AGRONEGÓCIO

Estado acelera no agro e lidera crescimento de empregos formais em 2025

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O agronegócio piauiense passa por uma transformação acelerada e já ocupa posição de destaque entre os motores do desenvolvimento regional. O que antes era cenário dominado pela agricultura familiar e pela pecuária tradicional, agora ganha protagonismo na geração de empregos, adoção de novas tecnologias e abertura de mercados.

Segundo o Caged, entre janeiro e maio de 2025, o setor agropecuário foi responsável pela criação de cerca de 3.500 novos empregos formais apenas no Piauí. Ao todo, até novembro, o estado soma mais de 10.900 contratos assinados, resultado do investimento em modernização, irrigação e diversificação de culturas, além da instalação de novas agroindústrias. O crescimento das vagas no campo chegou a quase 55% em relação ao mesmo período do ano passado—a maior alta entre todos os setores da economia estadual.

Esse avanço reflete não só a produtividade do cerrado, mas também a melhoria da infraestrutura logística, como estradas e silos, e o acesso facilitado ao crédito rural. Regiões como Teresina e os municípios do meio-norte atraem os olhares de grandes empresas, cooperativas e investidores em busca de oportunidades para exportação de soja, milho e outras culturas. O clima favorável, os incentivos fiscais e o perfil inovador dos produtores completam um cenário de competitividade crescente.

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No mercado de trabalho, o agro piauiense oferece vagas variadas: operadores de máquinas, técnicos agrícolas, profissionais de logística e processamento, gestores ambientais e representantes comerciais. A demanda por mão-de-obra especializada estimula a expansão de cursos técnicos e parcerias com Senar, Senai e universidades locais, fortalecendo a qualificação profissional dos trabalhadores da região.

Para quem quer ingressar ou se atualizar, investir em formação voltada à agricultura de precisão, manejo sustentável e gestão de propriedades privadas faz toda a diferença. O fortalecimento das cadeias produtivas locais e o crescimento sustentável mostram que o agronegócio do Piauí não só abastece o mercado interno, mas também ganha espaço na exportação e na geração de renda para milhares de famílias.

O campo piauiense se reinventa e prova, com resultados concretos, que tecnologia, organização e políticas públicas acertadas são capazes de transformar a economia e criar oportunidades para todo o estado. O produtor de hoje é parte fundamental dessa engrenagem, abrindo caminhos para um agro mais moderno, competitivo e socialmente sustentável.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Sob articulação do ex-ministro Neri Geller, entidades do agro alertam o MAPA sobre endividamento rural

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O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).
O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A preocupação com o avanço do endividamento no campo esteve no centro de uma reunião entre representantes do setor produtivo e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, articulada pelo ex-ministro da Agricultura Neri Geller. O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A agenda teve como foco a busca por alternativas para enfrentar o cenário financeiro que afeta produtores rurais em diversas regiões do país, especialmente diante dos impactos acumulados por adversidades climáticas, oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

Com ampla experiência no setor e forte interlocução em Brasília, Neri Geller atuou na aproximação entre as entidades e o Governo Federal para que a situação fosse apresentada diretamente ao Ministério da Agricultura.

Durante a reunião, os representantes das entidades destacaram a necessidade de construção de soluções que permitam a recuperação da capacidade financeira dos produtores e garantam condições para a continuidade da atividade agropecuária, considerada um dos principais motores da economia brasileira.

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Os números demonstram a dimensão do desafio. Dados do Derop/Bacen, com base no Sicor, apontam que o saldo de crédito rural problemático alcançou R$ 186,5 bilhões no Brasil em abril de 2026. Em Mato Grosso, o montante chegou a R$ 21,8 bilhões, representando aproximadamente 20,2% do saldo total das operações de crédito rural do estado.

Segundo as entidades, o crescimento desse passivo preocupa não apenas os produtores, mas toda a cadeia econômica ligada ao agronegócio, com reflexos sobre fornecedores, cooperativas, revendas, transportadoras, prestadores de serviços e os municípios cuja arrecadação depende diretamente da atividade agropecuária.

Em documento entregue ao ministro, a Aprosoja MT apresentou contribuições para o debate sobre mecanismos que possam facilitar a reorganização financeira dos produtores mais afetados pela crise, defendendo critérios técnicos e segurança jurídica para eventuais medidas de renegociação.

Para o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, é fundamental que as soluções adotadas alcancem os produtores que enfrentam dificuldades decorrentes de perdas climáticas, produtivas e econômicas registradas nos últimos anos.

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De acordo com Neri Geller, a discussão sobre o endividamento rural precisa ser tratada como uma questão estratégica para a economia nacional.

“Não há como tratar da recuperação da atividade sem falar da retomada da capacidade de pagamento do produtor rural. Quanto mais essa medida for postergada, sem uma solução concreta sobre o endividamento, mais estaremos comprometendo fornecedores, cooperativas, revendas, municípios e toda a economia que gira em torno da produção agropecuária no País”, afirmou.

A expectativa das entidades é que o diálogo com o Ministério da Agricultura contribua para acelerar a construção de alternativas capazes de preservar a atividade produtiva, garantir a continuidade dos investimentos no campo e reduzir os impactos econômicos do atual cenário de endividamento.

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