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Dólar Recua em Relação ao Real Após Atingir R$5,30 na Sessão Anterior

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Esse movimento refletia uma desaceleração nos avanços da moeda norte-americana nos mercados emergentes, enquanto os investidores avaliavam a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que reduziu sua taxa de juros pela primeira vez desde 2019.

Movimentações do Dólar

Por volta das 9h57, o dólar à vista registrava uma queda de 0,18%, sendo negociado a 5,2872 reais na venda. Enquanto isso, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento apresentava uma leve alta de 0,01%, alcançando 5,312 reais na venda.

Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, observou que houve uma “pausa” na sequência de altas do dólar nesta quinta-feira, com a moeda perdendo um pouco de fôlego. Ele também destacou que o dólar estava mais fraco hoje, alinhado com outros mercados emergentes.

Impactos no Mercado

Na quarta-feira, o dólar encerrou o dia cotado a 5,2970 reais na venda, registrando um aumento de 0,22% e atingindo seu maior valor de fechamento desde 5 de janeiro de 2023. Esses ganhos foram observados também em outros mercados emergentes ao longo da semana, influenciados por resultados eleitorais no México e na África do Sul, que têm deixado os investidores incertos sobre o futuro dessas economias.

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Decisão do BCE e Contexto Nacional

O mercado global estava atento ao anúncio da decisão de política monetária do BCE, que reduziu os custos dos empréstimos em meio ao avanço na luta contra a inflação nos 20 países da zona do euro. No contexto nacional, os investidores analisavam os comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a preocupação da instituição com a piora consistente das expectativas de mercado.

Os economistas têm revisado para cima suas projeções de inflação no Brasil para o fim deste ano e os próximos dois anos, como evidenciado na mais recente pesquisa Focus. Mais tarde, o mercado estaria atento à palestra do diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo, na abertura da etapa final da Olimpíada Brasileira de Economia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Impasse entre parlamentares e governo trava socorro financeiro ao agronegócio

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as negociações com o Ministério da Fazenda em busca de um socorro financeiro para o setor, mas esbarrou em um impasse técnico que ameaça o planejamento da próxima safra.

Ao apresentar uma contraproposta com taxas de juros mais acessíveis e prazos estendidos, a bancada ruralista tenta reverter as restrições impostas pelo governo, que, até o momento, limita o auxílio apenas aos prejuízos causados por eventos climáticos, excluindo o impacto das oscilações de mercado que também comprimiram a receita dos produtores.

O agronegócio, motor de cerca de um quarto do PIB nacional, enfrenta um cenário de crescente pressão sobre o fluxo de caixa. Entre 2019 e 2025, uma sucessão de frustrações climáticas, somada à desvalorização dos preços das commodities, gerou um passivo significativo que agora trava a capacidade de investimento para o próximo ciclo produtivo. A urgência da FPA em encontrar uma solução baseia-se no temor de que a falta de crédito provoque uma retração na área plantada e no uso de tecnologia, impactando a produtividade de um setor que é pilar da balança comercial brasileira.

Disputa de números

A divergência entre as propostas em mesa reflete a busca pelo equilíbrio entre a viabilidade do produtor e a responsabilidade fiscal do governo. A FPA defende um modelo de renegociação mais abrangente: para perdas por eventos climáticos, a sugestão é de juros de 4%, 6% e 8% ao ano. Já para perdas causadas por movimentos de mercado, a bancada propõe taxas de 5%, 7% e 9% — valores escalonados conforme o porte do produtor. A entidade pede ainda um prazo de oito anos para pagamento, com dois de carência, e a ampliação do teto de financiamento para R$ 10 milhões por CPF.

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O Ministério da Fazenda, contudo, mantém uma postura de maior rigor. A contraproposta do Executivo foca exclusivamente em perdas climáticas, com juros mais elevados — 6%, 9% e 12% ao ano — e um prazo menor de quitação: seis anos de pagamento com dois de carência. Além disso, a pasta sugere um limite de R$ 8 milhões por CPF para a renegociação.

Pontos de consenso e entraves

Embora o impasse nas taxas e na abrangência das dívidas persista, houve avanços em pontos estruturais. O governo concordou em manter o teto de R$ 50 milhões para financiamento a cooperativas, permitindo que estas atuem no repasse de crédito aos cooperados. Também houve progresso na discussão sobre um fundo garantidor e na flexibilização da regulamentação do crédito rural, permitindo que os bancos aproveitem melhor as garantias já existentes, atrelando-as à proporcionalidade da dívida.

Outro mecanismo em debate é a operação “mata-mata” para as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A ideia é permitir que produtores emitam novos títulos para quitar dívidas anteriores, uma forma de organizar o passivo e destravar o fluxo financeiro. No entanto, o tratamento das dívidas privadas permanece como um dos pontos mais críticos; a FPA quer evitar que débitos remanescentes sejam renegociados a taxas próximas de 20%, defendendo uma trava atrelada à Selic para não inviabilizar a renegociação.

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A expectativa é que um texto de consenso surja nos próximos dias, seja para a publicação de uma Medida Provisória, com vigência imediata, ou o envio de um projeto de lei em regime de urgência. A resolução rápida é tratada pela bancada ruralista como condição indispensável para garantir que o setor mantenha o ritmo de produção que sustenta a economia nacional.

Fonte: Pensar Agro

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