,8%, comparado aos US$ 536,50 por tonelada do mesmo mês em 2023.

Em relação ao total embarcado, o volume de açúcar exportado em outubro de 2024 foi 29,7% maior que o registrado em outubro de 2023, quando foram exportadas 2,874 milhões de toneladas. A receita também cresceu 14%, em comparação aos US$ 1,542 bilhão obtidos com as exportações do mês de outubro do ano anterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos biológicos: veja os cuidados essenciais para acertar na escolha e garantir resultados no campo

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O mercado de produtos biológicos segue em forte expansão no agronegócio brasileiro e já ocupa posição estratégica no manejo de inúmeras culturas. Utilizados no controle de pragas, doenças e nematoides, além de contribuírem para a saúde do solo e o desenvolvimento das plantas, esses insumos ganham cada vez mais espaço nas propriedades rurais.

No entanto, especialistas alertam que a eficiência dos biológicos está diretamente ligada à escolha adequada do produto. Fatores como a qualidade do microrganismo, a formulação, a compatibilidade com outros defensivos e a validação agronômica podem determinar o sucesso ou o fracasso da aplicação no campo.

Segundo Ana Dulce Botelho, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Vitalforce, o primeiro passo para uma escolha assertiva é identificar claramente o problema que precisa ser resolvido na lavoura.

Definir o alvo é o primeiro passo

De acordo com a especialista, existem produtos biológicos específicos para diferentes finalidades, como controle de doenças, manejo de nematoides, combate a insetos-praga e estímulo ao equilíbrio fisiológico das plantas.

“A escolha do microrganismo deve estar alinhada ao objetivo do produtor. Cada solução possui características próprias e atua de maneira diferente dentro do sistema produtivo”, destaca.

Registro no MAPA garante segurança e qualidade

Outro ponto fundamental é verificar se o produto possui registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O registro assegura que a tecnologia passou por processos de avaliação e atende aos requisitos legais e de qualidade exigidos para comercialização.

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Em um mercado que cresce rapidamente, esse cuidado se torna ainda mais importante para evitar produtos sem comprovação técnica ou validação adequada.

Cepa e formulação influenciam diretamente nos resultados

Embora muitos produtores reconheçam microrganismos amplamente utilizados, como Bacillus, Trichoderma e Beauveria, especialistas reforçam que nem todas as cepas apresentam o mesmo desempenho.

A cepa utilizada interfere diretamente na capacidade de colonização, na estabilidade do produto e na eficiência do controle biológico. Por isso, avaliar as características técnicas da tecnologia é essencial para maximizar os resultados.

Além disso, a formulação do produto também merece atenção. Soluções líquidas, em pó ou oleosas apresentam comportamentos distintos durante o armazenamento, transporte e aplicação, influenciando a sobrevivência dos microrganismos e sua atuação no ambiente.

Compatibilidade de mistura exige atenção

A mistura de produtos na calda de pulverização é uma prática comum para otimizar operações agrícolas. No entanto, combinações inadequadas podem comprometer a viabilidade dos microrganismos e reduzir significativamente a eficiência do tratamento.

Por isso, especialistas recomendam verificar previamente as tabelas de compatibilidade fornecidas pelos fabricantes e utilizar apenas misturas tecnicamente validadas para diferentes modalidades de aplicação, como tratamento de sementes, aplicação em sulco ou pulverização foliar.

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Pesquisa e validação agronômica fazem diferença

A recomendação também é priorizar fabricantes que investem em pesquisa, desenvolvimento e validação contínua de suas tecnologias. Ensaios em campo, estudos científicos e acompanhamento técnico contribuem para comprovar a eficiência dos produtos nas condições da agricultura tropical brasileira.

Com o avanço da adoção dos biológicos, a escolha baseada em critérios técnicos torna-se cada vez mais importante para garantir retorno sobre o investimento e resultados consistentes na lavoura.

Biológicos ganham papel estratégico no agro

O uso de produtos biológicos deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como uma ferramenta estratégica dentro do manejo agrícola moderno. Além de contribuir para a sustentabilidade dos sistemas produtivos, essas tecnologias oferecem alternativas eficientes para enfrentar desafios fitossanitários cada vez mais complexos.

Nesse cenário, especialistas reforçam que o sucesso da aplicação começa muito antes da entrada no campo: passa pela seleção criteriosa do produto, pela orientação técnica adequada e pelo acesso a informações confiáveis para a tomada de decisão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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