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Dólar Avança e Ultrapassa R$ 5,71 em Meio a Monitoramento Internacional

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O dólar iniciou esta terça-feira (22) em alta, superando a marca de R$ 5,71, em meio a um cenário de monitoramento por parte das autoridades econômicas brasileiras em eventos internacionais e de divulgação de importantes dados econômicos. Na véspera, a moeda norte-americana havia registrado uma queda de 0,14%, sendo cotada a R$ 5,6903. O principal índice de ações da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, encerrou o dia anterior com leve recuo de 0,11%, aos 130.362 pontos.

Os investidores estão atentos à agenda do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participa de compromissos em Washington, nos Estados Unidos. Em sua mais recente declaração, Campos Neto reafirmou o compromisso da instituição com o controle da inflação, destacando que a redução das taxas de juros dependerá de um “choque fiscal” positivo na economia brasileira.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também está em Washington para cumprir compromissos oficiais. Enquanto isso, o mercado segue acompanhando de perto os desdobramentos da eleição presidencial nos Estados Unidos, com destaque para as apostas na vitória do ex-presidente Donald Trump. Suas propostas de aumento de tarifas e possíveis guerras comerciais podem trazer consequências negativas para a economia americana, influenciando os preços de títulos públicos.

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No cenário doméstico, as contas públicas permanecem em foco, com a divulgação dos resultados da arrecadação federal de setembro.

Cotação do Dólar Às 9h45, o dólar apresentava alta de 0,32%, sendo negociado a R$ 5,7086. Durante a manhã, a cotação máxima atingiu R$ 5,7126. No dia anterior, a moeda havia recuado 0,14%, cotada a R$ 5,6903. No acumulado, o dólar apresenta uma queda de 0,14% na semana, alta de 4,47% no mês e um ganho expressivo de 17,27% no ano.

Ibovespa O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou suas operações somente às 10h. Na segunda-feira (21), o índice fechou em queda de 0,11%, totalizando 130.362 pontos. No acumulado, o Ibovespa registra uma queda de 0,11% na semana, perdas de 1,10% no mês e recuo de 2,85% no ano.

Fatores que Movimentam o Mercado Na segunda-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou de um evento da Investment Association, em São Paulo, onde reforçou a importância da adoção de metas fiscais para que o governo possa reduzir as taxas de juros de forma sustentável. Ele também destacou a necessidade de transparência nas contas públicas, afirmando que uma percepção de choque fiscal poderia melhorar a confiança do mercado.

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As declarações de Campos Neto ocorrem a apenas duas semanas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), aumentando as pressões sobre o governo para resolver questões relacionadas às contas públicas. Atualmente, a taxa de juros está em 10,75%, após um novo ciclo de altas iniciado na última reunião do Copom em setembro. O mercado prevê novas elevações, à medida que o crescimento econômico acima do esperado no Brasil gera pressões inflacionárias, especialmente do lado da demanda.

No cenário internacional, os investidores acompanham atentamente a corrida presidencial nos Estados Unidos, bem como o desenvolvimento do conflito no Oriente Médio. Além disso, a semana reserva a divulgação de novos dados sobre a atividade econômica americana e os balanços corporativos de gigantes da tecnologia.

Outro evento de destaque é o encontro semestral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que reúne líderes políticos e econômicos de todo o mundo para discutir temas globais. Esse evento também está no radar dos investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso bate recorde no esmagamento de soja em maio e exportações de derivados avançam 41,8%

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O estado de Mato Grosso registrou um novo recorde no esmagamento de soja em maio de 2026, consolidando o avanço da agroindústria no principal polo produtor do país. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na segunda-feira (15).

O volume processado chegou a 1,28 milhão de toneladas, alta de 6,98% em relação a abril e crescimento de 3,22% na comparação com maio de 2025.

O desempenho reforça o fortalecimento da cadeia da soja no estado, especialmente em um cenário de maior demanda por derivados e expansão da indústria de biodiesel.

Demanda por óleo de soja e biodiesel sustenta recorde de processamento

Segundo o Imea, o avanço no esmagamento foi impulsionado pela maior utilização da capacidade instalada das indústrias, além do aumento da demanda externa por óleo de soja e do crescimento do setor de biodiesel.

Esses fatores contribuíram para manter o ritmo elevado de processamento da oleaginosa, consolidando maio como o mês de maior volume já registrado no estado.

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Exportações de derivados de soja sobem 41,8%

O aumento na produção também refletiu diretamente nas exportações. Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas de derivados de soja em maio, volume 41,80% superior ao registrado em abril.

O desempenho foi puxado principalmente pelo óleo de soja, que segue com forte demanda no mercado internacional e no setor energético, especialmente na produção de biodiesel.

Rentabilidade da indústria sofre pressão com custos e preços

Apesar do cenário positivo em volume e exportações, o setor industrial enfrentou pressão sobre as margens de esmagamento ao longo do mês.

De acordo com o Imea, a valorização de 1,18% da soja em grão, somada à queda nos preços dos coprodutos, reduziu a rentabilidade das indústrias processadoras.

Como resultado, a margem bruta de esmagamento recuou 7,82% na comparação mensal, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Setor segue forte, mas com atenção à rentabilidade

O recorde no processamento reforça a importância de Mato Grosso na agroindústria da soja, enquanto o crescimento das exportações de derivados evidencia a competitividade do estado no mercado internacional.

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Por outro lado, a queda na margem industrial indica um cenário de maior pressão de custos, que deve seguir no radar do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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