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Exportação de Milho em Fevereiro de 2025 apresenta leve queda em relação ao mesmo período de 2024

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Na última segunda-feira (17), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que o volume de milho não moído exportado até o momento em fevereiro alcançou 827.009,1 toneladas. Esse montante representa 48,27% do volume total exportado no mesmo mês do ano passado, que foi de 1.713.086,3 toneladas.

Com isso, a média diária de embarques nos primeiros dez dias úteis de fevereiro foi de 82.700,9 toneladas, o que configura uma queda de 8,3% em comparação com a média diária de fevereiro de 2024, que foi de 90.162,4 toneladas.

O analista de Inteligência de Mercado de Milho da StoneX, Raphael Bulascoschi, destacou que a previsão para 2025 é de bons volumes de exportação do cereal brasileiro, embora o volume total dependa da safra nacional. “A exportação será a variável de ajuste. Na StoneX, estimamos a safra total de milho, considerando as safras de primeira, segunda e terceira, em 146 milhões de toneladas. Portanto, devemos observar um bom volume de exportação, mas, claro, isso dependerá da colheita do volume projetado ao longo do ano”, afirmou Bulascoschi.

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Em termos de faturamento, o Brasil arrecadou US$ 184,119 milhões com a exportação de milho em fevereiro, comparado aos US$ 389,357 milhões registrados no mesmo mês de 2024. Com isso, a média diária de receita no mês atual foi de US$ 18,411 milhões, o que representa uma queda de 10,2% em relação aos US$ 20,492 milhões por dia útil do ano passado.

O preço médio da tonelada de milho também apresentou um recuo de 2%, passando de US$ 227,30 em janeiro de 2024 para US$ 222,60 em fevereiro de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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