AGRONEGÓCIO

Emater-MG Lança Cartilha sobre Boas Práticas de Fabricação de Queijos Artesanais

Publicado em

Minas Gerais, estado com uma longa tradição na produção de leite, também se destaca como um dos principais polos na fabricação de queijos artesanais, que têm ganhado reconhecimento nacional e internacional. Em resposta à crescente relevância dessa produção, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) lançou a cartilha “Queijos Artesanais: Boas Práticas de Fabricação”, disponível para consulta gratuita no site da instituição.

A cartilha é um guia prático para os produtores, detalhando os padrões de higiene e segurança em todas as etapas do processo produtivo, assegurando que os queijos artesanais, como o Queijo Minas Artesanal, Queijo Cabacinha, e outros, cheguem ao consumidor com qualidade garantida. Em Minas Gerais, mais de 7,7 mil agroindústrias familiares produzem queijos artesanais, e o documento visa reforçar a adoção de práticas que previnam contaminações e assegurem a segurança alimentar.

Garantia de Qualidade e Segurança

De acordo com Érik Flores, assistente técnico da Emater-MG e um dos autores da cartilha, as boas práticas de fabricação são fundamentais para proteger os queijos de contaminações bacterianas, químicas ou físicas, além de garantir que o tempo de maturação adequado seja respeitado. “Essas práticas garantem que o queijo artesanal, seja ele o Queijo Minas ou de Alagoa, chegue ao consumidor sem qualquer risco à saúde”, destaca Flores.

Leia Também:  Governo busca solucionar déficit de armazenamento com novo Plano Safra 2023/24
Cuidados com Higiene e Instalações

Com mais de 30 páginas, a cartilha aborda temas cruciais para a produção segura de queijos artesanais. Entre eles, destacam-se as exigências para as instalações das queijarias, que devem seguir um fluxo contínuo de trabalho, evitando contaminação cruzada, e o uso de água de qualidade para o processamento do leite. A higiene no manejo do leite cru, desde a ordenha até o transporte para a queijaria, é um ponto crucial tratado no documento.

Outro destaque é a correta higienização de utensílios e superfícies que entram em contato com o leite e os queijos. A cartilha explica em detalhes o uso de detergentes e sanitizantes, além de técnicas específicas de higienização que asseguram a limpeza e a segurança do processo. O controle de pragas e a gestão de resíduos também são enfatizados como fatores essenciais para a manutenção da qualidade dos queijos.

Salga, Maturação e Transporte

O processo de salga, essencial para garantir o sabor e a preservação do queijo, é tratado com atenção, recomendando-se o uso de salmoura em concentrações adequadas. A cartilha também salienta a importância do tempo de maturação, fundamental para a eliminação de microrganismos indesejados no leite cru.

Leia Também:  Cartilha lançada pelo MPMT enfatiza direitos das pessoas autistas

No transporte, é recomendado o uso de veículos adequados, com carroceria fechada e, em alguns casos, climatizada, para evitar variações de temperatura que possam comprometer a qualidade do queijo até o ponto de venda.

Programas de Autocontrole

Por fim, a cartilha orienta os produtores a implementarem Programas de Autocontrole (PAC), que incluem monitoramento constante da qualidade e a realização de análises laboratoriais periódicas. Essas medidas são fundamentais para garantir que os queijos artesanais atendam às normas legais e cheguem ao consumidor com segurança e excelência.

A cartilha “Queijos Artesanais: Boas Práticas de Fabricação” reforça o compromisso da Emater-MG com o aprimoramento da produção artesanal de queijos, beneficiando pequenos produtores e fortalecendo a tradição queijeira de Minas Gerais.

Cartilha Fabricação de Queijos Artesanais

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Sanidade animal em Goiás ganha reforço após reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa

Published

on

A sanidade animal voltou ao centro das atenções do setor pecuário goiano neste mês de maio, quando se completa um ano do reconhecimento internacional do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A Agrodefesa reforçou o alerta sobre a necessidade de vigilância permanente no campo para garantir a manutenção do status sanitário conquistado e evitar prejuízos à pecuária nacional.

A agência lançou a Nota Técnica 1/2026, documento encaminhado às entidades representativas do setor produtivo, destacando a importância da vacinação, do manejo sanitário, do bem-estar animal e da adoção contínua de práticas preventivas nos rebanhos bovinos e bubalinos.

O objetivo é fortalecer a defesa agropecuária em Goiás e preservar a competitividade da carne brasileira nos mercados nacional e internacional.

Reconhecimento internacional amplia responsabilidade do setor pecuário

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação representa uma conquista histórica para Goiás e para o agronegócio brasileiro, mas também aumenta a responsabilidade de todos os elos da cadeia produtiva.

“O reconhecimento internacional funciona como um selo de qualidade sanitária para os rebanhos brasileiros. No entanto, a manutenção desse status exige vigilância constante e fortalecimento das ações preventivas para evitar retrocessos”, destacou.

O Brasil recebeu oficialmente o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal em 29 de maio de 2025, durante assembleia realizada em Paris, na França.

Leia Também:  Preços do mamão voltam a subir após semanas de queda, aponta Cepea

Goiás teve participação estratégica nesse processo devido à robustez de seu sistema de defesa sanitária animal. O último foco de febre aftosa no estado foi registrado em agosto de 1995.

Vacinação contra brucelose segue obrigatória e estratégica

Mesmo após o fim da vacinação contra aftosa, a Agrodefesa reforça que outras imunizações continuam fundamentais para proteger os rebanhos e a saúde pública.

A vacinação contra brucelose bovina e bubalina permanece obrigatória para fêmeas entre 3 e 8 meses de idade e deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado.

De acordo com o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a medida é indispensável para evitar a disseminação da doença, considerada uma zoonose de impacto econômico e sanitário.

Além da obrigatoriedade, a agência também recomenda que os produtores mantenham programas preventivos complementares, reduzindo riscos de perdas produtivas e aumento dos custos com tratamentos veterinários.

Manejo sanitário e bem-estar animal ganham protagonismo

A Nota Técnica 1/2026 também destaca a importância dos manejos sanitários periódicos como ferramenta essencial para a detecção precoce de doenças e fortalecimento da vigilância epidemiológica.

Entre as orientações reforçadas pela Agrodefesa estão:

  • Cumprimento rigoroso das vacinações obrigatórias;
  • Adoção de práticas preventivas complementares;
  • Monitoramento frequente dos animais;
  • Investimentos em bem-estar animal;
  • Uso racional de antimicrobianos;
  • Fortalecimento da assistência veterinária no campo.
Leia Também:  Educação participa de palestras para conscientizar e alertar sobre o assédio sexual no ambiente de trabalho

Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, a redução das práticas preventivas pode elevar a vulnerabilidade sanitária dos rebanhos, além de comprometer a eficiência econômica da atividade pecuária.

Ela ressalta que boas condições de manejo, alimentação adequada e redução do estresse contribuem diretamente para fortalecer o sistema imunológico dos animais e reduzir a incidência de enfermidades.

Preservação do status sanitário depende de ação conjunta

A Agrodefesa também pediu apoio das entidades representativas do agronegócio para ampliar a divulgação das orientações junto aos produtores rurais.

A agência reforça que a preservação do status sanitário conquistado depende da atuação integrada entre pecuaristas, médicos-veterinários, cooperativas, indústria de insumos veterinários, assistência técnica e órgãos de fiscalização.

O reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para a pecuária brasileira no mercado global, fortalecendo as exportações de carne bovina e ampliando o acesso a mercados mais exigentes.

Com isso, o setor produtivo passa a conviver com um cenário de maior responsabilidade sanitária, no qual prevenção, rastreabilidade e vigilância permanente se tornam fatores decisivos para a sustentabilidade da pecuária nacional.

Nota Técnica nº 1/2026-Agrodefesa-Gesan

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA