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Dólar recua frente ao real com expectativa por decisões de política monetária

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Às 10h (de Brasília), o dólar à vista caía 0,22%, a 5,0202 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,18%, a 5,0245 reais na venda.

O Federal Reserve divulgará sua decisão às 15h (horário de Brasília), com expectativa de manutenção da taxa de juros. Junto com o comunicado de política monetária, o Fed divulgará seu chamado “gráfico de pontos”, que reúne projeções das autoridades para variáveis como inflação, crescimento, e, mais importante para os mercados neste momento, os juros básicos.

Já o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informa sua decisão no fim do dia, com os mercados fechados, e deve voltar a cortar a taxa Selic em meio ponto percentual, a 10,75%. Economistas estão atentos a possíveis mudanças na orientação da autarquia de manutenção do ritmo de cortes nas “próximas reuniões”, de acordo com pesquisa da Reuters.

Como os prováveis resultados das reuniões já foram amplamente precificados pelo mercado, o foco está principalmente sobre as indicações dos bancos centrais sobre seus próximos passos, que podem vir tanto nos comunicados desta quarta quando nas atas de seus respectivos encontros, que serão publicadas posteriormente.

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“Uma das coisas mais importantes desses momentos é ficar atento à ata, pois ambos os dirigentes dos bancos centrais têm a missão de ancorar o mercado, dando sinais de quais serão os próximos movimentos”, disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

“Caso as taxas venham dentro da expectativa, esses sinais (das atas) podem movimentar mais o mercado do que as próprias mudanças em si. O mercado tende a observar nos Estados Unidos quando será de fato o movimento de virada, onde acontecerá a tão esperada queda de juros, e a dúvida que paira por aqui é até onde a nossa taxa de juros pode cair.”

Quanto maior o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, mais interessante fica o real para uso em estratégias de “carry trade”. Nelas, toma-se empréstimos em país de juros baixos e se aplica esse dinheiro em mercados mais rentáveis, de forma que se lucra com a diferença de taxas.

Um cenário em que o Fed se mostre mais cauteloso com a inflação tende a reduzir esse diferencial de juros, o que explica a valorização generalizada da moeda norte-americana nas últimas semanas, já que dados recentes mostraram que as pressões de preços nos EUA seguem persistentes.

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Na véspera, a divisa norte-americana à vista subiu 0,12%, a 5,0314 reais na venda, segundo pregão seguido que encerra acima da marca psicologicamente importante de 5 reais.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro brasileiro sofre mais de 39 mil ataques cibernéticos em 2025 e alerta cresce com avanço da conectividade no campo

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Agro 4.0 impulsiona produtividade, mas amplia superfície de ataque digital

O avanço da tecnologia no campo tem transformado a produção agrícola brasileira. Sensores inteligentes, máquinas autônomas, drones, sistemas de irrigação conectados e plataformas de rastreabilidade já fazem parte da rotina de fazendas, cooperativas e operações logísticas em todo o país.

Esse movimento elevou a produtividade e a eficiência do agronegócio, mas também ampliou significativamente a exposição do setor a ameaças cibernéticas.

Brasil registra mais de 39 mil ataques cibernéticos ao agro em 2025

De acordo com levantamento da ISH Tecnologia, o agronegócio brasileiro registrou mais de 39 mil ataques cibernéticos em 2025. O volume representa uma média superior a 3,2 mil tentativas de invasão por mês.

Os dados reforçam a entrada definitiva do setor no radar de grupos especializados em ransomware, sequestro de dados e extorsão digital.

Em escala global, o cenário também preocupa. O setor de alimentos e agricultura contabilizou 265 ataques de ransomware no mesmo período, segundo relatório da Food & Ag-ISAC, entidade internacional de monitoramento de ameaças cibernéticas no agro.

Conectividade no campo aumenta riscos operacionais

A expansão da conectividade no agronegócio é um dos principais fatores por trás do aumento da vulnerabilidade digital.

Hoje, operações agrícolas integram tecnologias operacionais (OT), dispositivos de Internet das Coisas (IoT), plataformas em nuvem e sistemas corporativos. Essa interligação, embora traga ganhos de eficiência, também amplia os pontos de acesso para ataques.

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Quando comprometidos, esses sistemas podem impactar diretamente a produção, a logística, o armazenamento e até o abastecimento de alimentos.

Segurança digital passa a ser questão de continuidade operacional

No Brasil, o agronegócio responde por cerca de 25% do PIB e encerrou 2025 com recorde de US$ 169,2 bilhões em exportações, o que aumenta a relevância estratégica da proteção digital no setor.

Segundo especialistas, o risco cibernético deixou de ser apenas uma questão de proteção de dados e passou a afetar diretamente a continuidade operacional das empresas.

Para Rafaela Silva, Business Development Manager na Genetec, a segurança física e digital agora são indissociáveis dentro do ambiente produtivo.

“A transformação digital do agro ampliou significativamente a capacidade de monitoramento e eficiência das operações, mas também aumentou a exposição a riscos cibernéticos. Hoje, uma falha de segurança pode impactar desde sistemas de irrigação até cadeias logísticas e centros de distribuição”, afirma.

Ataques estão mais sofisticados e focados em operações críticas

O nível de complexidade das ameaças também aumentou. Em muitos casos, invasores atuam de forma silenciosa, mapeando acessos remotos, dispositivos conectados e vulnerabilidades por semanas antes de executar ataques.

As ações podem resultar em extorsão, paralisação de sistemas operacionais e roubo de informações estratégicas.

Integração entre segurança física e cibersegurança ganha força no agro

A convergência entre ambientes físicos e digitais tem exigido uma nova abordagem de proteção no campo. Câmeras inteligentes, controle de acesso, monitoramento remoto e análise de dados em tempo real já fazem parte da infraestrutura de grandes fazendas, cooperativas e centros logísticos.

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Segundo especialistas, a resposta mais eficiente passa por uma estratégia integrada de segurança.

“O agro opera em um ambiente distribuído, com múltiplos acessos remotos, parceiros e dispositivos conectados. Isso exige uma estratégia integrada, em que segurança física e cibersegurança em camadas atuem juntas para proteger operações críticas e garantir resiliência”, destaca Rafaela.

Desigualdade tecnológica ainda é desafio para o setor

Outro ponto de atenção é a diferença no nível de maturidade digital entre os elos do agronegócio. Enquanto grandes grupos aceleram investimentos em automação e conectividade, muitas operações ainda lidam com sistemas desatualizados, baixa segmentação de redes e pouca visibilidade sobre vulnerabilidades.

Essa assimetria amplia os riscos e cria pontos de entrada para ataques em toda a cadeia produtiva.

Cibersegurança se consolida como pilar do Agro 4.0

Com a expansão do Agro 4.0, especialistas avaliam que a segurança digital tende a se tornar um dos pilares centrais da continuidade operacional do setor.

À medida que automação, monitoramento remoto e integração tecnológica avançam, cresce também a necessidade de estratégias robustas de proteção para garantir resiliência, estabilidade e segurança nas operações agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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