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Entenda a importância de acompanhar o calendário de chuvas no agronegócio

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As atividades ligadas ao agronegócio, principalmente o setor agrícola, são altamente afetadas pelas mudanças climáticas. Por isso, é essencial que os produtores fiquem atentos ao calendário de chuvas e verifiquem o clima frequentemente, para evitar perdas nas colheitas e conseguir realizar uma organização operacional eficiente no campo.

Realizar um bom planejamento e estar atento ao calendário de chuvas é uma medida estratégica para todos os produtores conseguirem saber o momento adequado de agir e realizar o plantio, a pulverização e a colheita. Para isso, existem diversos mecanismos que podem auxiliar nesse processo, e o calendário de chuvas é um dos mais importantes.

O que é o calendário de chuvas

O calendário de chuvas é uma ferramenta que faz uma previsão da quantidade de chuva que ocorre a cada dia do mês. Ele é desenvolvido através de informações de diversos órgãos internacionais – entre eles, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).

Outro fator que também é levado em conta são as análises das séries históricas de chuvas, que utilizam os dados e registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Agência Nacional de Águas (ANA). As informações são disponibilizadas individualmente para cada município, através da previsão de milímetros por metro quadrado de chuva.

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Acompanhar o calendário de chuvas é essencial para o bom desenvolvimento das plantações e traz inúmeros benefícios para os produtores rurais, como:

  • Melhora a condução da lavoura;
  • Ajuda os produtores a decidir o momento de plantar e colher os alimentos;
  • Auxilia a escolher o momento correto de utilizar os defensivos agrícolas;
  • Emite alertas meteorológicos atualizados;
  • Evita perdas e desperdícios de matérias-primas e insumos agrícolas;
  • Ajuda a tomar decisões mais assertivas e em menor tempo;
  • Aumenta consideravelmente a produção das lavouras.
Como conseguir as informações meteorológicas precisas?

O calendário de chuvas pode ser consultado através do portal do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que possui informações confiáveis, precisas e com embasamento científico. Porém é importante ressaltar que ele é apenas uma previsão embasada por diversos dados, mas que pode sofrer alterações.

Além do site do Inmet, também é possível contar com o auxílio de aplicativos, que também fornecem informações relevantes sobre o clima e as temporadas de chuvas. Entre os apps que se destacam nessa categoria, estão:

Hidroweb Mobile: Aplicativo desenvolvido pela ANA e que reúne dados de mais de 3 mil estações hidrometeorológicas de todo o Brasil. O download do app é gratuito para iOS e Android. O aplicativo ainda possui diversas outras informações relevantes para os produtores.

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SOS Chuva: O aplicativo é desenvolvido pelo CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e também é uma fonte de consulta muito confiável. Através do app, é possível obter informações de diversos radares meteorológicos em tempo real. O app também é gratuito e pode ser baixado para celulares iOS e Android, como o Samsung S21 FE.

Fonte: Conversion + Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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