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ExpoQueijo Brasil 2025 destaca reconhecimento internacional do Queijo Minas Artesanal

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O reconhecimento dos modos de fazer do Queijo Minas Artesanal (QMA) como Patrimônio Imaterial da Humanidade será o grande destaque da ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards. O evento internacional, que ocorrerá entre os dias 26 e 29 de junho no Grande Hotel e Termas de Araxá, tem como um de seus principais objetivos celebrar oficialmente o título concedido pela Unesco em dezembro de 2024. O Sistema Agricultura marcará presença na programação, reforçando seu compromisso com a valorização da produção artesanal.

O subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Gilson de Assis Sales, ressalta a importância da ExpoQueijo na celebração desse reconhecimento histórico. Além disso, destaca a relevância do concurso internacional, coordenado pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes pela terceira edição consecutiva. “O concurso é marcado por um trabalho rigoroso e criterioso, reunindo queijos de diversos países e consolidando sua reputação no cenário internacional”, pontua Sales.

Homenagem ao Queijo Minas Artesanal

A Secretaria de Agricultura, em parceria com a Emater, Epamig e IMA, desempenhou um papel fundamental na conquista do título da Unesco. As instituições atuaram no aprimoramento das técnicas de produção, na regularização das queijarias e no desenvolvimento de tecnologias para assegurar a qualidade dos queijos artesanais. Esse reconhecimento marca um feito inédito: o Queijo Minas Artesanal é o primeiro elemento da cultura alimentar brasileira a integrar a lista de patrimônios imateriais da humanidade.

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A tradição e a técnica de produção do QMA já haviam sido reconhecidas anteriormente, em 2002, como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, e em 2008, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Para Maricell Hussein, organizadora do evento, a distinção internacional enaltece não apenas o produto, mas também os territórios produtores e os saberes ancestrais dos mineiros. “Esse reconhecimento representa um passo importante para a valorização cultural, o fortalecimento econômico e a promoção do turismo sustentável na região”, destaca.

Concurso internacional e programação diversificada

O Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig ILCT) coordena, pelo terceiro ano consecutivo, o Concurso Internacional de Queijos, considerado o maior das Américas. O evento contará com a participação de mais de 20 países e a seleção será conduzida por uma rigorosa avaliação técnica, com degustação às cegas.

O ILCT também é responsável pela elaboração do edital da competição e pela capacitação dos jurados. A Emater, por sua vez, junto a outras instituições e representantes em diferentes pontos de coleta, atua no recebimento e encaminhamento dos queijos para Araxá.

A quinta edição da ExpoQueijo contará com mais de oito toneladas de queijos em exposição e competição. Além do concurso, a programação incluirá a Feira Internacional de Negócios, a Vila Gastronômica e Cultural e o Fórum Internacional, com palestras e debates.

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O evento é organizado pela Bonare Eventos e conta com a parceria de associações de produtores de queijos, além do apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Governo de Minas Gerais por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e suas vinculadas, da Secretaria de Cultura e Turismo de MG e da Prefeitura de Araxá.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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