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Exportações Agropecuárias de Minas Gerais Batem Recordes Históricos

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As exportações dos produtos agropecuários de Minas Gerais alcançaram novos recordes no período de janeiro a setembro de 2024, totalizando impressionantes US$ 12,4 bilhões e 13,9 milhões de toneladas embarcadas para 167 destinos ao redor do mundo. Esse desempenho representa um crescimento de 17% na receita e de 12% no volume em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Em um panorama comparativo, de janeiro a agosto de 2024, os números registrados foram de US$ 11,1 bilhões em receita e 12,4 milhões de toneladas embarcadas para 165 países, sendo esses os melhores resultados até então desde o início da série histórica, em 1997. As expectativas para o fechamento do ano são otimistas, com projeções que indicam que a receita anual poderá alcançar aproximadamente US$ 17 bilhões.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destacou que a nova marca é resultado do comprometimento dos produtores rurais e do esforço contínuo do governo estadual em apoiar o setor. “O crescimento constante de nossas exportações para mercados internacionais é uma prova de que aqueles que buscam conhecimento e adotam boas práticas de produção e ambientais são reconhecidos. Quando esse reconhecimento se traduz em renda para o campo e receita para o Estado, todos se beneficiam, movimentando a economia”, afirmou.

No mês de setembro, os dados foram igualmente promissores, com receitas de US$ 1,4 bilhão e 1,2 milhão de toneladas embarcadas. O café, que representou 52% das exportações do agronegócio no mês, teve sua valorização refletida positivamente nas receitas.

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Café Mantém Liderança no Setor

O café se consolidou como o principal produto nas exportações, gerando US$ 5,2 bilhões e enviando 21,9 milhões de sacas para 85 países, estabelecendo novos recordes em termos de receita e volume. O café representa cerca de 42% das exportações agropecuárias de Minas Gerais, com um crescimento de 37% na receita e de 28% no volume.

Todos os principais mercados importadores de café apresentaram aumento nas compras, com destaque para a China.

Soja e Produtos Sucroalcooleiros em Destaque

O complexo soja, que inclui soja em grãos, farelo e óleo, totalizou US$ 3,1 bilhões e 7 milhões de toneladas. Embora tenha havido uma leve queda de 3,2% na receita em relação ao ano anterior, o volume exportado aumentou em 16%, refletindo uma desvalorização nos preços médios. A China continua sendo o maior destino, recebendo 77% das exportações de soja.

O setor sucroalcooleiro, composto por açúcar, álcool e outros produtos, também demonstrou desempenho robusto, com um aumento de 30% no valor e de 24% no volume exportado. No total, representou 14% das exportações de Minas Gerais, somando US$ 1,7 bilhão e 3,6 milhões de toneladas comercializadas.

Crescimento das Exportações de Carnes

As exportações de proteínas bovinas, suínas e de frango aumentaram 10% em volume, totalizando 351 mil toneladas, com uma receita de US$ 1,1 bilhão, que representa um crescimento de 9%. A carne bovina continua sendo a principal responsável pela receita do grupo, com 73% do total, equivalendo a US$ 816 milhões e 190 mil toneladas, um novo recorde. Os principais mercados compradores incluem China, Estados Unidos, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Filipinas.

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A carne suína apresentou resultados positivos, com crescimento de 8% no valor e 25% no volume exportado, totalizando US$ 40 milhões e 21 mil toneladas. Em contrapartida, as exportações de frango sofreram uma queda significativa, especialmente na China, que reduziu suas compras em cerca de 40%. No entanto, países como Emirados Árabes Unidos, México e Singapura aumentaram suas aquisições. As exportações de frango somaram US$ 256 milhões em receita e 135 mil toneladas embarcadas.

Silvicultura e Principais Mercados Compradores

No segmento de silvicultura, que abrange celulose, madeira, papel, borrachas e gomas naturais, as exportações atingiram US$ 888 milhões, com 1,3 milhão de toneladas embarcadas. A celulose, principal produto desse setor, alcançou US$ 865 milhões e 1,2 milhão de toneladas, representando 97% da receita do segmento.

Os principais parceiros comerciais de Minas Gerais foram a China, com US$ 3,6 bilhões, seguida pelos Estados Unidos (US$ 1,2 bilhão), Alemanha (US$ 919 milhões), Itália (US$ 544 milhões) e Bélgica (US$ 515 milhões). No contexto nacional, Minas Gerais se destaca como o quarto maior estado fornecedor de produtos agropecuários, contribuindo com 10% das exportações brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Incêndios em propriedades rurais: como produtores podem se proteger de prejuízos e evitar responsabilizações legais

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Os incêndios em propriedades rurais seguem entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro, especialmente durante o período de estiagem. Além dos danos ambientais e econômicos, o avanço das chamas pode gerar questionamentos legais e investigações sobre a origem do fogo, tornando indispensável que o produtor rural adote medidas rápidas para documentar os fatos e resguardar seus direitos.

O fogo compromete lavouras, pastagens, reservas ambientais, estruturas da fazenda, máquinas, rebanhos e a própria qualidade do solo. Em muitos casos, os prejuízos ultrapassam a área atingida pelas chamas e podem impactar a produtividade por várias safras.

Segundo o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso, Nathan Belusso, ainda existe uma percepção equivocada de que os produtores rurais são os principais responsáveis pelos incêndios registrados no campo.

“A realidade é justamente o contrário. O produtor rural está entre os maiores prejudicados pelos incêndios, que destroem matéria orgânica, reduzem a fertilidade do solo, comprometem a produtividade e colocam em risco pessoas, animais e patrimônios”, destaca.

Produtores investem em prevenção e combate ao fogo

Nos últimos anos, produtores rurais têm ampliado os investimentos em ações preventivas para reduzir os riscos de incêndios. Entre as principais medidas estão a formação de brigadas internas, aquisição de tanques de água, manutenção de aceiros, treinamento de equipes e integração com órgãos de combate ao fogo.

Mesmo com esses investimentos, situações de incêndio podem ocorrer devido às condições climáticas extremas típicas da estação seca, marcadas por altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ocorrência de descargas elétricas naturais.

Diante de uma ocorrência, especialistas recomendam que o produtor adote imediatamente procedimentos que possam comprovar sua condição de vítima e demonstrar as ações realizadas para conter o avanço das chamas.

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Boletim de ocorrência e ata notarial fortalecem a defesa do produtor

Entre as principais orientações está o registro formal da ocorrência junto aos órgãos competentes por meio de um boletim de ocorrência (BO), detalhando informações como local, data, horário e possíveis circunstâncias do incêndio.

Outra medida considerada importante é a elaboração de uma ata notarial em cartório. O documento registra oficialmente a situação encontrada na propriedade após o incidente, servindo como prova em eventuais processos administrativos ou judiciais.

De acordo com Belusso, a documentação adequada pode evitar acusações indevidas relacionadas a crimes ambientais.

“É fundamental registrar a ocorrência e reunir provas sobre os danos e as circunstâncias do incêndio. Esse conjunto de informações ajuda a demonstrar que o produtor também foi afetado pelo episódio e adotou as medidas cabíveis para minimizar os impactos”, afirma.

Fogo destrói anos de investimentos em conservação do solo

Os prejuízos provocados pelos incêndios vão muito além da vegetação atingida. O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja Mato Grosso, Yuri Nunes Cervo, relata que vivenciou uma das maiores ocorrências da região em 2020, quando as chamas avançaram por extensas áreas de reserva ambiental.

Segundo ele, o combate mobilizou equipes durante vários dias consecutivos, exigindo o uso de abafadores, bombas costais, caminhonetes com reservatórios de água e diversos equipamentos para conter o fogo em áreas de mata fechada.

O produtor destaca que o incêndio compromete anos de investimentos realizados para melhorar a qualidade do solo e aumentar a sustentabilidade da produção.

Práticas como plantio consorciado, cobertura vegetal, integração lavoura-pecuária e utilização de insumos biológicos sofrem impactos significativos quando a matéria orgânica é consumida pelas chamas.

“O fogo elimina parte importante da microbiota do solo, reduz a ciclagem de nutrientes, compromete a retenção de umidade e afeta diretamente fatores que influenciam a produtividade agrícola”, explica.

Além das perdas produtivas, incêndios também representam riscos para trabalhadores, animais, instalações, galpões, alojamentos e residências localizadas dentro das propriedades rurais.

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Produção de provas é essencial após o incêndio

Após controlar as chamas, especialistas recomendam que o produtor reúna o máximo possível de evidências relacionadas ao ocorrido.

Fotografias, vídeos, registros das equipes de combate, laudos técnicos, testemunhos e documentos oficiais podem ser fundamentais para esclarecer a origem do incêndio e comprovar as medidas adotadas para contenção do fogo.

A organização dessas informações contribui para a defesa jurídica do produtor em eventuais investigações e processos relacionados ao episódio.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia

Embora o registro documental seja importante após uma ocorrência, a prevenção segue como a principal ferramenta para evitar prejuízos.

Capacitação de equipes, manutenção de brigadas, monitoramento constante das áreas rurais, construção de aceiros e parceria com o Corpo de Bombeiros estão entre as práticas mais recomendadas para reduzir os riscos durante o período de seca.

Para os representantes da Aprosoja Mato Grosso, a preservação ambiental e a proteção das áreas produtivas são prioridades para quem depende da terra como fonte de renda e desenvolvimento.

Em um cenário de aumento das temperaturas e maior incidência de eventos climáticos extremos, investir em prevenção, preparo operacional e segurança jurídica tornou-se uma necessidade estratégica para garantir a sustentabilidade das atividades agropecuárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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