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Eventos climáticos extremos no Paraná reforçam urgência de ampliar coberturas em seguros patrimoniais

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Cresce a preocupação com desastres climáticos no Paraná

Os recentes episódios de tornados e ventos intensos que atingiram municípios como Rio Bonito do Sul, no interior do Paraná, reacenderam o debate sobre a proteção patrimonial frente ao aumento dos eventos climáticos extremos.

A advogada Anne Wendler destaca, em artigo recente, que a contratação de coberturas adicionais para vendaval, ciclone, tornado, furacão e granizo deixou de ser uma medida opcional e passou a representar uma estratégia essencial de gestão de risco.

Cobertura adicional ainda é pouco contratada

Apesar da maior frequência e severidade dos fenômenos meteorológicos no Sul do país, a adesão a seguros patrimoniais completos ainda é baixa.

Muitos consumidores — sejam pessoas físicas, empresas ou condomínios — mantêm contratos sem as coberturas específicas para esses eventos, o que os deixa desprotegidos justamente contra os maiores causadores de prejuízos nos últimos anos.

Wendler explica que essas coberturas não fazem parte do pacote básico de seguros residenciais, empresariais ou condominiais, sendo contratadas de forma opcional.

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Diferenças entre tipos de cobertura: vento e água exigem seguros distintos

O caso ocorrido no Rio Grande do Sul, em maio de 2024, ilustra bem a importância de entender as diferenças entre as modalidades de cobertura. Na ocasião, o excesso de chuvas provocou inundações e alagamentos — danos que só são cobertos por apólices que incluem cobertura específica para inundação ou alagamento, e não para vendaval ou tornado.

Essa distinção é crucial:

  • Vendavais, ciclones e tornados envolvem a ação direta do vento.
  • Inundações e alagamentos resultam do acúmulo e transbordamento de água.

São fenômenos distintos, cada um com coberturas securitárias próprias.

Seguradoras intensificam apoio nas regiões atingidas

Nos últimos dias, seguradoras como MAPFRE e Caixa Seguridade colocaram em prática planos de contingência para atender segurados impactados pelos temporais.

A MAPFRE reforçou equipes de assistência 24 horas e peritagem, com prioridade para municípios como Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, além de monitorar as áreas afetadas em tempo real.

Já a Caixa Seguridade anunciou medidas emergenciais e atendimento prioritário, com o objetivo de facilitar a abertura de sinistros e agilizar o pagamento de indenizações para casos cobertos.

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Setor reforça debate sobre educação securitária

O SINCOR (Sindicato dos Corretores de Seguros) tem promovido encontros entre corretores e seguradoras para discutir o fortalecimento da educação securitária e o papel social do seguro diante das novas realidades climáticas.

O sindicato destaca que a recorrência de ciclones e tornados deve servir de alerta para que segurados e intermediários adotem uma postura mais proativa e técnica na contratação de apólices, priorizando a proteção completa do patrimônio.

Novo cenário climático exige postura preventiva

Com o aumento da severidade dos eventos climáticos, não incluir coberturas adicionais de vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo nos seguros patrimoniais representa um risco desnecessário.

A recomendação dos especialistas é clara: mais do que contratar um seguro, é essencial avaliar e atualizar as apólices, garantindo uma proteção abrangente e adequada às novas condições impostas pelas mudanças climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia e química industrial garantem padrão e qualidade do chocolate mesmo com volatilidade do cacau

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Mercado do cacau volta a registrar superávit após anos de instabilidade

Após dois anos de forte oscilação no mercado internacional, a cadeia do cacau começa a dar sinais de recuperação. Segundo dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO), o déficit registrado na safra 2023/24 foi revertido, com projeção de superávit de 48 mil toneladas na safra 2024/25.

A produção global deve alcançar cerca de cinco milhões de toneladas, indicando um cenário mais equilibrado, embora ainda sujeito a riscos climáticos e produtivos.

Produção segue em alta, mas setor ainda monitora riscos climáticos

Mesmo com a recuperação, o setor permanece atento a fatores estruturais que podem impactar a oferta global. De acordo com reportagem da Reuters, a Costa do Marfim — maior produtor mundial de cacau — projeta crescimento de 10,5% na safra 2025/26, com produção entre 2 e 2,1 milhões de toneladas.

Ainda assim, desafios como envelhecimento das lavouras, doenças e variações climáticas continuam no radar das principais regiões produtoras.

Preço do cacau atinge recorde histórico e reforça busca por eficiência

Nos últimos anos, o mercado também enfrentou forte pressão de preços. Dados da Trading Economics apontam que o cacau atingiu o recorde de US$ 12.906 por tonelada em dezembro de 2024.

Embora a cotação tenha recuado para cerca de US$ 3.800 por tonelada em junho deste ano, o histórico recente reforça a necessidade de maior eficiência industrial, redução de perdas e padronização de processos na cadeia de alimentos.

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Indústria brasileira amplia produção de chocolates

No Brasil, o setor mantém crescimento moderado. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB) mostram que a produção nacional passou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025.

O avanço reforça a importância de tecnologias industriais capazes de garantir regularidade na qualidade do produto final, mesmo com variações na matéria-prima.

Processos químicos garantem padronização do chocolate na indústria

Dentro desse cenário, processos industriais pouco visíveis ao consumidor ganham relevância estratégica. Segundo especialistas do setor, a qualidade do chocolate não depende apenas do cacau, mas também da capacidade da indústria de controlar suas variações naturais.

De acordo com Renan Coelho, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, o cacau é uma matéria-prima agrícola altamente variável.

“O cacau muda conforme região, clima, solo e safra. O consumidor espera o mesmo sabor e textura em qualquer marca. A tecnologia permite transformar essa variabilidade em um produto padronizado”, explica.

Alcalinização do cacau melhora sabor, cor e solubilidade

Estudos publicados na revista científica Food Science and Technology International indicam que o processo de alcalinização altera propriedades como pH, cor e características sensoriais do cacau, influenciando diretamente sua aplicação industrial.

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Na prática, esse processo permite:

  • Redução da acidez natural
  • Suavização de notas amargas
  • Intensificação da coloração marrom
  • Melhora na solubilidade em bebidas e misturas industriais

Um dos insumos utilizados é o carbonato de potássio, agente alcalinizante que auxilia no controle de pH durante o processamento.

Controle tecnológico se estende a diferentes produtos alimentícios

Segundo Coelho, a padronização do cacau não se limita ao chocolate em barra. O controle de pH e textura também é essencial em produtos como:

  • Achocolatados em pó
  • Sorvetes
  • Biscoitos
  • Coberturas e recheios
  • Sobremesas lácteas

Essas aplicações exigem estabilidade de cor, sabor e dissolução em produção em larga escala.

Química aplicada sustenta estabilidade da indústria de alimentos

Mesmo com a recuperação da oferta global de cacau, especialistas avaliam que a química aplicada segue essencial para a indústria.

“A função da química não é substituir a qualidade da matéria-prima, mas garantir estabilidade, previsibilidade e desempenho industrial”, afirma o executivo.

Segundo ele, grande parte da inovação do setor ocorre nos bastidores da produção, garantindo que o consumidor final receba um produto consistente, independentemente das oscilações do mercado agrícola global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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