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Prefeitura e Cuiabá Esporte Clube lançam projeto que atenderá 600 crianças e adolescentes

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A Prefeitura de Cuiabá e o Cuiabá Esporte Clube lançaram nesta segunda-feira (2) a ampliação do programa Bom Esporte, Bom de Escola, por meio do projeto Bom de Bola, Bom de Escola.

A iniciativa oferecerá formação esportiva gratuita para 600 crianças e adolescentes da capital. O projeto contará com investimento de R$ 2,3 milhões, oriundos de emendas parlamentares dos vereadores Adevair Cabral e Rodrigo Arruda e Sá, garantindo uniformes, alimentação, materiais esportivos e acompanhamento técnico especializado aos participantes.

Durante o lançamento realizado no Centro de Treinamento Manoel Dresch, o prefeito Abilio Brunini destacou que a ação vai muito além da formação de atletas e tem como principal objetivo criar oportunidades e afastar jovens da vulnerabilidade social. “Nossa expectativa não é apenas revelar jogadores. O principal é ocupar essas crianças e adolescentes, afastá-los de situações negativas e dar esperança por meio do esporte. Se conseguirmos isso, já teremos alcançado nosso maior objetivo”, afirmou.

O programa terá duração inicial de 12 meses e será desenvolvido em polos distribuídos por diferentes regiões da cidade, incluindo Pedra 90, Três Barras, Passaredo, Parque da Família e o próprio CT do Cuiabá. As inscrições serão abertas nos próximos dias por meio de uma aba específica dentro do aplicativo Cuiabá Smart. Além dos treinamentos, os participantes terão acompanhamento escolar, reforçando a proposta de integração entre esporte e educação.

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Abilio também revelou que a intenção da gestão municipal é ampliar a iniciativa para outros clubes tradicionais da capital, como Mixto e Dom Bosco. Segundo ele, a proposta é fortalecer o futebol mato-grossense desde as categorias de base e criar uma rede de formação esportiva nos bairros. “Queremos levar os principais times do nosso Estado para dentro das comunidades. O Cuiabá é o primeiro parceiro, mas já estamos avançando nas conversas para incluir outros clubes e ampliar esse alcance para cada vez mais crianças”, declarou.

O secretário municipal de Esportes e Lazer, Jefferson Neves, ressaltou que os alunos terão acesso à mesma metodologia aplicada pelo Cuiabá na formação de atletas. “As crianças vão treinar com profissionais qualificados, receber uniformes, alimentação e toda a estrutura necessária sem qualquer custo para as famílias. É uma oportunidade que normalmente estaria restrita a quem pode pagar uma escolinha particular”, explicou.

O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristhiano Dresch, afirmou que a iniciativa representa uma forma de retribuição à população cuiabana pelo apoio recebido pelo clube ao longo dos anos. “É uma maneira de devolver tudo aquilo que a população de Cuiabá fez pelo Cuiabá. O futebol transforma vidas e queremos levar essa oportunidade para dentro das comunidades, ajudando essas crianças a sonharem e construírem um futuro melhor”, destacou.

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Presente no lançamento, a vereadora Michelly Alencar destacou o impacto social da iniciativa. “O esporte transforma realidades e cria oportunidades. Estamos levando atividades de qualidade para regiões que durante muitos anos ficaram sem investimentos e sem espaços adequados para a prática esportiva”, afirmou.

O vereador Coronel Dias ressaltou que o projeto contribui diretamente para a formação cidadã dos jovens. “Nem todos se tornarão atletas profissionais, mas todos terão a oportunidade de desenvolver disciplina, valores e perspectivas de futuro por meio do esporte”, declarou.

Também participou do evento a vereadora Samantha Íris, que destacou a importância de investir na juventude por meio de ações que unam esporte e educação. “Quando oferecemos oportunidades para nossas crianças e adolescentes, estamos investindo diretamente no futuro da nossa cidade. Esse projeto é uma ferramenta de transformação social e inclusão”, afirmou. Representantes da gestão municipal também estiveram presentes. A expectativa da Prefeitura é ampliar o número de vagas nos próximos anos, conforme a expansão da infraestrutura esportiva da capital e a captação de novos recursos para o programa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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