AGRONEGÓCIO

Dia da Mulher movimenta setor de flores e plantas e representa 8% do faturamento anual do segmento

Publicado em

Setor de flores e plantas espera aumento de vendas para o Dia da Mulher

O Ceaflor, maior mercado atacadista de flores e plantas do país, projeta um crescimento de 6% na comercialização de flores, plantas e acessórios na semana que antecede o Dia Internacional da Mulher. Este ano, como a data cai em um domingo, o movimento concentrar-se-á entre 2 e 7 de março, com grande circulação de produtos nos boxes e docas de carregamento.

Atualmente, o 8 de março representa cerca de 8% do faturamento anual do setor, ocupando a terceira posição no ranking de datas comemorativas, atrás apenas do Dia das Mães e do Natal/Reveillon.

Floricultura: segmento do agro que mais emprega mulheres

Dentro do agronegócio brasileiro, a floricultura se destaca como o setor que mais emprega mulheres. Nos produtores que fornecem ao Ceaflor, 41% dos postos de trabalho são ocupados por mulheres, atuando em funções que vão desde a produção até a venda e gestão do negócio.

“Mesmo caindo em um domingo este ano, estamos otimistas, porque a data mantém sua relevância ao longo dos anos. Quando ocorre em dia útil, o movimento costuma ser ainda melhor, já que empresas presenteiam colaboradoras e clientes com flores e plantas. Queremos, também, parabenizar o público feminino que atua no segmento e faz essa roda girar”, afirma o presidente do Ceaflor, Antônio Carlos Rodrigues.

Logística e fluxo de produtos durante a semana do Dia da Mulher

Entre 2 e 7 de março, o fluxo de caminhões para carregamento e abastecimento do mercado brasileiro deve ficar acima da média, abastecendo floriculturas, supermercados e garden centers em todas as regiões do país. A expectativa é de que as vendas sigam intensas até sábado, dia 7.

Leia Também:  Abate de bovinos bate recorde no Brasil e reforça força da pecuária no mercado interno e externo

Entre as flores mais procuradas para a data estão rosas vermelhas em haste, orquídeas de diversas cores e formatos, astromélia, boca-de-leão, lírios, cravos, cravinas e suculentas.

Mulheres multitarefas impulsionam o setor

Exemplo da presença feminina no setor é Ilza Alves Ferreira Cardoso de Araújo, proprietária da floricultura Branco Paisagismo, em Belo Horizonte. Ela administra uma loja de 3.600 m², vende, cria e executa projetos paisagísticos, além de viajar até o Ceaflor para abastecimento, revezando a direção do caminhão com o marido em trajetos de nove horas.

No dia a dia, Ilza ainda auxilia os filhos na venda de flores envasadas, somando três décadas de atuação na comercialização de flores e plantas e dez anos em projetos paisagísticos.

Presença feminina se destaca em toda a cadeia de produção

Assim como Ilza, muitas outras mulheres atuam em todos os elos da cadeia da floricultura: plantio, cuidado, embalagem, transporte e comercialização. Essa participação crescente explica por que o segmento de flores e plantas é o que mais emprega mulheres dentro do agronegócio brasileiro, fortalecendo a presença feminina e impulsionando o crescimento do setor.

Leia Também:  Produtor tem até o final deste mês para optar por qual regime recolherá a contribuição do Funrural

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão valida Moratória, mantém leis estaduais e encerra ações

Published

on

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (12.08) o julgamento sobre a Moratória da Soja com uma decisão que preserva o acordo privado, mas também permite que Mato Grosso e Rondônia retirem incentivos fiscais das empresas participantes. A Corte determinou ainda o encerramento de processos judiciais e administrativos que discutiam a legalidade e os efeitos concorrenciais do pacto.

O resultado não representa vitória integral de nenhum dos lados. As tradings continuam autorizadas a estabelecer critérios ambientais próprios para a compra da soja. Os Estados, por sua vez, não são obrigados a conceder benefícios públicos a empresas que adotem restrições comerciais superiores às previstas na legislação brasileira.

Criada em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso privado firmado por tradings, indústrias e organizações da sociedade civil. As empresas participantes se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.

A restrição abrange também áreas abertas com autorização dos órgãos ambientais. Isso ocorre porque o Código Florestal permite que produtores utilizem parte de suas propriedades no bioma Amazônia, desde que preservem os percentuais de reserva legal e cumpram as demais exigências ambientais.

Por maioria, o STF entendeu que a Moratória é legítima por decorrer da liberdade empresarial. Na avaliação da Corte, uma companhia privada pode definir critérios próprios para escolher seus fornecedores, inclusive com exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas estabelecidas em lei.

Leia Também:  Etanol e Gasolina Sobem em Fevereiro e Impactam Custos ao Consumidor no Brasil

O reconhecimento da validade do pacto, entretanto, não obriga o poder público a acompanhar essas regras. O Supremo manteve as leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem negar incentivos fiscais e terrenos públicos às empresas vinculadas a acordos privados que limitem a expansão da atividade agropecuária legal.

Na prática, as tradings poderão aderir à Moratória e deixar de adquirir determinados lotes de soja. Mato Grosso e Rondônia, por outro lado, poderão retirar os benefícios públicos concedidos a essas empresas.

A aplicação das leis estaduais deverá respeitar as regras tributárias de anterioridade. Também não poderá desconsiderar a proteção concedida a incentivos fiscais com prazo determinado e vinculados a condições já cumpridas pelas empresas beneficiárias.

O resultado não provoca a retomada automática da Moratória. As principais tradings haviam anunciado a saída do acordo diante da entrada em vigor das restrições estaduais. Cada empresa terá agora de decidir se volta a participar do pacto, considerando a possibilidade de perder benefícios fiscais.

A parte mais controversa da decisão foi o encerramento dos processos relacionados à Moratória. Por seis votos a três, o STF determinou a extinção de ações indenizatórias e de procedimentos administrativos baseados na suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade do acordo.

A determinação alcança investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apurava se a adoção conjunta das mesmas restrições pelas grandes compradoras de soja poderia configurar uma prática coordenada capaz de limitar a concorrência.

Leia Também:  Especialty Coffee Expo 2024 pode gerar US$ 65 milhões em negócios para o Brasil

Com o julgamento, essas apurações não deverão avançar com fundamento na suposta ilegalidade da configuração atual da Moratória. O STF considerou o pacto objetivo, público e voluntário e afastou, nos processos analisados, a tese de que o acordo seria necessariamente uma conduta anticoncorrencial.

A decisão também reduz o espaço para ações de produtores que buscavam indenizações por supostos prejuízos provocados pela recusa de compra de soja produzida em áreas abertas legalmente. Para a maioria dos ministros, a continuidade dessas disputas aumentaria a insegurança jurídica sobre a comercialização do grão.

O entendimento do Supremo se restringe ao modelo atual da Moratória. Eventuais mudanças no acordo ou novas condutas empresariais poderão ser analisadas posteriormente pelos órgãos competentes e pelo Judiciário.

Para o produtor, o resultado mantém dois cenários simultâneos. A soja produzida em conformidade com o Código Florestal poderá continuar sendo recusada por empresas que adotem critérios ambientais próprios. Essas companhias, contudo, poderão perder incentivos concedidos pelos Estados que considerem essas exigências prejudiciais à produção agropecuária legal.

O julgamento foi concluído pelo plenário, mas o acórdão ainda será publicado e poderá receber embargos de declaração. Esses recursos servem para esclarecer omissões ou contradições e, em regra, não reabrem o mérito central da decisão.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA