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Emater-MG Inaugura Usina Solar no Vale do Jequitinhonha para Reduzir Custos e Promover Sustentabilidade

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A Emater-MG inaugurou uma usina fotovoltaica no município de Ponto dos Volantes, na região do Vale do Jequitinhonha, como parte de sua estratégia para investir em energia limpa e reduzir custos operacionais. A microusina, com capacidade de gerar 12 mil kWh por mês, foi instalada em uma área pertencente à própria empresa, onde anteriormente funcionava o Centro Ambiental Verde Minas. A energia gerada é conectada à rede da Cemig e compensa o consumo de eletricidade da sede da Emater-MG em Belo Horizonte.

Iniciada em outubro de 2022, a construção da usina solar custou cerca de R$ 440 mil e conta com 192 módulos fotovoltaicos, cada um com 25 anos de garantia de produção. “A região tem excelente potencial para geração solar, o que torna o investimento altamente vantajoso, garantindo produção eficiente ao longo de todo o ano”, afirma Ricardo de Almeida Santos, gerente da Unidade Regional da Emater-MG em Almenara.

Investimento e Retorno

Segundo Otávio Maia, diretor-presidente da Emater-MG, o retorno financeiro desse investimento é estimado em aproximadamente três anos. Além do benefício econômico, Maia destaca que a usina integra a política ESG (Ambiental, Social e Governança) da empresa, contribuindo para a sustentabilidade. “Ao investir em energia limpa, estamos também promovendo uma iniciativa ambientalmente responsável”, afirma o diretor.

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Expansão e Incentivo à Energia Solar

O sucesso da usina em Ponto dos Volantes incentivou a Emater-MG a planejar a implantação de novas usinas fotovoltaicas em outras regiões, com o objetivo de atingir 100% de autossuficiência energética. Paralelamente, a empresa também está desenvolvendo um projeto para fomentar o uso de energia solar em pequenas propriedades rurais, criando um cadastro público de empresas e profissionais capacitados para a instalação de sistemas de micro e minigeração solar.

Essa iniciativa faz parte do projeto “Sol de Minas”, do Governo do Estado, que visa diversificar a matriz energética de Minas Gerais. Coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, o programa estimula a adoção de sistemas solares em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais, além de atrair empresas do setor.

Minas Gerais como Polo de Energia Solar

Minas Gerais responde por cerca de um quinto de toda a energia solar gerada no Brasil, com uma capacidade instalada de 8 GW, segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de 2024. A produção é dividida entre grandes usinas solares e a geração distribuída, que inclui pequenos geradores locais. Fatores como a disponibilidade de terras e o alto índice de irradiação solar, especialmente no Norte de Minas, favorecem o crescimento do setor. Além disso, a isenção do ICMS para usinas de até 5 MW na geração distribuída reforça o desenvolvimento dessa modalidade no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cevada australiana pode reduzir espaço do milho brasileiro no mercado chinês

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A disputa pelo mercado chinês de grãos para alimentação animal pode ganhar um novo capítulo nos próximos anos. Enquanto as atenções do mercado global seguem voltadas para as safras de milho do Brasil, dos Estados Unidos e da própria China, a retomada da cevada australiana no país asiático surge como um fator capaz de alterar o equilíbrio das importações e influenciar a demanda pelo cereal brasileiro.

A avaliação é de Jardel Oliveira de Paula, gerente comercial do setor, que destaca a normalização das relações comerciais entre Austrália e China como um movimento estratégico para o mercado global de grãos. Com a retirada de barreiras comerciais e a retomada dos embarques, a cevada australiana voltou a ganhar relevância na composição das rações utilizadas pela indústria pecuária chinesa.

Competição direta nas formulações de ração

A principal preocupação para o mercado do milho está na capacidade da cevada de substituir parte do cereal nas formulações de ração animal. A decisão dos fabricantes depende, sobretudo, da relação entre preços, disponibilidade e qualidade dos produtos oferecidos ao mercado.

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Quando a cevada apresenta maior competitividade econômica, sua participação nas dietas animais tende a crescer rapidamente. Por outro lado, em cenários de preços mais elevados ou de menor disponibilidade do grão australiano, o milho volta a ganhar espaço como alternativa mais atrativa para a indústria de nutrição animal.

Esse comportamento torna a disputa entre os dois produtos um dos fatores mais relevantes para a definição da demanda chinesa nos próximos ciclos agrícolas.

China pode reduzir necessidade de importação de milho

A grande questão observada pelo mercado é até que ponto o aumento das compras de cevada australiana poderá reduzir a necessidade de importação de milho pela China.

Embora parte da demanda potencial pelo cereal possa ser substituída, especialistas destacam que o cenário não é automático. Problemas climáticos que afetam a produção agrícola chinesa e limitações na oferta global de cevada de qualidade premium podem manter a necessidade de aquisição dos dois grãos simultaneamente.

Nesse contexto, a China poderá continuar ampliando suas importações totais de matérias-primas para ração, distribuindo a demanda entre milho e cevada de acordo com as condições de mercado.

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Safra 2026/27 exigirá atenção dos exportadores

Para a temporada 2026/27, produtores, tradings e exportadores deverão monitorar não apenas os volumes totais importados pela China, mas também a participação de cada grão nas formulações de ração, nos contratos comerciais e nas estratégias de abastecimento adotadas pelo país.

O comportamento do mercado chinês será determinante para a formação dos fluxos globais de comércio e poderá influenciar diretamente as oportunidades de exportação do milho brasileiro.

Diante desse cenário, acompanhar a evolução da competitividade entre milho e cevada será fundamental para identificar tendências e antecipar movimentos que poderão impactar os preços e a demanda internacional nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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