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Dólar sobe frente ao real em meio a recuperação dos rendimentos de títulos nos EUA

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O dólar subia frente ao real nesta segunda-feira, uma vez que a moeda norte-americana se recuperava no exterior de uma série de perdas semanais em meio à alta dos rendimentos dos Treasuries, enquanto investidores aguardavam dados econômicos de Brasil e Estados Unidos agendados para os próximos dias.

Às 10:15 (horário de Brasília), o dólar à vista avançava 0,31%, a 4,8965 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,28%, a 4,9085 reais.

Essa alta estava em linha com o avanço de 0,25% do índice que acompanha o dólar frente a uma cesta de seis rivais fortes.

Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura, disse que a alta “disseminada” do dólar reflete “sinais de exaustão do rali de queda nos juros” norte-americanos. Nesta manhã, o rendimento do título de dez anos do governo dos EUA subia a 4,2529%, ante 4,224% no pregão anterior.

O índice do dólar caiu por três semanas seguidas, em linha com uma queda nas taxas norte-americanas, uma vez que vêm crescendo as apostas de que o Federal Reserve teria encerrado seu ciclo de aperto monetário, podendo começar a cortar os juros no primeiro semestre do ano que vem.

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Buscando balizar essas expectativas, investidores voltarão suas atenções para um importante relatório de emprego norte-americano agendado para sexta-feira. Dados fracos tendem a reforçar apostas num Fed mais brando, mas surpresas para cima provavelmente reverteriam o recente otimismo do mercado global, podendo elevar a demanda pela segurança do dólar.

“A questão agora é se a queda das taxas e do dólar foram excessivas. Informações cruciais sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos nesta semana devem ajudar tanto os mercados quanto o Federal Reserve a responder a essa pergunta”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercado da Ebury.

Colaborava para a alta da divisa norte-americana frente ao real nesta sessão a queda nos preços de commodities importantes, como petróleo e minério de ferro.

Enquanto isso, no Brasil, investidores aguardam dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que serão publicados na terça-feira.

O dólar à vista fechou a última sessão, na sexta-feira, cotado a 4,8813 reais na venda, em baixa de 0,69%.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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