AGRONEGÓCIO

Exportações de grãos da Ucrânia atingem 11,2 milhões de toneladas na safra 2024/25

Publicado em

As exportações de grãos da Ucrânia na temporada 2024/25, que compreende o período de julho a junho, alcançaram 11,2 milhões de toneladas até 7 de outubro, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura do país nesta segunda-feira. O volume é significativamente superior às 7,2 milhões de toneladas exportadas entre 1º e 9 de outubro do ciclo anterior.

Desse total, 6,5 milhões de toneladas correspondem ao trigo, quase 3 milhões de toneladas ao milho e mais de 1,4 milhão de toneladas à cevada. Para garantir a segurança alimentar interna, o governo ucraniano e associações agrícolas estabeleceram um limite de exportação de trigo para a temporada 2024/25, fixando-o em 16,2 milhões de toneladas.

Até o momento, aproximadamente 40% dessa cota de exportação de trigo já foi utilizada pelos comerciantes. No entanto, não há restrições para a exportação de outras commodities. Só em outubro, já foram exportadas 731 mil toneladas de grãos. No mesmo período do ano anterior, os embarques haviam somado 460 mil toneladas.

Leia Também:  Exportações de carne de frango mantêm ritmo elevado em dezembro
Expectativa de queda na safra de 2024

Segundo o Ministério da Agricultura, a produção total de grãos e oleaginosas da Ucrânia em 2024 deve diminuir para 77 milhões de toneladas, sendo 54 milhões de toneladas correspondentes a grãos. Na temporada anterior, as exportações ucranianas de grãos somaram aproximadamente 51 milhões de toneladas, superando as 49,2 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Comércio Varejista Cresce 0,4% em Outubro de 2024

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA