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Nova tecnologia com inteligência artificial identifica claudicação precoce em vacas leiteiras

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A Nedap, líder global em tecnologia para pecuária leiteira, apresenta o SmartSight – Monitoramento de Locomoção, uma solução inovadora baseada em inteligência artificial que utiliza visão computacional para detectar precocemente sinais de claudicação em vacas. Esse lançamento marca o início de uma estratégia ampla da empresa para aplicar a visão computacional no campo e aprimorar o cuidado com os animais.

Integração com plataforma consolidada e lançamento internacional

Integrado à plataforma já reconhecida da Nedap, o SmartSight oferece mais valor aos produtores e parceiros, ampliando o monitoramento da saúde dos animais. O produto será lançado inicialmente nos Estados Unidos e na Irlanda nos próximos meses.

Detecção precoce da claudicação, problema comum e oneroso

A claudicação, um dos principais desafios da pecuária leiteira, pode ser identificada em seus estágios iniciais com o SmartSight. Câmeras instaladas nas fazendas monitoram individualmente a locomoção de cada vaca e geram alertas para os animais que necessitam de atenção, facilitando um manejo mais eficiente dos cascos e promovendo o bem-estar do rebanho.

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Desenvolvimento e precisão garantida por dados reais

Maarten Idink, diretor-geral de Pecuária da Nedap, destaca que o SmartSight é resultado de anos de pesquisa, desenvolvimento e testes em fazendas comerciais ao redor do mundo. “Milhões de dados foram utilizados para treinar os algoritmos, assegurando alta precisão na análise dos movimentos dos animais”, explica.

Plataforma integrada e flexível para gestão completa da fazenda

Além do monitoramento comportamental, produção, localização e separação dos animais, a plataforma da Nedap agora inclui a análise da locomoção. As soluções funcionam de forma integrada, mas também podem ser usadas independentemente, garantindo flexibilidade e maior eficiência na gestão pecuária.

Primeira de várias soluções com visão computacional

O SmartSight é o primeiro lançamento dentro da estratégia da Nedap para ampliar o uso da visão computacional no setor. A empresa, conhecida por sua tecnologia de Gêmeo Digital (Digital Twin), que cria versões virtuais dos animais baseadas em dados reais, já desenvolve outras aplicações para enfrentar os desafios da pecuária leiteira.

Expansão gradual nos mercados globais

A introdução do SmartSight será feita por etapas, começando pelos mercados dos Estados Unidos e da Irlanda, reforçando o compromisso da Nedap em levar inovação tecnológica para a pecuária mundial.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semi-hidroponia avança no Brasil e transforma produção agrícola em solos degradados

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Produzir no campo brasileiro tem se tornado cada vez mais desafiador diante das mudanças climáticas, da irregularidade das chuvas e da crescente degradação dos solos. Em culturas mais sensíveis, como as hortaliças, esses fatores elevam os riscos e podem comprometer totalmente a viabilidade econômica das lavouras.

Doenças de solo como murcha bacteriana, fusariose e a presença de nematoides estão entre os principais entraves à produtividade, especialmente em áreas já afetadas. Nesse cenário, soluções inovadoras têm ganhado espaço, com destaque para sistemas de cultivo sem solo, como a semi-hidroponia.

Alternativa sustentável para solos problemáticos

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que uma parcela significativa dos solos agrícolas do país apresenta algum nível de degradação, o que reforça a necessidade de tecnologias mais adaptáveis e resilientes.

A semi-hidroponia surge como uma evolução dos sistemas hidropônicos tradicionais. Nesse modelo, o solo é substituído por substratos inertes que sustentam as plantas, enquanto a nutrição ocorre por meio da fertirrigação — técnica que permite o fornecimento controlado de água e nutrientes.

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Na prática, o produtor passa a ter maior controle sobre o ambiente de cultivo, reduzindo significativamente os riscos fitossanitários.

“Problemas como murcha bacteriana, fusariose e nematoides são comuns no solo e de difícil controle. Com a semi-hidroponia, é possível praticamente eliminar essas ameaças, mantendo a produtividade”, explica o especialista em agricultura Felipe Vicentini Santi.

Substratos acessíveis e eficientes

Entre as alternativas mais viáveis economicamente, destaca-se a combinação de casca de arroz carbonizada com areia lavada, geralmente na proporção 50/50.

Essa mistura oferece condições ideais para o desenvolvimento das plantas: a casca de arroz contribui para a retenção equilibrada de umidade e aeração das raízes, enquanto a areia favorece a drenagem, evitando o encharcamento — fator diretamente ligado ao surgimento de doenças.

Ganhos em produtividade e uso de recursos

Além de reduzir drasticamente problemas sanitários, o sistema semi-hidropônico apresenta outras vantagens relevantes. Entre elas, a possibilidade de cultivo contínuo ao longo do ano, inclusive em períodos de alta pluviosidade, e a eliminação da necessidade de rotação de culturas.

Outro ponto estratégico é a eficiência no uso de insumos. A fertirrigação permite economia de água e fertilizantes, reduz perdas e minimiza impactos ambientais, tornando o sistema mais sustentável no longo prazo.

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Desafios ainda limitam expansão

Apesar dos benefícios, a adoção da semi-hidroponia ainda enfrenta barreiras. O investimento inicial em infraestrutura e a necessidade de conhecimento técnico para o manejo adequado da irrigação e da nutrição das plantas são os principais desafios apontados.

Em operações de maior escala, questões como custo, logística e acesso à tecnologia também podem dificultar a implementação.

Inovação como caminho para o futuro

Mesmo diante desses entraves, o avanço de sistemas como a semi-hidroponia sinaliza uma transformação importante na agricultura brasileira. Em um cenário de maior instabilidade climática e pressão por produtividade, a adoção de tecnologias que aumentem o controle e a eficiência tende a ser decisiva.

A capacidade de adaptação, aliada à inovação e ao manejo técnico, desponta como o principal diferencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da produção agrícola no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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