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Dólar Se Valoriza com Pressões de Commodities e Recuperação do Iene

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Nesta quarta-feira, o dólar ampliava sua alta frente ao real, superando a marca de 5,60 reais, impulsionado por quedas nas commodities e a recuperação do iene, que afeta o apetite por moedas de mercados emergentes.

Às 9h48, o dólar à vista registrava uma alta de 0,89%, cotado a 5,6374 reais. Na B3, o contrato de dólar futuro com primeiro vencimento subia 0,82%, alcançando 5,6375 reais.

Na terça-feira, a moeda americana havia encerrado o dia cotada a 5,5875 reais, marcando uma elevação de 0,34%.

Nesta semana, duas principais forças têm pressionado as moedas emergentes: a valorização do iene frente ao dólar e o enfraquecimento das perspectivas econômicas da China, que afeta a demanda global por commodities.

O iene tem se valorizado frente ao dólar, impulsionado por especulações sobre uma possível intervenção cambial e uma possível elevação das taxas de juros pelo Banco do Japão na próxima semana. A valorização do iene e a expectativa de redução no diferencial de juros entre Japão e Estados Unidos têm levado investidores a reverterem operações de “carry trade”, onde ativos são adquiridos em países com juros baixos e vendidos em mercados com juros mais altos. Isso resulta em uma fuga de capitais dos mercados emergentes para o Japão.

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O dólar apresentava uma queda de 1,03% em relação ao iene, cotado a 153,97.

Além disso, a fraqueza dos preços das commodities tem impactado negativamente as economias emergentes. A desaceleração econômica na China, um grande importador de matérias-primas, tem pressionado os preços. O petróleo continua próximo das mínimas de seis semanas, e os contratos futuros de minério de ferro atingiram seu menor valor em mais de três meses.

Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, comentou: “Observamos uma queda nos preços internacionais de commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, que são fundamentais para as exportações brasileiras. Essa redução nos preços prejudica o desempenho do real.”

O dólar também se fortalecia frente ao peso mexicano, com uma alta de 1,1%, e avançava 0,6% contra o peso chileno.

Adicionalmente, o apetite por risco em outros ativos está diminuindo, com investidores reagindo a balanços corporativos decepcionantes nos Estados Unidos. Mattos observou: “O início da temporada de balanços nos Estados Unidos não tem sido positivo, o que diminui o otimismo dos investidores.”

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No cenário nacional, a atenção se volta para o Banco Central, com a palestra do presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, às 10h, no evento Blockchain Rio 2024, no Rio de Janeiro. O mercado também acompanha a trajetória das contas públicas brasileiras, após o anúncio do governo de um corte de 15 bilhões de reais no Orçamento deste ano para atender às exigências do novo arcabouço fiscal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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