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Mato Grosso bate recorde no esmagamento de soja em maio e exportações de derivados avançam 41,8%

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O estado de Mato Grosso registrou um novo recorde no esmagamento de soja em maio de 2026, consolidando o avanço da agroindústria no principal polo produtor do país. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na segunda-feira (15).

O volume processado chegou a 1,28 milhão de toneladas, alta de 6,98% em relação a abril e crescimento de 3,22% na comparação com maio de 2025.

O desempenho reforça o fortalecimento da cadeia da soja no estado, especialmente em um cenário de maior demanda por derivados e expansão da indústria de biodiesel.

Demanda por óleo de soja e biodiesel sustenta recorde de processamento

Segundo o Imea, o avanço no esmagamento foi impulsionado pela maior utilização da capacidade instalada das indústrias, além do aumento da demanda externa por óleo de soja e do crescimento do setor de biodiesel.

Esses fatores contribuíram para manter o ritmo elevado de processamento da oleaginosa, consolidando maio como o mês de maior volume já registrado no estado.

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Exportações de derivados de soja sobem 41,8%

O aumento na produção também refletiu diretamente nas exportações. Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas de derivados de soja em maio, volume 41,80% superior ao registrado em abril.

O desempenho foi puxado principalmente pelo óleo de soja, que segue com forte demanda no mercado internacional e no setor energético, especialmente na produção de biodiesel.

Rentabilidade da indústria sofre pressão com custos e preços

Apesar do cenário positivo em volume e exportações, o setor industrial enfrentou pressão sobre as margens de esmagamento ao longo do mês.

De acordo com o Imea, a valorização de 1,18% da soja em grão, somada à queda nos preços dos coprodutos, reduziu a rentabilidade das indústrias processadoras.

Como resultado, a margem bruta de esmagamento recuou 7,82% na comparação mensal, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Setor segue forte, mas com atenção à rentabilidade

O recorde no processamento reforça a importância de Mato Grosso na agroindústria da soja, enquanto o crescimento das exportações de derivados evidencia a competitividade do estado no mercado internacional.

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Por outro lado, a queda na margem industrial indica um cenário de maior pressão de custos, que deve seguir no radar do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estoque de CPR chega a R$ 565 bilhões e reforça avanço do crédito privado no agronegócio

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Crédito privado mantém expansão no financiamento do agro

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) atingiu R$ 565 bilhões em maio de 2026, registrando alta de 13% na comparação com os últimos 12 meses. O desempenho confirma a consolidação do crédito privado como uma das principais fontes de financiamento do agronegócio brasileiro.

Apesar da alta no volume total, o mercado apresentou desaceleração na emissão de novos títulos. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação aos R$ 366,6 bilhões observados no mesmo intervalo da safra anterior.

Os dados fazem parte do Boletim de Finanças Privadas do Agro, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

CPR se consolida como instrumento estratégico de financiamento

De acordo com a Secretaria de Política Agrícola (SPA), a CPR segue ganhando relevância como ferramenta central de captação de recursos privados para o setor agropecuário.

O avanço do estoque indica maior permanência desses títulos no mercado, mesmo diante de um cenário de menor ritmo de novas emissões na atual temporada.

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LCA mantém estabilidade no estoque e cresce no direcionamento ao agro

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) encerraram maio com estoque de R$ 571,51 bilhões, praticamente estável em relação ao ano anterior, com leve recuo de 0,3%.

Por outro lado, o direcionamento de recursos ao setor aumentou de forma expressiva. Pelo menos R$ 342,9 bilhões foram destinados ao financiamento do agronegócio, avanço de 20% na comparação anual.

O crescimento está relacionado à mudança regulatória que elevou a exigibilidade mínima de aplicação no setor de 50% para 60%, ampliando o volume obrigatório de crédito rural.

CRA cresce 12% e reforça mercado de títulos do agro

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) também apresentaram expansão no período. O estoque chegou a R$ 175,7 bilhões em maio de 2026, alta de 12% em 12 meses.

O desempenho reforça a ampliação do mercado de securitização ligada ao setor, com maior participação de investidores institucionais e operações estruturadas.

CDCA recua após pico registrado em 2024

Na contramão dos demais instrumentos, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) registraram queda de 6% no estoque anual.

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Segundo a análise da SPA, o movimento está associado ao pico de emissões observado em agosto de 2024, que vem sendo gradualmente ajustado ao longo dos meses seguintes.

Fiagro segue em expansão e alcança R$ 62 bilhões

Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) mantiveram trajetória de crescimento no mercado financeiro.

Em abril de 2026, o patrimônio líquido do segmento alcançou R$ 62 bilhões, distribuído entre 247 fundos em operação. Apesar de ainda representar uma fatia menor do financiamento total do setor, o instrumento segue ganhando espaço entre investidores.

Panorama reforça diversificação do crédito no agronegócio

O conjunto dos dados evidencia a crescente diversificação das fontes de financiamento privado no agronegócio brasileiro, com destaque para a expansão dos estoques de CPR, CRA e Fiagro.

O boletim é elaborado mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da SPA e acompanha a evolução dos principais instrumentos privados de crédito do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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