AGRONEGÓCIO

Chuvas no Rio Grande do Sul causam 13 mortes e deixam 21 pessoas desaparecidas

Publicado em

As fortes chuvas que têm atingido o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (24) já provocaram 13 mortes confirmadas e deixaram 21 pessoas desaparecidas, segundo o mais recente balanço da Defesa Civil estadual divulgado nesta quinta-feira (2). Mais de 44,6 mil pessoas foram afetadas em todo o estado, com centenas de municípios reportando prejuízos relacionados a alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos.

Até o momento, 134 prefeituras relataram danos causados pelo mau tempo, enquanto o número de desalojados, ou seja, pessoas que tiveram que deixar suas casas e buscar abrigo em outros locais, já supera 5,25 mil. A quantidade de pessoas que precisaram recorrer a abrigos públicos ou instituições assistenciais chega a 3,07 mil.

As 13 mortes confirmadas até agora ocorreram em diferentes cidades do estado, incluindo Encantado, Itaara, Pantano Grande, Paverama, Salvador do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, São João do Polêsine e Segredo. A situação continua crítica, e as autoridades esperam mais chuvas nos próximos dias.

Leia Também:  Exportações de Café no Sudeste Asiático: Vietnã Cresce, enquanto Indonésia Supera Expectativas

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, classificou a situação como “cenário de caos” e usou palavras como “guerra” para descrever o que o estado está vivendo. Durante entrevista à imprensa, ele afirmou que a previsão é de chuvas intensas pelo menos até domingo (5), com risco de piora no quadro geral. Leite alertou que o atual desastre pode ser mais grave do que o do ano passado, quando chuvas intensas causaram mais de 50 mortes no estado.

Uma das regiões mais afetadas é o Vale do Taquari, onde existe o risco de transbordamento de rios e inundações. As autoridades recomendaram que moradores de Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado e Lajeado deixem as áreas de risco e busquem abrigos públicos ou locais seguros para se proteger do aumento do nível do Rio Taquari, que está ultrapassando sua cota de inundação.

Os órgãos públicos estão monitorando a situação das barragens, especialmente na região central do estado, para evitar mais tragédias. A previsão de mais chuvas nos próximos dias aumenta a preocupação das autoridades, que trabalham para conter os danos e prestar auxílio às pessoas afetadas. Com informações da Agência Brasil.

Leia Também:  Dólar recua levemente enquanto mercado aguarda novos dados econômicos dos EUA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Published

on

O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

Leia Também:  Mais de 500 ciclistas celebram os 157 anos de Várzea Grande no Pedal da Guarda

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

Leia Também:  Comarca de Várzea Grande está temporariamente sem telefone fixo

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA