AGRONEGÓCIO

Brasil quebra recorde histórico de exportações de algodão e consolida liderança global em 2025

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Exportações recordes impulsionam o agronegócio brasileiro

O Brasil encerrou 2025 com um marco histórico nas exportações de algodão, consolidando sua posição como o maior exportador mundial da fibra. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na última terça-feira (6), o país embarcou 452,5 mil toneladas de algodão em dezembro — o maior volume mensal já registrado — superando o recorde anterior de 415,6 mil toneladas, atingido em janeiro do mesmo ano.

Safra recorde e logística eficiente sustentaram o crescimento

Segundo Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o desempenho excepcional foi resultado de uma safra recorde e de condições logísticas favoráveis.

“Estimamos uma produção de 4,15 milhões de toneladas em 2025. Essa ampla disponibilidade, aliada à eficiência no escoamento, garantiu um ritmo acelerado de embarques no fim do ano”, destacou o especialista.

Com esse desempenho, o Brasil fechou 2025 com mais de 3 milhões de toneladas exportadas, mantendo a liderança global conquistada em 2024 no comércio de algodão.

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Principais destinos: China, Bangladesh e Paquistão

A China permaneceu como o principal destino das exportações brasileiras, seguida por Bangladesh e Paquistão, países com indústrias têxteis de grande importância no cenário mundial.

O fortalecimento das relações comerciais com esses mercados tem sido essencial para manter o ritmo de crescimento das exportações e consolidar o Brasil como referência global no fornecimento de pluma de alta qualidade.

Perspectivas para 2026: leve retração na produção

Apesar do desempenho recorde em 2025, as projeções para 2026 indicam uma leve redução na produção. Conforme explica Bulascoschi, os preços internacionais baixos têm desestimulado o cultivo em algumas regiões produtoras.

“Mesmo com a tendência de menor produção, se a safra mantiver produtividade dentro da normalidade, o Brasil deve continuar ocupando a posição de principal fornecedor global de algodão”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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