AGRONEGÓCIO

Alimentar o mundo com sustentabilidade depende do Brasil, afirma executivo

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O Brasil tem feito novos investimentos para garantir a produção de alimentos com qualidade e eficiência, respeitando e preservando o meio ambiente, afirmam executivos da Pon Holding e da URUS, em visita à matriz da Alta Brasil, em Uberaba (MG). Eles destacam que a filial brasileira é referência para as demais companhias do grupo. A comitiva teve a participação do CEO da Pon Holding, Janus Smallbraak, do membro do Conselho Fiscal, Wout Dekker, além do CEO da URUS, Paul Hunt. “Todos nós falamos sobre sustentabilidade e sobre o futuro, mas, alimentar nove bilhões de pessoas no mundo, depende hoje e dependerá ainda mais do Brasil”, apontou Dekker.

Os executivos estiveram na Alta na semana passada para ver de perto as operações da URUS, holding líder global em genética de inseminação artificial de bovinos e serviços relacionados, da qual a Alta faz parte. “A Alta deve e, após conversar com várias pessoas aqui, sei que eles têm a capacidade de contribuir de forma sustentável”, diz Wout Dekker, referindo-se ao potencial produtivo do País.

No quesito sustentabilidade, os executivos destacaram exemplos que mostram que a Alta e os pecuaristas brasileiros estão na vanguarda. “É sempre fantástico estar no coração do mundo bovino. O Brasil é o lugar mais forte, onde temos a nossa melhor e maior empresa da organização, que é a Alta Brasil, com uma estrutura fantástica, que continua crescendo de forma escalonada, com mais touros em produção, e fazendo investimentos para nos tornar ainda mais eficientes”, analisa o CEO da URUS, Paul Hunt.

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Smallbraak, reforçou o protagonismo da filial brasileira entre as companhias do grupo. “A Alta é uma empresa de alta qualidade dentro do Grupo URUS, renovando todos os dias os seus negócios e nós podemos aprender com isso”, avalia.

De acordo com o diretor da Alta Brasil, Heverardo Carvalho, os elogios dos executivos ao trabalho que vem sendo feito e à pecuária nacional comprovam a força da empresa no Brasil. “Nós mostramos o mercado brasileiro de inseminação artificial, o mercado da Alta e apresentamos as principais raças, produtos e lançamentos que fizemos e que faremos aqui no Brasil, e eles ficaram extremamente satisfeitos”, comenta.

Grupo conheceu sede da ABCZ, no Parque Fernando Costa

Durante tour pela sede da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), os executivos visitaram o estande da Alta, situado dentro do Parque Fernando Costa, acompanhados do diretor da Alta Brasil, Heverardo Carvalho, e ainda conheceram o Museu do Zebu.

“Foi um prazer recebê-los. Mostramos a história da ABCZ e falamos sobre o aumento da produção pecuária no Brasil, que é feito pelos pecuaristas, associados e empresas parceiras, que levam o melhoramento genético feito pelos nossos associados; eles que, de fato, através da inseminação artificial, levam para o produtor de carne e leite”, comenta o presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid.

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Sustentabilidade lado a lado com bem-estar animal

Como sustentabilidade foi pauta central do encontro dos executivos, o tema bem-estar animal não poderia ficar de fora, é o que garante Heverardo de Carvalho. “Nesse ano, a Alta recebeu o selo de certificação de bem-estar animal, o que reforça o compromisso da empresa em trazer soluções inteligentes e inovadoras para gerar frutos cada vez melhores, com consciência, cuidado, sustentabilidade e responsabilidade, priorizando e planejando o futuro da pecuária brasileira com muito respeito aos animais”, explica.

A Central da Alta em Uberaba (MG) foi construída em formato circular e, atualmente, conta com mais de 500 piquetes, com 1.2 mil metros quadrados cada, com baias e ambiente adaptado para os reprodutores. O formato das instalações foi pensado para que nenhum animal precise se deslocar mais de 200 metros para realizar a coleta. Além disso, cada touro recebe uma dieta balanceada, feita sob medida.

Sobre a Pon Holding e a URUS

A Pon Holding é composta por um grupo holandês, presente em 36 países e de crescimento constante. A filial do Brasil é responsável pelo segundo maior faturamento mundial da Alta – são mais de 90 países que possuem a presença da multinacional. Já a URUS é holding líder global em genética de inseminação artificial de bovinos e serviços relacionados, detentora da Alta.

Fonte: Alta

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea

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O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.

Oferta limitada impulsiona preços no campo

A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.

Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.

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Custos seguem pressionando a atividade

Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.

Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.

Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração

A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.

Em março:

  • O leite UHT registrou alta de 18,3%
  • A muçarela subiu 6,1%

Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.

Importações avançam e limitam altas

Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).

Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.

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Perspectivas: alta perde força a partir de maio

A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
  • Manutenção de importações em níveis elevados
  • Possível reação gradual da produção

Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.

Impacto para o agronegócio

O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.

Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.

Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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