AGRONEGÓCIO
Estudo inovador confirma diminuição na emissão de gases de efeito estufa ao utilizar a solução da Mosaic Fertilizantes na produção de algodão
Publicado em
15 de abril de 2024por
Da RedaçãoCom a perspectiva de aumento no consumo global de algodão, os preços em alta e as exportações a todo vapor, 2024 começa promissor para os algodoeiros do país. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), o Brasil, que fechou 2023 como terceiro maior produtor e segundo maior exportador de algodão, avança ainda mais sua expertise nessa cultura, com a comprovação, por meio de pesquisas em campo, de que a intensidade de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEEs) na cotonicultura pode ser menor com o uso do Excellen, um fertilizante nitrogenado estabilizado desenvolvido pela Mosaic Fertilizantes.
Um estudo inédito organizado pela companhia, uma das maiores produtoras globais de fosfatados e potássio combinados, em parceria com o professor e PhD. Carlos Eduardo Cerri, titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), apontou redução de 20% na emissão de dióxido de nitrogênio N2O em uma área de lavoura de algodão em que o Excellen foi aplicado, quando comparado à média dos tradicionais fertilizantes à base de ureia e 60% a menos do que o padrão global considerado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU. “Trata-se de uma descoberta animadora tendo em vista que o Excellen é uma solução inovadora e sustentável para que o Brasil continue produzindo alimentos, fibra e energia, mas com uma menor emissão de gases de efeito estufa”, diz o professor Cerri.
O Excellen se mostrou mais eficaz na produção de algodão na medida que possibilita uma redução de 70% na volatilização de amônia quando comparado a ureia convencional e 50% em relação aos produtos oferecidos no mercado com adição de inibidor de urease. A pesquisa mostra ainda que a solução da Mosaic Fertilizantes tem potencial de reduzir em média 18% o impacto dos fertilizantes nitrogenados na pegada de carbono do algodão, e que a maior produtividade é o componente necessário para essa redução. Além dos ganhos ambientais, o estudo mostra ainda sua capacidade de gerar um incremento de produtividade de algodão colhido quando relacionado a outras fontes de nitrogênio à base de ureia.
Bruno Benatti, gerente de produtos da Mosaic Fertilizantes, destaca que a comprovação da eficiência ambiental e produtiva do Excellen se dá em um momento no qual o mercado se mostra cada vez mais atento a questões como essas. “Hoje o mercado global está mais exigente por uma cotonicultura sustentável. Os fertilizantes que contribuem com a redução dos Gases de Efeito Estufa (GEE) e geram maior produtividade e rentabilidade ao produtor têm maior potencial comercial”, afirma o executivo, complementando que a empresa busca desenvolver produtos e soluções para contribuir com a geração de ecossistemas de baixo carbono na agricultura, baseando-se em pesquisas científicas que comprovem seus diferenciais.
Na cotonicultura, cerca de 85% da pluma produzida no Brasil possui rastreabilidade e certificados socioambientais. No mercado mundial, a exigência pela redução do impacto ambiental da cultura do algodão torna-se cada vez maior. “Acreditamos que os resultados da pesquisa reforçam ainda mais a nossa missão de ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa de forma sustentável, em linha com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas número 2, de se atingir a Fome Zero por meio de uma Agricultura Sustentável”, diz o executivo.
A formulação do Excellen contempla nitrogênio altamente concentrado e estabilizado com inibidor de urease, que contribui para reduzir perdas por volatilização, custos com armazenagem e o potencial de queima de folhas, além de melhorar o manejo operacional.
Fonte: Mosaic Fertilizantes
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
Published
28 minutos agoon
3 de junho de 2026By
Da Redação
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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