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Plano Safra 2026/2027 mantém juros elevados e preocupa produtores com acesso ao crédito, avalia Federarroz

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O anúncio do Plano Safra 2026/2027 trouxe um aumento no volume total de recursos destinados à agricultura empresarial, mas ainda deixou preocupações importantes para os produtores rurais. Na avaliação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), o crescimento do crédito disponível não foi acompanhado por condições mais favoráveis de financiamento, especialmente diante da manutenção de juros elevados e da redução dos recursos voltados ao custeio da produção.

O governo federal ampliou em R$ 9 bilhões os recursos destinados ao setor, elevando o montante de R$ 516,2 bilhões para R$ 525,1 bilhões. Desse total, R$ 384,9 bilhões serão direcionados ao custeio e à comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões serão destinados aos investimentos.

Apesar do crescimento no volume geral de crédito, a composição dos recursos mudou. Em comparação com o ciclo anterior, os valores destinados ao custeio e à comercialização sofreram redução de R$ 29,8 bilhões, enquanto os recursos para investimentos aumentaram R$ 38,7 bilhões.

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Juros continuam acima da expectativa do setor

Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o Plano Safra ficou aquém das expectativas dos produtores de arroz.

Segundo ele, o setor defendia taxas de juros inferiores a dois dígitos para a agricultura empresarial, mas as linhas de financiamento foram anunciadas com juros de 12,5% ao ano, percentual considerado elevado diante dos custos atuais de produção.

Na avaliação da entidade, o cenário pode comprometer a capacidade de investimento dos produtores e aumentar a dificuldade de acesso ao crédito em um momento de margens apertadas e custos elevados no campo.

Seguro rural e oferta de crédito ainda geram incertezas

Outro ponto destacado pela Federarroz é a necessidade de esclarecimentos sobre a operacionalização dos recursos e sobre o funcionamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado fundamental para reduzir os riscos da atividade agrícola.

A entidade também demonstra preocupação com a capacidade das instituições financeiras de captar recursos suficientes para atender toda a demanda por financiamento durante a próxima safra, especialmente em um ambiente de juros elevados e restrições no mercado de crédito.

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Endividamento pode impedir acesso ao Plano Safra

A situação financeira de muitos produtores também permanece como um dos principais desafios para a efetividade do novo Plano Safra.

De acordo com Denis Dias Nunes, a definição das medidas relacionadas ao Projeto de Lei nº 5.122, que trata do endividamento do setor, será decisiva para que parte dos arrozeiros consiga contratar financiamentos na safra 2026/2027.

Sem uma solução para a renegociação das dívidas, muitos produtores poderão ficar impedidos de acessar as linhas oficiais de crédito rural, reduzindo o alcance prático dos recursos anunciados pelo governo.

Para a Federarroz, o aumento do orçamento representa um avanço, mas somente terá impacto efetivo caso venha acompanhado de juros mais competitivos, maior disponibilidade de recursos para custeio e mecanismos que permitam aos produtores endividados voltar a ter acesso ao crédito rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil

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A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.

Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.

Genética desenvolvida para condições tropicais

De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.

O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.

Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.

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Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.

Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne

O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.

A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.

Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional

O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.

Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.

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Sustentabilidade e eficiência caminham juntas

A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.

Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.

Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.

Leilão disponibilizará reprodutores selecionados

Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.

O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.

Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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