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Limpurb avalia água e lança plano de recuperação do Parque das Águas

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, solicitou uma análise técnica da água da lagoa do Parque das Águas. O estudo foi realizado pelos técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (EMPAER), que identificaram alterações em diversos parâmetros da qualidade da água, reforçando a necessidade de medidas corretivas urgentes para reverter os impactos ambientais no local.

Segundo o laudo, embora alguns índices estejam dentro dos limites previstos pela Resolução CONAMA nº 357/2005, para corpos hídricos de Classe 2, há sinais de lançamento de efluentes não tratados e acúmulo de matéria orgânica. Entre os principais indicadores avaliados, destacam-se oscilações na demanda bioquímica e química de oxigênio, presença de sulfetos dissolvidos acima do ideal e cloro residual dez vezes maior que o permitido.

Para combater esses problemas, a Prefeitura de Cuiabá iniciará ações imediatas, como a instalação de aeradores e a aplicação de probióticos, com o objetivo de melhorar a oxigenação da água e favorecer a atividade de bactérias benéficas. Também foi proposto o uso de plantas aquáticas em refúgios telados, que funcionarão como filtros naturais para retenção de poluentes.

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“A atuação integrada da Prefeitura com o Governo do Estado, por meio da EMPAER, mostra nosso comprometimento com a preservação ambiental e a recuperação desse importante espaço de lazer. Vamos adotar todas as medidas recomendadas para garantir a qualidade da água e a segurança dos usuários do parque”, destacou o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton.

As ações preveem ainda o rastreamento de possíveis conexões clandestinas de esgoto e o lançamento de efluentes industriais no entorno da lagoa. A meta é garantir a revitalização do ecossistema aquático, devolvendo ao Parque das Águas as condições ideais de uso e contemplação pela população cuiabana.

A Limpurb segue com as obras de revitalização do Parque das Águas, com trabalhos iniciados em janeiro deste ano, que contemplam uma série de melhorias estruturais e urbanísticas, com foco na acessibilidade, segurança e preservação ambiental.

As ações fazem parte de um plano coordenado pela equipe técnica que visa recuperar áreas degradadas e requalificar os espaços de lazer e contemplação. Já foram executados serviços de limpeza de fossas e caixas de passagem próximas ao banheiro principal, que estavam obstruídas, e realizada a manutenção das vias internas de passeio, com recuperação do pavimento e nova pintura.

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#PraCegoVer

A imagem mostra a lagoa do Parque das Águas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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