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ExpoLeite 2024: Feiras Pró-Genética e Pró-Fêmeas Facilitam Acesso à Genética Superior

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A ExpoLeite, promovida pela ABCZ, acontecerá de 21 a 25 de outubro em Uberaba (MG), proporcionando aos produtores a chance de adquirir animais com genética superior para o aprimoramento de seus rebanhos. Durante os dias 23, 24 e 25, as Feiras Pró-Genética e Pró-Fêmeas apresentarão machos e fêmeas de alta qualidade genética.

Os animais oferecidos nas feiras são rigorosamente avaliados e atestados pela ABCZ, contando com registro genealógico, além de exames reprodutivos e de saúde. O programa, criado em 2006 com o suporte dos governos federal, estaduais e municipais, e de órgãos de extensão rural, tem como objetivo facilitar o acesso de pequenos e médios produtores à genética de qualidade. Até hoje, milhares de animais foram comercializados através do Pró-Genética e Pró-Fêmeas, contribuindo para o avanço da produção sustentável de carne e leite bovinos no Brasil.

Os participantes poderão financiar a compra dos animais diretamente na feira, com condições de pagamento e juros especiais, incluindo opções como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF).

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Carlos Henrique Cavallari Machado, Superintendente Técnico Adjunto do Leite e Projetos Técnicos da ABCZ, explica: “Os técnicos da Emater-MG e nossos parceiros identificam as necessidades dos produtores e as raças desejadas. A ABCZ, em parceria com a Associação de Girolando, organiza a oferta de animais conforme os padrões de qualidade exigidos pelos programas. Todo o processo é supervisionado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de MG (Seapa).”

Para participar do Pró-Genética e Pró-Fêmeas, seja como comprador ou vendedor, os interessados devem procurar o setor do Pró-Genética na sede da ABCZ ou entrar em contato pelo telefone (34) 3319-3883.

A 2ª ExpoLeite é organizada pela ABCZ com o apoio do Sebrae, BB Seguros e CNA/FAEMG/SENAR. O evento conta com o patrocínio da NEOGEN e Troncos Romancini e a assessoria da DBarros Rural. Itaipava é a cerveja oficial e Dona Nenem é o café oficial da feira.

Programação completa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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