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Estudo Avalia Viabilidade Econômica de Biofábrica para Produção de Bioinseticidas à Base de Bacillus thuringiensis (Bt)

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Um estudo desenvolvido pela Embrapa confirma a viabilidade econômico-financeira de uma biofábrica voltada à produção de Bacillus thuringiensis (Bt), uma bactéria benéfica utilizada na fabricação de bioinseticidas. O estudo, que analisou um plano de negócios com capacidade de produção de mil litros diários, demonstra que a implementação de uma biofábrica é um investimento promissor, com estimativas de receita anual de R$ 18 milhões a partir de um investimento inicial de cerca de R$ 2,1 milhões.

A produção de Bacillus thuringiensis (Bt) é voltada para o controle de pragas, especialmente as lepidópteras, como as lagartas que atacam diversas culturas agrícolas. A biofábrica proposta atenderia tanto culturas de grande porte, como milho, soja e algodão, quanto o setor de hortifrutigranjeiros. De acordo com Sinval Resende Lopes, engenheiro-agrônomo da Embrapa, o estudo envolveu a análise detalhada de receitas, custos e fluxo de caixa, com o objetivo de mapear as perspectivas de rentabilidade para a produção de bioinseticidas.

Estrutura e Viabilidade Econômica

A biofábrica proposta teria uma área de 120 m², composta por várias instalações, como laboratório de qualidade, salas de fermentação, e espaço para armazenamento de insumos e produtos acabados. Com a produção de 15 mil litros de bioinseticida por mês, a estimativa é de que, ao preço médio de R$ 120,00 por litro, a receita anual da biofábrica atinja R$ 18 milhões. Lopes sugere que a distribuição do produto seja feita por representações regionais, permitindo um preço reduzido de R$ 100,00 por litro, mantendo a rentabilidade do projeto.

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O estudo financeiro do projeto utilizou indicadores como o Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR), Payback e Retorno sobre o Investimento (ROI), os quais demonstraram a viabilidade do empreendimento. O VPL do projeto foi de R$ 5 milhões, com uma TIR de 18% e Payback estimado em seis meses. Esse desempenho indica um retorno positivo sobre o investimento inicial.

Potencial de Mercado e Sustentabilidade

O uso de Bacillus thuringiensis como bioinseticida é uma alternativa sustentável ao controle químico de pragas, oferecendo benefícios significativos para o meio ambiente e para a saúde humana e animal. A Embrapa tem se dedicado ao desenvolvimento de bioinseticidas através de sua Coleção de Microrganismos Multifuncionais e Fitopatogênicos, que inclui cerca de 11 mil acessos de microrganismos isolados em diversas regiões do Brasil.

A busca pela sustentabilidade na agricultura tem se intensificado, e a produção de insumos biológicos, como o Bt, representa uma forma de alavancar a bioeconomia nacional. A Embrapa Milho e Sorgo, localizada em Sete Lagoas (MG), iniciou a Rede de Biofábricas com o objetivo de fortalecer a produção de bioinseticidas e capacitar profissionais para atender a demanda crescente por alternativas mais ecológicas no setor agropecuário.

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Maria Marta Pastina, chefe-adjunta da Embrapa, destaca que o projeto busca não apenas fornecer insumos biológicos de alta qualidade, mas também estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável no Brasil. A criação de novas biofábricas em território nacional poderá gerar novas oportunidades de emprego e negócios, contribuindo para a modernização do setor agropecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sanidade animal em Goiás ganha reforço após reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa

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A sanidade animal voltou ao centro das atenções do setor pecuário goiano neste mês de maio, quando se completa um ano do reconhecimento internacional do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A Agrodefesa reforçou o alerta sobre a necessidade de vigilância permanente no campo para garantir a manutenção do status sanitário conquistado e evitar prejuízos à pecuária nacional.

A agência lançou a Nota Técnica 1/2026, documento encaminhado às entidades representativas do setor produtivo, destacando a importância da vacinação, do manejo sanitário, do bem-estar animal e da adoção contínua de práticas preventivas nos rebanhos bovinos e bubalinos.

O objetivo é fortalecer a defesa agropecuária em Goiás e preservar a competitividade da carne brasileira nos mercados nacional e internacional.

Reconhecimento internacional amplia responsabilidade do setor pecuário

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação representa uma conquista histórica para Goiás e para o agronegócio brasileiro, mas também aumenta a responsabilidade de todos os elos da cadeia produtiva.

“O reconhecimento internacional funciona como um selo de qualidade sanitária para os rebanhos brasileiros. No entanto, a manutenção desse status exige vigilância constante e fortalecimento das ações preventivas para evitar retrocessos”, destacou.

O Brasil recebeu oficialmente o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal em 29 de maio de 2025, durante assembleia realizada em Paris, na França.

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Goiás teve participação estratégica nesse processo devido à robustez de seu sistema de defesa sanitária animal. O último foco de febre aftosa no estado foi registrado em agosto de 1995.

Vacinação contra brucelose segue obrigatória e estratégica

Mesmo após o fim da vacinação contra aftosa, a Agrodefesa reforça que outras imunizações continuam fundamentais para proteger os rebanhos e a saúde pública.

A vacinação contra brucelose bovina e bubalina permanece obrigatória para fêmeas entre 3 e 8 meses de idade e deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado.

De acordo com o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a medida é indispensável para evitar a disseminação da doença, considerada uma zoonose de impacto econômico e sanitário.

Além da obrigatoriedade, a agência também recomenda que os produtores mantenham programas preventivos complementares, reduzindo riscos de perdas produtivas e aumento dos custos com tratamentos veterinários.

Manejo sanitário e bem-estar animal ganham protagonismo

A Nota Técnica 1/2026 também destaca a importância dos manejos sanitários periódicos como ferramenta essencial para a detecção precoce de doenças e fortalecimento da vigilância epidemiológica.

Entre as orientações reforçadas pela Agrodefesa estão:

  • Cumprimento rigoroso das vacinações obrigatórias;
  • Adoção de práticas preventivas complementares;
  • Monitoramento frequente dos animais;
  • Investimentos em bem-estar animal;
  • Uso racional de antimicrobianos;
  • Fortalecimento da assistência veterinária no campo.
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Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, a redução das práticas preventivas pode elevar a vulnerabilidade sanitária dos rebanhos, além de comprometer a eficiência econômica da atividade pecuária.

Ela ressalta que boas condições de manejo, alimentação adequada e redução do estresse contribuem diretamente para fortalecer o sistema imunológico dos animais e reduzir a incidência de enfermidades.

Preservação do status sanitário depende de ação conjunta

A Agrodefesa também pediu apoio das entidades representativas do agronegócio para ampliar a divulgação das orientações junto aos produtores rurais.

A agência reforça que a preservação do status sanitário conquistado depende da atuação integrada entre pecuaristas, médicos-veterinários, cooperativas, indústria de insumos veterinários, assistência técnica e órgãos de fiscalização.

O reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para a pecuária brasileira no mercado global, fortalecendo as exportações de carne bovina e ampliando o acesso a mercados mais exigentes.

Com isso, o setor produtivo passa a conviver com um cenário de maior responsabilidade sanitária, no qual prevenção, rastreabilidade e vigilância permanente se tornam fatores decisivos para a sustentabilidade da pecuária nacional.

Nota Técnica nº 1/2026-Agrodefesa-Gesan

Fonte: Portal do Agronegócio

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