AGRONEGÓCIO

Elanco obtém aprovação inédita do MAPA para aditivo que reduz emissão de metano na pecuária

Publicado em

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) aprovou a indicação do Zimprova™, aditivo melhorador de desempenho para bovinos da Elanco Saúde Animal, como solução para reduzir a emissão de gás metano (CH₄) em rebanhos de corte. O produto é pioneiro no Brasil a receber formalmente essa dupla indicação — melhora no desempenho animal e mitigação da emissão de metano — destacando-se como um avanço significativo na pecuária sustentável.

A narasina, princípio ativo do Zimprova™, demonstrou eficácia tanto na melhoria da produtividade quanto na redução da formação de metano no rúmen dos animais. Estudo conduzido pela Elanco, em parceria com a Esalq/USP, comprovou que a suplementação com narasina aliada a um pasto de qualidade pode aumentar em até 1,1 arroba por animal/ano a produção de carne. Além disso, nova pesquisa científica da empresa confirmou que o uso da substância reduz a emissão de metano, tornando o Zimprova™ o único aditivo do mercado nacional a aliar essas duas funções, com indicação formal reconhecida pelo MAPA.

Sustentabilidade e competitividade na pecuária brasileira

O reconhecimento do novo claim do Zimprova™ reforça seu papel estratégico na pecuária sustentável. Segundo estudos, enquanto o dióxido de carbono (CO₂) pode permanecer na atmosfera por mais de mil anos, o metano tem um ciclo de vida mais curto, de aproximadamente uma década. Dessa forma, reduzir as emissões desse gás em 20% a 30% pode contribuir significativamente para a desaceleração do aquecimento global.

Leia Também:  Importações de arroz superam exportações em maio, aponta Cepea

“A sustentabilidade na pecuária abre novas oportunidades de mercado para os produtores brasileiros. Com o crescente interesse global por alimentos produzidos com responsabilidade ambiental, o Zimprova™ oferece uma vantagem competitiva, agregando valor à carne nacional e ampliando possibilidades de exportação”, afirma Renata Fernandes, zootecnista e líder de Sustentabilidade da Elanco Brasil.

Murilo Chuba, gerente técnico da Elanco, destaca os impactos positivos do aditivo. “O Zimprova™ altera o padrão de fermentação ruminal, favorecendo microrganismos mais eficientes e melhorando a digestibilidade dos nutrientes. Esse processo resulta em menor produção de metano, maior ganho de peso e melhor aproveitamento da alimentação”, explica.

A importância da pecuária sustentável no cenário global

Relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) aponta que carne, leite e ovos são fontes essenciais de nutrientes e desempenham papel fundamental no combate à desnutrição. Dessa forma, a pecuária sustentável não apenas reduz impactos ambientais, mas também contribui para a segurança alimentar global.

“Na Elanco, acreditamos que é possível produzir alimentos de forma responsável, minimizando impactos ambientais e garantindo o bem-estar animal. O Zimprova™ é um exemplo claro desse compromisso”, reforça Renata Fernandes.

Leia Também:  Alimentar o mundo com sustentabilidade depende do Brasil, afirma executivo
Zimprova™: inovação e resultados comprovados

Lançado no Brasil em 2015, o Zimprova™ é um aditivo voltado exclusivamente para o mercado nacional, com foco na melhoria da taxa de ganho de peso, da eficiência alimentar e da redução da emissão de metano. Em 2024, cerca de 4 milhões de bovinos de corte foram tratados com o produto no país.

A eficácia da narasina foi evidenciada em estudo publicado no Journal of Animal Science (JAS), principal veículo científico da indústria de saúde animal. A pesquisa demonstrou que, ao longo de 140 dias, animais suplementados com narasina tiveram um ganho de peso diário 117 gramas superior ao grupo controle. “A substância melhora o processo fermentativo, permitindo melhor aproveitamento dos nutrientes do pasto e da suplementação, refletindo diretamente na produtividade e na rentabilidade do pecuarista”, conclui Murilo Chuba.

Com a aprovação inédita do MAPA, o Zimprova™ se consolida como uma solução inovadora para o setor pecuário, alinhando produção eficiente e responsabilidade ambiental, e posicionando o Brasil na vanguarda da pecuária sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Importações de arroz superam exportações em maio, aponta Cepea

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Fávaro defende soberania do Brasil diante de imposições da União Europeia

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA