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Europa adia aplicação de lei antidesmatamento e deixa de criar categoria “sem risco”

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Negociadores do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu chegaram a um acordo político provisório nesta terça-feira (3/12) que estabelece o adiamento da aplicação da Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês) até o final de 2025.

Alterações na legislação ainda estão em debate

Embora a decisão adie a implementação da lei, as mudanças propostas em novembro, como a criação de uma categoria de países “sem risco” de desmatamento, foram excluídas do acordo. Essa mudança pode ser vista como um sinal positivo, ainda que temporário, para o Brasil. A questão será reavaliada futuramente pela Comissão Europeia.

O acordo, que se refere a um “acordo informal” entre os representantes do Parlamento Europeu, Comissão Europeia e Conselho Europeu, será colocado em votação durante a próxima sessão plenária do Parlamento, marcada para o período de 16 a 19 de dezembro. Para que o adiamento se torne oficial, o texto acordado precisa ser aprovado pelos parlamentares e pelo Conselho Europeu, sendo publicado no Jornal Oficial da União Europeia antes do final do ano.

Novos prazos e exigências para empresas

Com o acordo, grandes operadores e comerciantes terão até 30 de dezembro de 2025 para cumprir as obrigações ambientais. Micro e pequenas empresas terão até 30 de junho de 2026 para se adequar às novas regras. Anteriormente, os prazos estavam estabelecidos para 30 de dezembro de 2024 e 30 de junho de 2025, respectivamente. A medida foi tomada com o intuito de dar um tempo adicional para que empresas ao redor do mundo se adaptem às novas exigências, sem comprometer os objetivos da legislação.

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O futuro das categorias de risco e simplificação de normas

A criação da categoria de países “sem risco” de desmatamento e a simplificação dos requisitos para países com práticas de manejo florestal eficazes ainda estão sendo discutidas. A Comissão Europeia se comprometeu a revisar os requisitos para essas nações no futuro, além de avaliar a introdução de uma “pausa de emergência” caso a plataforma online para empresas não esteja operante até a data estipulada de 30 de dezembro de 2025, ou se as classificações de risco dos países não forem publicadas com antecedência mínima de seis meses.

Christine Schneider, eurodeputada do Partido Popular Europeu (EPP), que liderou a tentativa de criação da categoria “sem risco”, comemorou o adiamento de um ano. Segundo ela, o tempo adicional ajudará empresas, silvicultores, agricultores e autoridades a se prepararem melhor para as exigências da lei. “Garantimos que a Comissão concluirá a plataforma online e a categorização de risco no devido tempo, dando mais previsibilidade a todos na cadeia de suprimentos”, afirmou Schneider.

Embora tenha expressado sua preferência por uma aprovação imediata das mudanças, a parlamentar lamentou a recusa do Conselho a essas melhorias. “Agora cabe à Comissão cumprir seus compromissos. Como Parlamento, monitoraremos de perto esse processo, pois a redução da burocracia é urgentemente necessária”, destacou.

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Críticas à criação da categoria “sem risco”

A proposta de criar uma categoria de países sem risco de desmatamento foi criticada por produtores e exportadores brasileiros. Eles argumentaram que, com essa mudança, a lei se tornaria mais discriminatória, favorecendo os países desenvolvidos, ao mesmo tempo em que imporia requisitos mais rigorosos e burocráticos para países em desenvolvimento, como o Brasil, que ainda possuem áreas com potencial de avanço na conservação ambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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