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Embarques de milho caem 84 % em junho, mas preço por tonelada quase dobra

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Exportações desaceleram drasticamente

Nos dez primeiros dias úteis de junho, o Brasil enviou 67,1 mil t de milho não moído, apenas 7,8 % do volume de junho de 2024 (850,9 mil t).

A média diária dos embarques despencou para 6,7 mil t, queda de 84,2 % ante as 42,5 mil t/dia de um ano atrás.

Portos dominados pela soja adiam o milho

Segundo o analista Vlamir Brandalizze (Brandalizze Consulting), a soja deverá ocupar a maior parte da capacidade portuária até agosto. “O milho só ganha espaço a partir de setembro, quando os volumes tendem a crescer”, projeta.

Conflito no Irã em foco

O Irã, responsável por quase 40 % das compras de milho brasileiro em 2024, está no centro das atenções do mercado. A escalada de tensões no país pode impactar significativamente a demanda nos próximos meses.

Receita menor, mas preço em alta
  • Faturamento acumulado de junho: US$ 26,8 mi, ante US$ 170,7 mi em todo junho de 2024.
  • Média diária de receita: US$ 2,68 mi, retração de 68,6 % na comparação anual.
  • Preço médio da tonelada: US$ 399,90, alta de 99,4 % frente aos US$ 200,60 de junho passado.
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Expectativa para o segundo semestre

Com a liberação dos terminais após o pico da soja e a perspectiva de maior presença do milho no lineup portuário, analistas esperam recuperação dos embarques a partir de setembro. O andamento do conflito no Irã, porém, seguirá como principal variável de risco para o ritmo das exportações brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inflação nos EUA pressiona mercados globais e Ibovespa recua em manhã de volatilidade nesta quarta-feira (13/05/2026)

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Mercados globais reagem à inflação dos EUA e aumentam aversão ao risco

Os mercados internacionais iniciam o dia sob forte influência do dado de inflação dos Estados Unidos, que veio acima das expectativas e reforçou o cenário de juros elevados por mais tempo. O resultado aumentou a volatilidade e reduziu o apetite por risco entre investidores globais.

Wall Street fecha sem direção única

Em Nova York, o pregão terminou de forma mista:

  • Dow Jones: alta de 0,11%
  • S&P 500: queda de 0,16%
  • Nasdaq: recuo de 0,71%

O desempenho reflete a cautela dos investidores com o impacto da inflação sobre a política monetária do Federal Reserve, especialmente em setores de tecnologia mais sensíveis aos juros.

Europa encerra o dia em queda

As bolsas europeias acompanharam o movimento de aversão ao risco e fecharam majoritariamente no negativo:

  • DAX (Alemanha): -1,54%
  • CAC 40 (França): -0,45%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,04% (praticamente estável)

O continente segue atento ao cenário macroeconômico global e às expectativas sobre juros e crescimento.

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Ásia fecha mista com foco em geopolítica

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem tendência definida, com investidores monitorando o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping:

  • Xangai (China): -0,25%
  • Hong Kong: -0,22%
  • Nikkei (Japão): +0,52%
  • Kospi (Coreia do Sul): -2,29%

A forte queda na Coreia do Sul foi o destaque negativo, enquanto o Japão conseguiu avançar mesmo em ambiente de cautela.

Ibovespa recua na abertura com pressão de Petrobras e bancos

O Ibovespa iniciou o pregão desta quarta-feira (13) em queda, refletindo tanto o cenário externo quanto pressões domésticas em setores estratégicos.

Logo nos primeiros negócios, o índice chegou a recuar cerca de 1%, em um ambiente de maior aversão ao risco.

Destaques do mercado brasileiro:

  • Abertura: queda próxima de -0,98%
  • Pressão em ações de peso no índice
  • Setor financeiro e energia entre os principais impactos negativos

As ações da Petrobras sofrem com a volatilidade do petróleo no mercado internacional, enquanto o setor bancário, com destaque para a Bradesco, reflete preocupações com qualidade de crédito e cenário macroeconômico mais restritivo.

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Cenário doméstico: inflação e commodities no radar

No Brasil, o mercado acompanha:

  • Pressão de inflação global e local
  • Oscilações do petróleo
  • Ajustes de expectativa para juros
  • Fluxo estrangeiro mais cauteloso em mercados emergentes

O dólar também segue no centro das atenções dos investidores, oscilando diante do cenário externo mais tenso e da busca global por proteção.

Resumo do dia

O ambiente global desta quarta-feira é marcado por cautela. A inflação americana acima do esperado reacende preocupações sobre juros elevados, pressionando bolsas na Europa e gerando volatilidade na Ásia e no Brasil.

O Ibovespa acompanha o movimento externo e inicia o dia em queda, com atenção especial aos setores de energia e bancos, enquanto investidores aguardam novos sinais da política monetária dos EUA e evolução das tensões geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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