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Evento sobre avicultura reforça força produtiva e inovação

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Maringá (distante 425 km da capital, Curitiba), no Paraná,  está sediando, 11º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango, consolidado como um dos principais fóruns de debate técnico e estratégico da cadeia produtiva de aves no país. O evento, realizado entre os dias 22 e 24, reúne profissionais, empresários e representantes de toda a cadeia para discutir os rumos do setor frente aos novos desafios sanitários, comerciais e tecnológicos.

O Paraná é responsável por cerca de 34% da produção nacional de frango — mais de 2,2 bilhões de aves em 2024 — e lidera ranking nacional do setor há anos. No mesmo período, contribuiu com 41,7% do volume exportado de carne de frango, consolidando-se como principal porta de acesso do Brasil ao mercado internacional

Um dos principais temas tratados neste evento é a segurança microbiológica na produção de alimentos processados, apontada como fator crítico para a manutenção da competitividade do setor no mercado interno e, principalmente, no cenário internacional.

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Especialistas alertaram para os riscos invisíveis na indústria de aves — como a presença de micro-organismos patogênicos e os impactos econômicos causados por surtos de origem alimentar.

Durante a programação técnica, estão sendo apresentadas estratégias de monitoramento ambiental, zoneamento de risco e controle da microbiota nas plantas industriais. O objetivo é garantir mais rastreabilidade e segurança, protegendo a imagem das marcas brasileiras em mercados exigentes e evitando prejuízos bilionários com ações de recall, sanções comerciais ou perda de contratos no exterior.

A avicultura brasileira vem investindo de forma consistente em tecnologias de prevenção, capacitação de equipes e modernização dos processos de controle sanitário. Segundo os organizadores, encontros como este têm papel fundamental na construção de uma cultura técnica sólida, baseada em dados e boas práticas, capaz de posicionar o país como referência global na oferta de alimentos seguros, com qualidade e sustentabilidade.

Além da discussão sanitária, a programação também aborda temas como inovação, exportação, logística e o papel da indústria na valorização da proteína animal brasileira. O evento oferece painéis, oficinas e espaço para networking entre profissionais, produtores integrados, cooperativas e representantes do setor público e privado.

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Fonte: Pensar Agro

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Produtor rural tem 10 dias para declarar o IR e evitar multa da Receita Federal

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O produtor rural que ainda não entregou a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 tem dez dias, a partir desta terça-feira (19.05), para acertar as contas com a Receita Federal. O prazo termina em 29 de maio, às 23h59, no horário de Brasília, e exige atenção principalmente de produtores pessoas físicas que tiveram receita bruta anual acima de R$ 177.920 em 2025.

Além da renda obtida na atividade rural, também estão obrigados a declarar produtores que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584, tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025 ou pretendem compensar prejuízos da atividade rural.

O limite de receita da atividade rural que obriga a entrega da declaração foi atualizado neste ano, passando de R$ 169.440 para R$ 177.920. A mudança já vale para a declaração referente ao ano-base 2025.

A Receita Federal tem ampliado o cruzamento eletrônico de informações, comparando dados declarados com movimentações bancárias, notas fiscais, registros de cooperativas, tradings, contratos de venda futura e financiamentos rurais. Por isso, especialistas alertam que erros considerados simples podem levar o produtor à malha fina.

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Entre os principais problemas identificados pela Receita estão omissão de receitas, incompatibilidade entre renda declarada e movimentação financeira, além de lançamento incorreto de despesas dedutíveis.

Na atividade rural, o produtor pode optar entre dois modelos de apuração do imposto. No modelo completo, o cálculo considera a diferença entre receitas e despesas da atividade. Já no simplificado, a Receita presume lucro equivalente a 20% da receita bruta. Sobre o resultado apurado incidem as alíquotas progressivas do imposto, que podem chegar a 27,5%.

Especialistas recomendam que o produtor trate a propriedade como uma atividade empresarial, mantendo controle rigoroso de receitas, despesas, financiamentos, arrendamentos, compra de insumos, mão de obra e investimentos realizados ao longo do ano.

Também é importante atenção ao Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), obrigatório para produtores com receita bruta anual superior a R$ 4,8 milhões. O documento reúne toda a movimentação financeira da atividade rural e se tornou uma das principais ferramentas de fiscalização da Receita Federal.

Mesmo produtores abaixo desse limite são orientados a manter organização documental e financeira para facilitar comprovação de renda, acesso a crédito e eventual fiscalização futura.

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A Receita também alerta para cuidados com a declaração pré-preenchida. Apesar de facilitar o preenchimento ao importar automaticamente dados já disponíveis no sistema, o contribuinte continua responsável pela conferência e correção das informações.

Entre os principais cuidados para evitar a malha fina estão:

  • conferir todos os dados da declaração pré-preenchida;
  • evitar omissão de receitas recebidas de cooperativas, tradings e contratos futuros;
  • lançar corretamente despesas dedutíveis;
  • manter compatibilidade entre renda declarada e movimentação bancária;
  • organizar adequadamente o Livro Caixa ou o LCDPR.

O envio da declaração do produtor rural deve ser feito obrigatoriamente pelo programa da Receita Federal instalado no computador, já que a atividade exige preenchimento de ficha específica com detalhamento de imóveis, receitas, despesas, financiamentos e investimentos ligados à produção.

Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Mais informações e acesso ao programa de declaração estão disponíveis na Receita Federal.

Fonte: Pensar Agro

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