AGRONEGÓCIO
União Europeia retira Brasil de lista de exportação e acende alerta para rastreabilidade no agronegócio
Publicado em
19 de maio de 2026por
Da Redação
A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar animais destinados à alimentação humana e produtos de origem animal ao bloco acendeu um alerta no agronegócio nacional. A medida, relacionada às exigências europeias sobre uso de antimicrobianos na produção animal, passa a valer a partir de 3 de setembro.
O governo brasileiro informou que irá buscar esclarecimentos junto às autoridades europeias, além de defender tecnicamente o sistema sanitário nacional e adotar medidas para tentar reverter a decisão. Apesar da reação diplomática, especialistas avaliam que o episódio reforça uma mudança estrutural nas regras do comércio internacional.
Rastreabilidade e ESG passam a ser exigência central do comércio global
Para a especialista em ESG e conselheira de administração da Sustentalli, Eliana Camejo, a decisão europeia evidencia uma tendência já consolidada no mercado internacional: a exigência crescente por rastreabilidade, governança e comprovação de origem.
Segundo ela, critérios ambientais, sanitários e de governança deixaram de ser diferenciais e passaram a ser exigência comercial.
“O bloco vem deixando claro há anos que suas relações comerciais serão cada vez mais condicionadas à rastreabilidade, controle sanitário, segurança alimentar e responsabilidade ambiental. Isso é ESG na prática”, afirma.
Produtor rural precisa comprovar origem e histórico sanitário
A especialista alerta que a principal mudança exigida do setor produtivo é a capacidade de comprovar informações detalhadas sobre toda a cadeia de produção.
Na avaliação dela, o produtor rural precisa saber exatamente o que consegue demonstrar em caso de auditoria, fiscalização ou exigência de compradores internacionais.
Entre os pontos críticos estão registros de uso de medicamentos, histórico sanitário dos animais, documentação de origem, manejo, armazenamento de insumos, descarte adequado e identificação de fornecedores.
“O produtor precisa saber se consegue provar hoje tudo o que faz na propriedade. Se houver auditoria ou exigência documental, esses registros existem de forma confiável?”, destaca.
Cinco frentes se tornam prioridade imediata no campo
De acordo com Eliana Camejo, a resposta do setor produtivo precisa ser imediata e estruturada em cinco frentes principais:
- Organização de registros de uso de antimicrobianos e medicamentos
- Formalização de protocolos sanitários com acompanhamento veterinário
- Revisão de fornecedores e parceiros da cadeia produtiva
- Implantação de sistemas de rastreabilidade por lote ou animal
- Estruturação de documentação para auditorias e certificações internacionais
A especialista ressalta que o movimento não deve ser tratado como burocracia, mas como uma exigência de mercado.
“O mercado internacional está pedindo prova. Quem não tiver sistema, registro e governança mínima ficará exposto”, afirma.
Exigências devem atingir toda a cadeia do agronegócio
Embora a medida europeia afete diretamente exportadores, o impacto tende a se espalhar por toda a cadeia produtiva. Frigoríficos, cooperativas, tradings e redes varejistas devem repassar exigências de conformidade aos fornecedores.
Segundo a especialista, mesmo produtores que não exportam diretamente podem ser afetados, já que fazem parte de cadeias produtivas integradas ao mercado internacional.
“A pressão não ficará apenas na ponta exportadora. Ela desce para o campo”, alerta.
Adequação pode se tornar vantagem competitiva no agronegócio
Apesar do cenário de pressão regulatória, especialistas avaliam que a adaptação às novas exigências pode representar oportunidade estratégica para o produtor rural brasileiro.
A estruturação de sistemas de rastreabilidade e governança pode ampliar o acesso a mercados mais exigentes, reduzir riscos comerciais e fortalecer a reputação da produção nacional.
“Quem se antecipar terá vantagem competitiva. O que hoje parece custo pode virar proteção de mercado”, conclui a especialista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente
Published
5 horas agoon
18 de agosto de 2026By
Da Redação
Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.
Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.
O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.
O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.
Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.
As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.
Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.
A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.
Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.
Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.
Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.
A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.
Fonte: Pensar Agro
Larissa Manoela e André Luiz Frambach celebram mais um mês juntos: ‘Meu amor
Alunos das escolas municipais participam da segunda fase da VI Olimpíada de Matemática
Sine de Várzea Grande divulga 436 vagas de emprego, sendo 102 para PCDs
Sinop alcança 2º lugar em Mato Grosso e 25º no Brasil entre os maiores exportadores
Suplentes Mauro Campos e Reydner Souza tomam posse na Câmara de Rondonópolis
CUIABÁ
MATO GROSSO
Mutirão reúne instituições para solução de conflitos ambientais
Teve início nesta segunda-feira (17) e segue até quarta-feira (19) o Mutirão de Conciliação Ambiental, realizado no Complexo dos Juizados...
Decisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia
A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça determinou o acolhimento institucional de dois irmãos em situação...
OAB-MT apoia 1º Feirão da Aprendizagem do TRT de Mato Grosso
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informa a toda advocacia que será realizado, com participação...
POLÍCIA
PF e PM/PR prendem cinco pessoas e apreendem 205 kg de maconha
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal e a Polícia Militar do Paraná prenderam cinco pessoas e apreenderam 205,4 kg de...
PF faz operação contra fraudes na obtenção de empréstimos bancários
Anápolis/GO. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (18/8), a Operação Caixa I, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso...
FICCO/GO, em ação conjunta, atua na prisão de três pessoas por tráfico de drogas
Goiânia/GO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO), em ação integrada com o Comando de Inteligência...
FAMOSOS
Larissa Manoela e André Luiz Frambach celebram mais um mês juntos: ‘Meu amor
Larissa Manoela, de 25 anos, e André Luiz Frambach, de 29, aproveitaram a segunda-feira (17) para celebrar mais um dia...
Zezé Di Camargo faz aniversário e se presenteia com jatinho: ‘Presentão’
O cantor Zezé Di Camargo, completou 64 anos na segunda-feira (17), e decidiu se presentear em grande estilo. O sertanejo...
Atriz Laura Cardoso morre aos 98 anos em São Paulo: ‘Obrigada por tudo, guerreira’
A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos na noite desta segunda-feira (17), em sua residência, em São Paulo. A...
ESPORTES
Internacional cede empate ao Remo no fim e chega a sete jogos sem vencer no Brasileirão
O Internacional ficou no empate em 1 a 1 com o Remo, na noite desta segunda-feira (17), no Estádio Beira-Rio,...
Santos goleia o Vasco, deixa o Z4 e conquista primeira vitória fora de casa
O Santos derrotou o Vasco por 3 a 0 neste domingo, em São Januário, no Rio de Janeiro, pela 23ª...
Cruzeiro vence o Corinthians por 2 a 1 e impede entrada do rival no G5
O Cruzeiro derrotou o Corinthians por 2 a 1 neste domingo, na Neo Química Arena, pela 23ª rodada do Campeonato...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT6 dias agoAssembleia Legislativa retoma sessões com aprovação de 28 projetos em plenário
-
Política MT6 dias agoCPI da Saúde convoca ex-secretário para prestar depoimento no dia 26
-
Política MT5 dias agoALMT e TRE lançam campanha para combater desinformação nas eleições de 2026
-
Política MT7 dias agoALMT amplia mobilização para doação de sangue e chama servidores e comunidade para ajudar a reforçar estoques



