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Produção de Açúcar de Beterraba na Europa Aumenta com Preços em Alta

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O bloco, o terceiro maior produtor mundial, ficando atrás apenas de Brasil e Índia, verá um acréscimo na área cultivada com beterraba em 1,5 milhão de hectares, especialmente em países como Polônia, Espanha e Romênia. Em contrapartida, a França, principal produtor de açúcar na Europa, reduzirá a área de cultivo em 6%.

A decisão dos agricultores franceses de diversificar a área agrícola surge após a proibição, pelo Tribunal de Justiça Europeu, do uso de inseticidas à base de neonicotinoides em lavouras de beterraba. Esse defensivo era empregado para conter pulgões responsáveis pela disseminação do vírus amarelo da beterraba.

Mesmo sem alternativas eficazes no controle da doença, os atuais preços do açúcar garantem rentabilidade em algumas regiões, como na Polônia. O USDA prevê a entrada em operação de duas novas fábricas na Romênia, com algum suporte do governo local.

Dados da consultoria Datagro indicam que o custo médio de produção do açúcar de beterraba na Europa gira em torno de US$ 0,23 por libra-peso. Atualmente, em Nova York, o contrato de açúcar para março encerrou a US$ 0,2773, registrando um aumento de 0,62%.

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Quanto à produção global, o USDA estima um incremento de 8,2 milhões de toneladas de açúcar na safra 2023/24, totalizando 183,5 milhões de toneladas. Esse aumento provirá principalmente do Brasil (3 milhões de toneladas) e da Índia (4 milhões de toneladas), compensando as reduções na Tailândia e no Paquistão.

Com condições climáticas favoráveis, os canaviais brasileiros produzirão 41 milhões de toneladas, representando um aumento de 7,8% em relação à safra anterior. As usinas estão investindo para maximizar a produção de açúcar e aproveitar o cenário positivo de preços.

Do ponto de vista da demanda, a expectativa é um aumento de 1,2% no consumo global, atingindo 178,4 milhões de toneladas. Se confirmado, os estoques globais de açúcar serão reduzidos em 13,4%, alcançando 33,6 milhões de toneladas. Esse seria o terceiro ano consecutivo de diminuição nos estoques globais de açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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