AGRONEGÓCIO

Embrapa promove capacitação técnica para viveiristas de videira em Bento Gonçalves

Publicado em

Nos dias 23 e 24 de abril, será realizado o 4º Encontro para Capacitação de Viveiristas de Videira, na sede da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS). Com foco na qualificação técnica de profissionais responsáveis pela produção e comercialização de mudas de videira, o evento é uma oportunidade de atualização e troca de experiências entre agentes da cadeia produtiva da vitivinicultura. As inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas pela plataforma Sympla.

O encontro é voltado a viveiristas, técnicos da assistência e extensão rural, representantes de instituições de pesquisa e demais profissionais do setor, oferecendo uma programação que reúne palestras com pesquisadores da Embrapa e especialistas convidados. Entre os temas abordados estão pragas e doenças que afetam a qualidade das mudas, legislação e fiscalização no comércio de mudas, além da disponibilização de materiais básicos de cultivares de videira aos viveiristas.

Aspectos mercadológicos também estarão em pauta, como tendências de mercado para cultivares destinadas à indústria e percepções do setor sobre a produção e comercialização de mudas.

Leia Também:  Antaq diz que agronegócio foi responsável por 20% da cargas movimentada pelos portos

Um dos destaques da programação é a apresentação do Programa Apassul de Mudas de Qualidade, conduzida por Daniel Grohs, da Embrapa Uva e Vinho, e Elisangela Sordi, da Apassul (Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul). O programa visa assegurar qualidade e rastreabilidade na produção de mudas de videira no Brasil. “Com o programa, os viticultores passam a contar com mudas classificadas com base em inspeções técnicas e análises laboratoriais, e não mais apenas pela palavra do viveirista”, explica Grohs, que lidera ações voltadas à melhoria da qualidade das mudas desde 2013.

Atualmente, participam do programa oito viveiristas do Rio Grande do Sul e três de Santa Catarina. Grohs destaca a importância da iniciativa: “Os participantes do evento poderão conhecer em detalhes o trabalho que vem sendo desenvolvido. Nossa expectativa é que o setor reconheça esse esforço e contribua para a ampliação do programa”.

O encontro será realizado no auditório da Embrapa Uva e Vinho, com promoção conjunta da Apassul e do Consevitis-RS (Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul). O valor da inscrição é de R$ 100,00, incluindo o almoço do dia 23 de abril. Viveiristas associados à Apassul ou licenciados da Embrapa têm direito a 50% de desconto.

Leia Também:  Weber Haus representa o setor de cachaça na APAS SHOW 2024

Inscrições: na plataforma Sympla:

Público geral Associados Apassul ou Licenciados Embrapa

Informações: [email protected] ou telefone (54)3455.8087.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

Published

on

A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

Leia Também:  Brasil quebra recorde histórico de exportações de algodão e consolida liderança global em 2025

No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

Leia Também:  Embarques de soja superam 3,4 milhões de toneladas e ritmo deve acelerar

A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA