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Proposta de Atualização do Padrão de Sementes de Amendoim é Apresentada em Workshop

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Na última quarta-feira (18), a cidade de Guariba, interior de São Paulo, foi palco do Workshop do Amendoim, que contou com a presença de representantes da cadeia produtiva do amendoim e técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O evento, promovido pela Comissão de Sementes e Mudas de São Paulo, especificamente pela Subcomissão do Amendoim, teve como objetivo discutir a atualização do padrão de identidade e qualidade das sementes, vigente desde 2013.

Com 90 participantes, o workshop incluiu palestras que abordaram as necessidades do setor e as justificativas técnicas para os ajustes propostos. As alterações se tornam essenciais à medida que o setor tem evoluído e se profissionalizado, refletindo que o padrão estabelecido há mais de uma década não representa mais a realidade atual da produção. O padrão, que se baseava em uma variedade quase extinta, necessita de atualização em virtude dos avanços tecnológicos e do surgimento de novas cultivares que têm transformado a produção de amendoim.

Durante o evento, os palestrantes Bruno Magalhães Roncisvalle, agrônomo da Coordenação Geral de Sementes e Mudas, e Luiz Artur Costa do Valle, do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Minas Gerais, discutiram as principais demandas do setor. Em 2019, o Mapa recebeu formalmente o pedido de revisão do padrão, e Luiz Artur apresentou dados que indicam que as análises laboratoriais corroboram a necessidade de atualização.

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Um dos principais pontos da proposta é a alteração no padrão de pureza das sementes, atualmente fixado em 98%, para 94%. Essa mudança se justifica pelo fato de que as novas cultivares são maiores e mais pesadas, e a avaliação da impureza considera o peso de amendoins quebrados e sem casca. Atualmente, essa impureza não pode exceder 2% do total das sementes analisadas, o que tem gerado desafios, uma vez que o mercado consumidor aceita bem produtos descascados ou que soltam a casca com facilidade.

Bruno esclareceu que a Comissão de Sementes e Mudas de São Paulo levará a proposta ao Mapa, onde passará por um trâmite que inclui a utilização do Sisman, um sistema que permite a contribuição de cidadãos por meio de consulta pública on-line, normalmente com duração de 45 a 60 dias. Após essa etapa, as contribuições serão avaliadas tecnicamente e juridicamente pelo Mapa, com expectativa de que as alterações sejam publicadas no próximo ano, entrando em vigor a partir da safra 2025-2026.

O workshop contou também com a presença de representantes da iniciativa privada, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Embrapa, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), de produtores de sementes e de entidades como a Associação dos Produtores, Beneficiadores, Exportadores e Industrializadores de Amendoim do Brasil (Abex-BR), a Associação Paulista de Produtores de Semente (APPS), a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).

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COMISSÃO

Uma das funções das comissões estaduais de sementes e mudas é captar as demandas do setor e apresentá-las ao Mapa, estando essas comissões vinculadas às superintendências do Ministério nos estados. A Comissão de Sementes e Mudas de São Paulo (CSM-SP) tem desempenhado esse papel e também orientado o setor produtivo sobre as mudanças na legislação.

Criada em 2016, a comissão reúne cerca de 30 representantes dos setores de mudas e sementes, abrangendo órgãos públicos, iniciativa privada e entidades representativas. Desde a pandemia, o trabalho da comissão paulista se intensificou, promovendo reuniões semestrais e eventos de capacitação, como o realizado em Guariba.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cooperativas de Santa Catarina ultrapassam R$ 105 bilhões e reforçam protagonismo na economia em 2025

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O cooperativismo de Santa Catarina segue em forte expansão e consolida sua relevância econômica no estado. De acordo com dados do Sistema OCESC, o faturamento das cooperativas catarinenses alcançou R$ 105,7 bilhões em 2025, resultado que representa crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior e confirma a trajetória positiva do setor.

O avanço reforça o papel estratégico das cooperativas na geração de empregos, renda e desenvolvimento regional, além de evidenciar o fortalecimento da gestão, da governança e da capacidade de investimento das organizações catarinenses.

Segundo o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, o desempenho é reflexo de um modelo de negócios cada vez mais competitivo, estruturado e conectado às necessidades da população.

Ele destaca que o crescimento das cooperativas está diretamente ligado à capacidade de inovação, ao fortalecimento da gestão e à atuação presente nas diferentes regiões do estado, impulsionando cadeias produtivas e promovendo desenvolvimento econômico sustentável.

Série histórica mostra expansão contínua do cooperativismo catarinense

Os números confirmam uma evolução consistente do setor nos últimos anos. Em 2022, o faturamento das cooperativas de Santa Catarina somava R$ 80,82 bilhões. Em 2023, o volume avançou para R$ 84,65 bilhões, enquanto em 2024 atingiu R$ 91,26 bilhões.

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Já em 2025, o crescimento ganhou intensidade, levando o setor a superar a marca histórica de R$ 105 bilhões.

A trajetória de expansão demonstra a capacidade de adaptação das cooperativas diante das mudanças econômicas e dos desafios do mercado. Após o salto de 63,3% registrado em 2022, impulsionado pela recuperação econômica pós-pandemia, o cooperativismo manteve crescimento de 4,7% em 2023 e de 7,8% em 2024, chegando ao resultado mais expressivo em 2025.

Cooperativas ampliam investimentos e fortalecem desenvolvimento regional

O desempenho acima da média nacional também está associado ao fortalecimento da governança, aos investimentos em inovação e à presença estratégica das cooperativas em diferentes segmentos da economia catarinense.

Além da geração de renda e empregos, o modelo cooperativista tem ampliado investimentos em tecnologia, qualificação profissional e desenvolvimento das comunidades onde atua, consolidando-se como um dos principais motores econômicos do estado.

Para o Sistema OCESC, o avanço sustentável do setor demonstra maturidade operacional e capacidade de planejamento de longo prazo, fatores considerados fundamentais para manter o ritmo de crescimento nos próximos anos.

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Projeções indicam cooperativismo ainda mais forte até 2028

As estimativas do setor apontam continuidade da trajetória de expansão em Santa Catarina. A previsão é que o faturamento das cooperativas alcance R$ 115,2 bilhões em 2026, suba para R$ 125,9 bilhões em 2027 e chegue a R$ 137,6 bilhões em 2028.

Na avaliação de Vanir Zanatta, os números projetados reforçam a capacidade do cooperativismo catarinense de seguir crescendo de forma estruturada, sustentado por eficiência operacional, presença territorial e investimentos contínuos em gestão e inovação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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