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Exportações Brasileiras de Soja e Milho Devem Crescer em Fevereiro com Safra Recorde

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As exportações brasileiras de soja devem registrar um forte aumento em fevereiro, impulsionadas pelo avanço da safra 2025/26, conforme dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O cenário reflete também ajustes na competição global, com a China diminuindo compras do Brasil e ampliando importações dos Estados Unidos.

Soja: Fevereiro Com Expectativa de Recorde

Segundo a Anec, a exportação de soja em grão deve alcançar 11,42 milhões de toneladas em fevereiro, superando o volume de 9,73 milhões registrado no mesmo período de 2025. O resultado representa um aumento de 1,7 milhão de toneladas em relação ao ano passado e reflete a programação de navios (line-up) robusta para o mês.

Em janeiro, os embarques somaram 2,44 milhões de toneladas, abaixo das projeções da semana anterior (3,23 milhões), mas ligeiramente acima do recorde histórico para o mês, de 2,4 milhões de toneladas, registrado em 2024. A queda foi atribuída às chuvas nos portos, que atrasaram o escoamento.

A Anec reforçou que o Brasil deve exportar 110 milhões de toneladas de soja em 2026, superando o recorde de 108,68 milhões de 2025. A expectativa menor que a projeção inicial de 112 milhões de toneladas não está ligada aos embarques mais baixos de janeiro, mas sim à diversificação de destinos, já que a China reduzirá suas compras devido à concorrência dos EUA. Entre os principais destinos de exportação estão Espanha, Tailândia, Turquia, Irã, Paquistão, México, Vietnã, Taiwan e Holanda.

“A temporada de exportação da soja brasileira começou em ritmo forte, e o line-up de fevereiro já soma 11,4 milhões de toneladas”, afirmou a Anec.

Farelo de Soja e Milho Seguem Padrão Sazonal

As exportações de farelo de soja também devem registrar crescimento anual, com previsão de 1,631 milhão de toneladas em fevereiro, frente a 1,502 milhão no mesmo mês de 2025. Em janeiro, os embarques somaram 1,708 milhão de toneladas.

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Para o milho, o cenário é diferente. A Anec projeta 793 mil toneladas em fevereiro, abaixo das 1,3 milhão de toneladas do mesmo período de 2025 e dos 3,25 milhões embarcados em janeiro de 2026, seguindo o padrão histórico de sazonalidade, que favorece o escoamento da safra de soja no início do ano.

Trigo: Exportações Reduzidas em Fevereiro

O trigo brasileiro também apresenta redução nos embarques para fevereiro, com previsão de 139,3 mil toneladas, ante 559,7 mil toneladas em fevereiro de 2025. Em janeiro, foram 279,7 mil toneladas exportadas. A sazonalidade e o fluxo logístico explicam parte dessa retração, segundo a Anec.

Perspectivas do Mercado e Avanço da Safra Brasileira

O aumento previsto nas exportações de soja e farelo é sustentado por uma safra recorde em desenvolvimento, estimada em mais de 180 milhões de toneladas, conforme analistas do setor. A colheita avançada da nova safra em fevereiro deve impulsionar os embarques e elevar os volumes para patamares históricos, especialmente para o mês.

Apesar da competição crescente da soja americana, o Brasil mantém sua posição como maior produtor e exportador mundial, com capacidade de atender a diversos mercados internacionais. A expectativa é que, em 2026, a China compre menos soja brasileira, mas outros destinos internacionais ampliem a demanda, mantendo o ritmo de exportação elevado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja e milho aceleram em maio e reforçam protagonismo do agro global

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As exportações brasileiras de grãos seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos e biocombustíveis. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam forte crescimento nos embarques de soja, farelo de soja e milho ao longo dos primeiros meses do ano, com destaque para o avanço previsto em maio.

Exportações de soja avançam e podem superar 16 milhões de toneladas em maio

Segundo a ANEC, os embarques de soja do Brasil devem atingir aproximadamente 16,1 milhões de toneladas em maio, volume superior aos 14,18 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

No acumulado do ano até maio, as exportações brasileiras da oleaginosa já somam cerca de 59,2 milhões de toneladas, mantendo o país em posição estratégica no abastecimento global.

A China continua liderando as compras da soja brasileira, respondendo por cerca de 70% das importações entre janeiro e abril de 2026. Espanha, Turquia, Tailândia e Paquistão aparecem na sequência entre os principais destinos do produto brasileiro.

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Milho ganha força nas exportações brasileiras

O milho também apresenta crescimento expressivo no mercado externo. A previsão da ANEC indica embarques de aproximadamente 419,6 mil toneladas em maio, número significativamente superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Entre os principais compradores do milho brasileiro em 2026 estão Egito, Vietnã e Irã, que juntos concentram grande parte da demanda internacional pelo cereal nacional.

O movimento reforça a competitividade do milho brasileiro no mercado global, especialmente diante da crescente demanda por ração animal e biocombustíveis em diversos países.

Farelo de soja mantém ritmo forte no comércio internacional

As exportações de farelo de soja também seguem aquecidas. A projeção para maio é de aproximadamente 2,78 milhões de toneladas, acima das 2,12 milhões embarcadas no mesmo período de 2025.

Os principais destinos do farelo brasileiro entre janeiro e abril foram Indonésia, Tailândia, Irã e países europeus, consolidando a presença do produto brasileiro em mercados estratégicos da indústria global de proteína animal.

Portos do Arco Sul e Norte sustentam fluxo recorde

Os dados da ANEC mostram ainda que os portos de Santos, Paranaguá, Barcarena, Itaqui e Rio Grande seguem liderando os embarques brasileiros de grãos.

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O Porto de Santos permanece como principal corredor logístico do agronegócio brasileiro, concentrando grande parte dos embarques de soja e milho. Já os terminais do Arco Norte seguem ampliando participação estratégica nas exportações, especialmente para mercados asiáticos e europeus.

Agro brasileiro amplia protagonismo no mercado global

O avanço das exportações ocorre em um cenário de forte demanda mundial por alimentos, proteínas e biocombustíveis. A combinação entre alta produção, capacidade logística e competitividade cambial mantém o Brasil em posição de destaque no comércio agrícola internacional.

Além da soja e do milho, o país também registra movimentação relevante em produtos como DDGS, sorgo e trigo, ampliando a diversificação da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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