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Exportação de açúcar do Brasil registra queda em volume e preço médio em março

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Portos brasileiros preveem embarque de 1,28 milhão de toneladas de açúcar

Segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil, o total de navios aguardando para embarque de açúcar nos portos brasileiros era de 37 unidades na semana encerrada em 18 de março, abaixo das 44 da semana anterior.

O carregamento programado totaliza 1,282 milhão de toneladas, comparado a 1,561 milhão de toneladas na semana anterior. O Porto de Santos (SP) lidera a movimentação, com 730.314 toneladas, seguido por:

  • Paranaguá (PR): 140.300 toneladas
  • São Sebastião (SP): 188.800 toneladas
  • Maceió (AL): 162.436 toneladas
  • Recife (PE): 42.000 toneladas
  • Suape (PE): 15.000 toneladas
  • Imbituba (SC): 3.800 toneladas

O açúcar a ser embarcado é composto por diferentes variedades: VHP (1.203.201 t), Cristal B150 (24,5 mil t), TBC (40 mil t) e Refinado A45 (15 mil t). O relatório considera embarcações já ancoradas, em largo aguardando atracação e as previstas até 4 de junho.

Receita e volume de exportações em março

Em março de 2026, a média diária de receita obtida com exportações brasileiras de açúcar e melaços atingiu US$ 27,653 milhões, considerando 10 dias úteis, segundo dados da Secex. O volume médio diário de embarque foi de 72,428 mil toneladas.

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No total, foram exportadas 724.282 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 276,530 milhões, com preço médio de US$ 381,80 por tonelada.

Comparativo com março de 2025

Na comparação com março de 2025, a média diária de receita caiu 39,8% (antes US$ 45,965 milhões/dia). O volume diário embarcado recuou 25%, frente às 96,548 mil toneladas do mesmo período em 2025. O preço médio também apresentou queda de 19,8%, ante os US$ 476,10 por tonelada registrados em março do ano anterior.

O cenário aponta para um ajuste no mercado de açúcar brasileiro, refletindo menor demanda, oscilações nos preços internacionais e desafios logísticos nos portos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Refis do Agro pode ser votado no Senado e surge como alternativa para aliviar crise financeira no campo

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O Senado Federal deve analisar nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, conhecido no setor como “Refis do Agro”. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais, oferecendo condições diferenciadas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados.

A medida ganha relevância em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país enfrentaram perdas expressivas de produtividade provocadas por secas, enchentes e oscilações climáticas, além do aumento dos custos de produção e das dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, a aprovação do projeto pode representar um importante mecanismo para preservar a capacidade produtiva do setor.

“Estamos diante de uma ferramenta que busca oferecer condições para que os produtores consigam reorganizar suas finanças e manter a atividade econômica no campo, evitando o agravamento da inadimplência e das dificuldades de crédito”, afirma.

Projeto prevê juros reduzidos e longo prazo para pagamento

O texto, aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), estabelece condições especiais para a renegociação dos débitos rurais, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de três anos.

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As taxas de juros propostas variam conforme o perfil do produtor:

  • Agricultura Familiar (Pronaf): 3,5% ao ano;
  • Médios produtores (Pronamp): 5,5% ao ano;
  • Demais produtores rurais: 7,5% ao ano.

O objetivo é proporcionar maior previsibilidade financeira e permitir que os produtores retomem investimentos nas próximas safras sem comprometer sua capacidade de pagamento.

Abrangência inclui CPRs e amplia proteção à cadeia produtiva

Um dos principais diferenciais do projeto é a abrangência dos débitos passíveis de renegociação. Além das operações tradicionais de crédito rural, a proposta contempla também as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas junto a instituições financeiras, cooperativas e fornecedores de insumos.

Na avaliação de especialistas do setor, a inclusão das CPRs amplia o alcance da medida e fortalece toda a cadeia produtiva do agronegócio, reduzindo riscos de inadimplência em diferentes segmentos ligados à produção agrícola.

Outro ponto relevante é a previsão de suspensão de medidas de cobrança durante o período de negociação, incluindo execuções judiciais e restrições cadastrais relacionadas às dívidas abrangidas pelo programa.

Debate envolve impacto fiscal e preservação da produção

Apesar do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo, a proposta enfrenta questionamentos na área econômica do governo federal. Entre os principais pontos de debate está a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para subsidiar parte das taxas de juros previstas no programa.

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Defensores do projeto argumentam que o custo fiscal da medida pode ser compensado pela manutenção da atividade econômica no campo, pela preservação de empregos e pela continuidade da produção agropecuária.

O tema também está relacionado à segurança alimentar e ao abastecimento interno, uma vez que o agronegócio responde por parcela significativa da produção de alimentos e das exportações brasileiras.

Setor aguarda definição do Senado

A expectativa do mercado é que a votação no Plenário do Senado avance nas próximas horas. Caso aprovado, o projeto poderá representar um dos principais instrumentos de recuperação financeira para produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas registradas nas últimas safras.

Lideranças do agronegócio acompanham a tramitação com atenção, destacando que a disponibilidade de crédito e a reorganização das dívidas serão fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada agrícola e para a manutenção dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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